27 junho, 2011

Quem é este «borracho»?

Este Governo, ainda sem programa eleitoral, poupou nos ministérios e gastou nos secretários de Estado. 11 ministérios, 35 secretários de Estado. Só Portas e Relvas têm um séquito de «escravos» a trabalhar para eles, isto já para não falar nos assessores que ainda devem estar a ser criteriosamente escolhidos. Até Daniel Campelo, o homem do queijo limiano, vai ter a sua «quintinha» na secretaria de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural. Quem promete destronar Assunção Cristas como grande revelação no governo é Vânia Dias da Silva (uma prima minha, certamente), que salta de adjunta do vereador da CM do Porto na área da protecção civil para subsecretária de Estado adjunta do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. Tem apenas 33 primaveras e uma carinha laroca muito «CDS», tá a ver?

«Pai» herói

A idade vai pesando, mas o «pai» Soares mantém-se um expert em estratégia política. Tem uma secreta preferência por um dos «filhos» políticos, Assis e Seguro, mas em público faz juras de amor eterno a ambos. Pai que é que não pode ter preferências, diz ele.
Aceita apresentar um livro de António José Seguro, elogia-o em público, mas recusa apoiar qualquer candidato às eleições no PS. Seguro vai ganhar, com toda a certeza. É certo que não vai cheirar a poder no Rato nos próximos anos, mas Seguro consegue reunir o apoio de muitos «socráticos» e «guterristas» reconvertidos e até outros, já a pedir reforma, que procuram um tacho no ocaso da sua carreira política. Segundo ouvi na TSF até o «construtor civil» Jorge Coelho deu o ar da sua graça no Hotel Tiara. Sinal de que o «segurismo» (será assim que se diz?) está para ser inaugurado.

Nem Jesus lhe vale

Avança o «DN» na sua edição online, que o treinador do Benfica, Jorge Jesus, foi notificado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) para prestar declarações como arguido num dos processos da "Operação Furacão", um caso que envolve suspeitas de fraude fiscal. É melhor que comecem a procurar novo treinador na Luz. Mesmo que Jesus consiga bons resultados no início de temporada, o pior que pode haver em Portugal é pessoas com sob suspeita na praça pública.

A frase do dia

«Acho que o primeiro-ministro tem de ter muito cuidado com o que vá fazer o CDS (...) «Há pessoas que têm tradição de roer a corda. Eu não gosto de quem rói a corda», Alberto João Jardim, TVI 24, 27 Junho 2011

Primeira «trapalhada» oficial

Marcelo Rebelo de Sousa avançou a notícia ontem, a Media Capital comunicou à CMVM saída de Bernardo Bairrão da TVI esta manhã, mas na lista dos secretários de Estado não constava o nome do gestor. A versão oficial é que Bairrão não queria a privatização da RTP e foi vetado por Passos Coelho. O que é facto é que, segundo Marcelo, ele iria para a pasta da Administração Interna. Terá havido mão dos espanhóis da Prisa? Ainda muita tinta vai correr sobre esta primeira «trapalhada» oficial do governo.

26 junho, 2011

Tragédia TV

Dou de barato que Angélico é uma figura pública, especialmente para a geração «morangueira» e cor de rosa cá do burgo, mas daí a abrir os telejornais de sábado e domingo e a levar carros de exteriores para a porta do hospital, com os pés-de-microfone a repetirem o mesmo que os responsáveis clínicos afirmaram horas antes, já raia o surrealismo.

Ir pelo cano

As mais reputadas revistas especializadas, como é o caso do «Economist», já traçaram o destino da Grécia e parece ficar subentendido que Portugal e a Irlanda são os fregueses seguintes. Será que vale a pena o esforço ou Passos Coelho vai ficar conhecido como o político que enterrou ainda mais os portugueses para o boneco?

Mistério do dia

O professor Marcelo, o garganta funda, revelou hoje na sua prédica dominical que Bernardo Bairrão, administrador delegado da Media Capital, a dona da TVI, vai ser secretário de Estado do ministério da Administração Interna do governo de coligação. Se não for por amor à pátria, têm que me explicar, como se eu fosse muito totó, o que é que leva um gestor que ganha milhares a trocar a sua vidinha a trabalhar para os espanhóis por um cargo governativo de adjunto e ainda por cima num ministério propício a sarilhos dos grandes?