30 dezembro, 2012

O mundo não acabou, mas parece...

Mais uma inquietante notícia, mesmo depois de sabermos que a profecia dos maias do fim do mundo, falhou. Em menos de um mês, duas pessoas morreram no metro de Nova Iorque depois de terem sido empurradas para a linha por desconhecidos. O último caso aconteceu quinta-feira à noite, em Queens, quando uma mulher de 31 anos surpreendeu pelas costas um homem, que aparentava ser de origem muçulmana, projectando-o para os carris, quando se aproximava a composição. As primeiras investigações da polícia apontam que o móbil do crime pode ser «o ódio racial».

 

O povo é quem mais ordena

Nem Gaspar, nem Passos, nem Merkel. O «Correio da Manhã», o jornal do povo, escolheu o povo como figura nacional do ano que termina.

29 dezembro, 2012

Vão morrer para longe!

O que eu mais detesto nos políticos é a mentira e a falta de vergonha. Os últimos que nos têm calhado em sorte têm estes ingredientes para consumo interno e exportar. O ministro da Saúde mandou o seu «escravo», Leal da Costa, comunicar «urbi et orbi», sob a forma de uma delicodoce entrevista, que os portugueses devem evitar a todo o custo recorrer ao exaurido serviço nacional de saúde. É preciso poupar, diz o governante, que dá exemplos de como o Estado gasta à tripa forra com as maleitas dos portugueses. Não disse, mas podemos imaginar que, unhas encravadas, pernas partidas, traumatismos cranianos e deslocações de retina devem ser tratadas em casa. Se não sabem como , aprendam práticas de primeiros socorros ou tirem cursos pela internet. Apenas e só no caso de na triagem hospitalar, for confirmado por escrito, que o paciente que se desloca ao hospital foi acometido de ataque cardíaco fulminante ou surto de caspa violento é que pode ter a veleidade, sem abusar, é claro, de ser observado por um médico. Que chatos são estes «tugas». Sempre doentes. Vão morrer longe, pá!

Zara «sprint»

Pelo aparato de seguranças que veja sempre em frenética correria para dentro da loja da Zara no Centro Comercial Dolce Vita Tejo, sugiro que se crie um posto permanente da PSP naquele estabelecimento. Poupava-se os "sprints" aos pobres seguranças e aumentava-se a capacidade de dissuasão. Reporte-se ao ministro Macedo.

As escolhas literárias do Pedro

É a foto do dia. Passos Coelho tem debaixo do banco do seu carro oficial um livro sobre «A diplomacia de Salazar». Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és...

28 dezembro, 2012

Camilo, o visionário

Acho que é oficial, o Camilo Lourenço é assumidamente o comentador do regime. Indiferente aos insultos com que é mimoseado nas redes sociais, posicionou-se do lado da estratégia que está a ser seguida pelo governo. Não que ele esconda, mas o jornalista adora a lógica caceteira e das caneladas, na dialéctica, bem entendido. Com um ego do tamanho do mundo, agora que está na mó de cima e lança livros com a presença de sua excelência o Primeiro-Ministro, até já se permite arvorar-se em visionário. Diz ele em entrevista ao «Negócios» que «o Governo e a troika estão a fazer o que eu defendo há 15 anos». Realmente, acho que estamos todos cegos por desperdiçar mentes tão brilhantes. Camilo a Primeiro-Ministro, com Baptista da Silva a assessorá-lo.

27 dezembro, 2012

Um povo que adora a fraude

Belo artigo do Miguel Gaspar no «Público» de hoje. Diz ele, ainda voltando à vaca fria do Baptista da Silva, que o homem tornou-se mais interessante por ser um falso especialista do que um especialista propriamente dito. O Gaspar assesta uma facada  no estômago quando diz que este banzé todo se deve ao facto de nós, portugueses, «adorarmos a fraude». Touché. As fraudes, os logros e os «flops». Desde tempos imemoriais, de D. Sebastião, a Alves dos Reis, passando do Vale e Azevedo, até ao mais actual aluno de uma conhecida universidade parisiense, José Sócrates. Estou a esquecer-me de algum?

«Zlatener»

Como dizia o poeta, o futebol é mesmo a coisa mais importante, de entre as pequenas coisas do mundo. E não há crise que contrarie isto. Atentem na última. A Academia da Língua Sueca introduziu hoje a palavra «Zlatener» como uma das 40 novas aceites oficialmente. O termo significa «fazer algo de forma contundente ou dominar» e a origem está em Zlatan Ibrahimovic, o jogador de futebol do PSG, que é um craque de mão cheia, com um temperamento irrascível. Outra coisa não seria de esperar de um filho de pai bósnio muçulmano e mãe croata católica. Explosivo.