20 janeiro, 2013

Uma lição de história


«E Depois do Adeus» é a série que a RTP aposta para a rentrée televisiva. Estreou ontem às 21 horas, no canal 1. O elenco é de luxo, Diogo Infante, Ana Nave, Ana Padrão, António Cordeiro e Catarina Wallanstein, entre outros. É um «Conta-me como foi», com mais imagens e músicas da época. Trata-se da história de uma época refletida nas “estórias” da família Mendonça que, de repente, se vê estrangeira no seu próprio país. «Burgueses» e «comunistas» num período agitado social, económica e culturalmente. Uma verdadeira lição de história que todos devia ser visto pelos que viveram e pelos que não viveram esse período. Serviço público. Se perdeu, grave a partir da próxima semana ou recue no tempo fruto daquelas geringonças que a Zon e a Meo inventaram.

17 janeiro, 2013

O «taxímetro» da Erica


A actriz portuguesa de filmes «XXX», Erica Fontes, foi galardoada como melhor artista internacional do ano nos prémios XBIZ, dedicados ao cinema para adultos. A menina, uma verdadeira profissional de mão cheia, que até faz workshops a ensinar a arte da boa oralidade, apesar dos seus tenros 21 anitos, já cobra e bem o seu desempenho. Só ao «Correio da Manhã» exigiu 200 euros para responder a algumas perguntas. Como dizia um indivíduo que eu conheci em tempos idos, e passo a citar com direito a bolinha, «é muito boa, mas é muito puta» (sic).
 

Pós-Passos

Passos Coelho está muito centrado no futuro, mas ainda não percebeu que não vai fazer parte dele. Fala do pós-troika, quando o que devemos pensar é no pós-Coelho. Hoje, em Paris, disse que «nunca aconselhou os portugueses a emi...grarem». Deve ter sido engano. Para os malandros dos jornalistas não voltarem a descontextualizar, sugiro que as citações do Primeiro-Ministro só sejam publicadas ou retransmitidas depois de autorização prévia por parte da comissão de censura do lápis azul, instalada em S. Bento.

A futurologia do Magno regulador


O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Carlos Magno, alertou hoje para o risco de Portugal deixar de ter jornais tradicionais muito em breve.
«Corremos o risco de não ter jornais impressos, em papel, dentro de alguns meses em Portugal», disse. Não sou futurólogo, nem tenho os dados privilegiados do regulador, mas o Magno faz parecer aquele médico que informa um doente que se deve preparar para o pior porque tem uma doença terminal, mas que acaba por falhar o diagnóstico e o desgraçado resiste mais do que a sentença de morte.
 

15 janeiro, 2013

Os «pedreiros»

Tenho cá um feeling que este livro do Vilela vai vender mais do que as «tablets» da Apple e da Androide que o pessoal moderno leva para a cama e para o WC, para deslizar as gordurosas pontas dos dedos pelo ecrã. Tem um título e uma capa muito sugestiva, digam lá se não tem?

Super-heróis com pés de barro

A confissão aconteceu diante da psicóloga dos norte-americanos: Oprah Winfrey. Apesar do embargo que subsiste sobre a entrevista, já se conhece o essencial: Lance Armtrong, 7 vezes vencedor do Tour, admitiu ter-se dopado ao longo da sua carreira. É triste para Armstrong e especialmente para o ciclismo o rótulo de «fraude» e «mentira» que foi colocado à modalidade e tão cedo não vai descolar. Já se sabia que não é possível ganhar a camisola amarela na Volta a França, depois de mais de 3 mil quilómetros a pedalar, e comer flocos de aveia, tabletes de chocolate, umas imperiais e bifes com batatas fritas. Treinos em altitude e transfusões de sangue são hoje a «bomba» que faz atletas medianos em super-heróis com pés de barro. No caso de Armstrong ainda se pensou que fosse a sua luta contra o cancro que o tivesse dotado de condições fisiológicas de excepção. Afinal não. No mundo do pedal o que falta mesmo saber é quem mentiu mais nas últimas décadas.Os patrocinadores vão debandar e o público reflectir antes de apoiar dopados em rampas de 10 por cento de inclinação. RIP ciclismo.

O Adrian Mole do fisco


O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro já se confunde com os pivôts de TV, tal é o número de vezes que acede aos convites das estações para comentar os novos desenvolvimentos tributários. O Tiago está é cada vez mais parecido com a personagem dos livros escritos por Sue Towsend, o adolescente borbulhento e com óculos fundo de garrafa, Adrian Mole. Para compor o ramalhete, esta noite na TVI, virou-se para o Zé Alberto Carvalho e, na óptica fiscal, disse: «É terrível ter filhos!».  As mulheres sabem bem o que isso é e o jornalista da TVI que tem 4 a seu cargo também deve ter uma ideia. A que porta foste bater, Tiago!

14 janeiro, 2013

Carrie e Brody

Atirem foguetes, chamem palhaços e acrobatas. Acabei de ver a minha primeira série completa. Trata-se de «Homeland», cuja segunda série terminou em Portugal a semana passada. Ontem foi mais uma noite de glória nos Globos de Ouro, confirmando-a como a série mais aclamada da actualidade.
Foram 24 episódios de uma história, aparentemente banal, que mete serviços secretos, terrorismo e um amor improvável, mas em que o guião e especialmente o desempenho de Claire Daines e Damian Lewis deram um brilho inusitado. Mas é da loura que quero falar. Chama-se Claire, tem uns bem apessoados 33 anos e é atriz de profissão. Foi mãe há poucas semanas. Sei que interpretou a Julieta em «Romeu e Julieta», mas é na série da HBO «Homeland» que me tem feito ficar de beicinho. Já não sei o que dizer. Deixou-me «KO». Fiquei contra as cordas. Na minissérie ela é uma agente da CIA, pessoalmente solitária, viciada em trabalho e obcecada em denunciar um alegado herói da pátria americana, que afinal é um terrorista em potência, convertido ao islamismo radical. Para apimentar ainda mais a história, Claire, ou «Carrie Mathison», a personagem, sofre de um distúrbio bipolar. Azar dos távoras, ela acaba por apaixonar-se perdidamente por ele, Brody, um mentiroso compulsivo que tudo faz para ocultar a sua vida dupla. Em Setembro parece que chega a terceira série. Com expectativa redobrada. O que é que os argumentistas vão inventar desta vez para as aventuras e desventuras de Brody e Carrie?