10 janeiro, 2013

Simplesmente MEC


Depois do aclamado «o amor é fodido», Miguel Esteves Cardoso (MEC) lança no início deste ano o seu «Como é linda a puta da vida», um livro que reúne as suas crónicas publicadas nos áureos tempos de «O Independente». Citado pelo Correio da Manhã, MEC  profere esta frase que eu, cá para mim, vou procurar emoldurar em casa e no meu local de trabalho: «A vida é má e imprevisível. É uma puta e não se percebe o critério, mas ao mesmo tempo é linda». É isto, grande MEC!

90 dias de exasperação


A boa notícia é que o Tribunal Constitucional vai incorporar os quatro pedidos apresentados de fiscalização do OE 2013. A pavorosa notícia é que o processo de deliberação até o acórdão estar concluído não deverá demorar menos de 90 dias. A «Visão», numa infografia publicada na edição desta quinta-feira, chama-lhe «via sacra». Acho pouco. É certo que os timings da justiça são outros, mas num país a sério era mobilizar, quase por decreto régio, juízes e os seus «escravos» a trabalhar 7 dias por semana até que uma decisão fosse encontrada. Como quem trabalha deve receber, paguem horas a essa gente. Uma decisão crucial deve obedecer a etapas, mas tem que ser acelerada. Custe o que custar.

09 janeiro, 2013

A fornicação do que resta

Este exclusivo do «Negócios» devia ser o rastilho que faltava para a sublevação popular. A proposta do FMI não é a «refundação» do Estado, mas sim a fornicação do que resta do país. O seu completo desmantelamento em nome de uma nova ordem mundial que se procura construir na sombra e que tem os «moleques» Passos e Gaspar como simples executores no terreno. Ouvi-los falar, aos de cá, de «luz ao fundo do túnel» e na «prosperidade» que aí vem, era motivo imediato de formalização de acusação de crime político no dia em que chegar a sua deposição do poleiro.

A frase do dia


«Temos uma elite parola (saloia, se preferirem), que não consegue ver para lá do que se passa à sua porta e que, como consequência dessa limitação, prossegue o afunilamento de Portugal, transformando-o cada vez mais num subúrbio da capital. Com esta atitude, a capital do país, a nada mais poderá aspirar do que a ser um subúrbio do mundo». Rio Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto, revista «Porto Sempre», citado pela Lusa, 9 Janeiro 2013

Uma deputada muito «scotch»

Está a ganhar contornos interessantes o episódio que envolveu a deputada do PS que acusou uma taxa de alcoolemia acima do permitido. Fonte que bebe do fino garante-nos que Glória Araújo aprecias bebidas com origem nas «highlands» escocesas e tem uma especial predilecção por colegas sua bancada, influentes, com apelido de santo, mas que nada devem à beleza.

08 janeiro, 2013

Notícias do profeta do «pântano»

Não acredito muito em coincidências, mas sair a notícia,  no mesmo dia, que Jorge Coelho abandona a Mota-Engil e António Guterres entra para a Fundação Gulbenkian como administrador não executivo só pode ser  um sinal divino. Não são conhecidos as competências do ex-Primeiro Ministro na instituição da Avenida de Berna, mas suspeita-se que depois de uma visita a um campo de refugiados no Ruanda, o comissário da ONU vista o fato e a gravata para integrar uma reunião na Gulbenkian sobre petróleos. É assim a globalização.

Uma deputada a dar o litro

Esta carinha laroca chama-se Glória Araújo, tem 37 anos, é deputada do PS e acusou 2,41 gramas de álcool por litro de sangue na madrugada do passado sábado, na Rua Alexandre Herculano, no coração de Lisboa. Se fosse a "Nádia Rafaela" era capaz de ficar 6 meses sem carta e ir fazer trabalho comunitário para a associação recreativa de Chelas. Como é ilustre parlamentar da nação, é capaz de ser indultada. Um caso a seguir com atenção.

07 janeiro, 2013

Reis nos «matrecos»

Há tipos que não podem com os jornalistas porque só querem sangue e exultam com as tragédias. E às vezes tenho de dar a mão à palmatória. Mereceu um modestíssimo destaque a notícia que Portugal se sagrou campeão mundial de matraquilhos, em júniores. O feito aconteceu em França. Se isto fosse  noutro país, seriam encetados, de imediato, esforços para elevar os «matrecos» a desporto olímpico. Por cá acha-se que é um feito folclórico, semelhante ao jogo do berlinde ou da carica. Depois queixem-se que somos uns falhados...