10 julho, 2009

Obama, um cristão exemplar...

Obama e Michelle, esta tarde, no Vaticano, recebidos por Bento XVI

...Obama, o lascivo

Cimeira do G8, em L'Aquila

No ponto de mira

É uma notícia digna de um tablóide britânico, mas muito oportuna, a que foi hoje dada à estampa no «Correio da Manhã». O juiz Carlos Alexandre, uma espécie de Baltazar Garçón à portuguesa, que tem nas mãos os mais intrincados processos judiciais está instalado num gabinete do novo Campus de Justiça, no Parque das Nações, que o expõe a qualquer cidadão que passe na rua. O Tribunal Central de Instrução Criminal foi colocado no rés-do-chão de um prédio com paredes de vidro, que não são à prova de bala e que dão uma visão completa sobre o que se passa no interior. Basicamente pode fazer-se uma vigilância «big brotheriana» ao magistrado no período em que ele por ali se mantiver. Sabendo-se que Alexandre já recebeu ameaças de morte e anda com segurança pessoal 24 horas por dia, estranha-se o desleixo com que esta situação foi abordada. Mesmo no novo e arejado espaço da zona oriental de Lisboa, a Justiça continua a ser tratada, como sempre, a pontapé.

Gripe A ataca «Correio da Manhã»

A um ritmo diário, vão pingando novos casos de Gripe A em Portugal. O pior deverá estar para vir no regresso às aulas e quando os portugueses terminarem as férias. Segundo a imprensa, o Metropolitano, os festivais de verão e os parques aquáticos concentram cuidados redobrados por parte das autoridades. Os órgãos de comunicação social também podem estar no olho do furacão a avaliar pela razia que a pandemia está a fazer no «Correio da Manhã». Dois elementos afectos a altos cargos editorais no jornal foram obrigados a ficar de quarentena em casa devido ao facto de os filhos de ambos frequentarem o colégio das Pedralvas, em Benfica, onde foram detectados focos do vírus.

A frase do dia

«Não faço milagres, não sou Merlin ou Harry Potter», José Mourinho, treinador do Inter de Milão, revelando na primeira conferência de imprensa da temporada que não tem para a presente época uma equipa de sonho, Corriere de la Sera, 10 Julho 2009

09 julho, 2009

Difícil é sentá-los

Afazeres de natureza profissional levaram-me esta tarde ao Parlamento. Ao bater das 3 o plenário até estava relativamente bem composto, mas com o avançar dos trabalhos a debandada foi-se generalizando em todas as bancadas, sem excepção. O entra e sai do hemiciclo é constante. O número de telefonemas feitos, para dentro e para fora da sala, é frenético. Seja do telefone fixo, seja do telemóvel pessoal. Paulo Portas ganharia, de certeza, o prémio de «o deputado sempre em pé». Aposto em como entrou e saiu mais de meia dúzia de vezes, deambulando vezes sem conta pelas mesas dos outros partidos para conversas amistosas com «colegas deputados», como foi o caso de Mota Amaral. Os assessores tagarelam aos ouvidos dos deputados as últimas. Fica-se com a nítida sensação que a esmagadora maioria dos que se sentam no lugar dos «eleitos» da nação está apenas a fazer figura de corpo presente. Ninguém ouve ninguém. O ruído é permanente - muito maior aliás do que no som que nos chega a casa pelo Canal Parlamento. O frete de escutar um deputado é igual se estiver em causa a bondade de criar um museu mineiro em São Pedro da Cova ou que os produtos sem glúten possam ser deduzidos como despesas de saúde no IRS. Abundam os deputados profissionais em bater palmas e os especialistas em dizer, com generosos vozeirões, «muito bem!». Os «experts» no Twitter começam a a massificar-se um pouco por todo o Parlamento. Difícil mesmo é sentá-los!!!
Dos 220 que por lá andam, seguramente que uma centena fazia uma melhor figura. Confesso que hesito entre se dá vontade de rir ou de chorar reparar nas bancadas e ver por lá, com lugar cativo, por exemplo, o radialista Ribeiro Cristóvão, o presidente da Liga de Clubes de Futebol, Hermínio Loureiro, o empresário de patentes, José Luis Arnaut, o fadista Nuno da Câmara Pereira ou o empresário e amigo pessoal da líder do PSD, António Preto, também conhecido por «o homem da mala». Talvez fosse interessante consultar a folha de serviços destes senhores nos quatro anos da legislatura que está quase a terminar.

A "tia" quer «isaltinar»

A «pedido de muitas famílias» e após muitas «negas», a "tia" Isabel Meirelles aceitou ser a candidata pelo PSD à Câmara de Oeiras. Se a Justiça portuguesa permanecer fiel a si própria, a especialista em assuntos europeus e o candidato do PS, Marcos Perestrelo, vão levar uma valente abada nas urnas. Mas a surpresa até pode acontecer se o juiz do caso Isaltino Morais der ouvidos aos argumentos do representante do Ministério Público. Na verdade, o procurador pede pena efectiva de cinco anos e inibição do exercício de cargos públicos para o actual autarca de Oeiras. Como não acredito em milagres, Oeiras deve continuar a «isaltinar» mais quatro anos. Diz quem lá mora que aquilo é mesmo um «concelho mais à frente». Como diz o povo, «ele rouba, mas nós até temos qualidade de vida».

08 julho, 2009

Sanfona parlamentar

Depois das cenas pouco edificantes protagonizadas por José Eduardo Martins e Manuel Pinho, regressa a postura de Estado à Casa da Democracia. Sónia Sanfona, 37 anos, o fenómeno em «ascensão meteórica», como o insuspeito «Expresso» lhe chamou no sábado, está a concitar todas as atenções. A relatora da comissão parlamentar sobre o caso BPN, operou o milagre ao concluir que Vítor Constâncio foi o último a saber - mais um «cornudo» -, das «roubalheiras» no banco do Loureiro, Oliveira e Costa e pandilha. Não satisfeita, ainda saiu a terreiro, indignada com o timing escolhido para a definição de directrizes do seu partido, que obrigam a que um candidato às autárquicas não seja incluído nas listas para deputados. Sanfona, a «sereia» do Rato como lhe chamou Nuno Melo, provavelmente seduzido pela expressiva beleza da deputada, já chegou a vice-presidente da bancada parlamentar socialista e pelo protagonismo dos últimos dias, promete não ficar por aqui. Há já quem sugira rimas com o seu pitoresco nome.