Li recentemente que a Carris disponibiliza aos seus motoristas um barbeiro para tratar da imagem dos funcionários que dão a cara pela transportadora. Depois do que vi ontem na televisão, acho que, pese embora a carestia financeira, o Ministério das Finanças bem precisa empregar um profissional da tesoura e do pente. Hélder Rosalino, o secretário de Estado da Administração Pública, tem ar de ouriço-caixeiro, e até o lavadinho gasparzinho, o Vítor, foi surpreendido por um «zoom» de um câmara da TVI que deixou a descoberto os enormes pelos das suas sobrancelhas. Um colossal desmazelo.
05 outubro, 2011
Precisa-se barbeiro. Resposta ao Ministério das Finanças
Li recentemente que a Carris disponibiliza aos seus motoristas um barbeiro para tratar da imagem dos funcionários que dão a cara pela transportadora. Depois do que vi ontem na televisão, acho que, pese embora a carestia financeira, o Ministério das Finanças bem precisa empregar um profissional da tesoura e do pente. Hélder Rosalino, o secretário de Estado da Administração Pública, tem ar de ouriço-caixeiro, e até o lavadinho gasparzinho, o Vítor, foi surpreendido por um «zoom» de um câmara da TVI que deixou a descoberto os enormes pelos das suas sobrancelhas. Um colossal desmazelo.
Um caso de popularidade
Verdadeiramente de rebimba o que acaba de descobrir no Facebook. O camarada Camilo Lourenço tem uma página de fãs no «bar do Zuckerberg», com quase meio milhar de admiradores. Quem administra a página insere artigos do sábio da economia, as suas palestras em escolas, as fotografias mais actualizadas deste fenómeno televisivo, etc. A principal foto do perfil é o Camilo a dar autógrafos a duas beldades, com ar salivante, ao que se julga membros do seu grupo de fãs. Um verdadeiro caso de popularidade, ainda para mais quando Camilo não é propriamente um mensageiro de boas notícias.Link: http://www.facebook.com/#!/fas.de.camilo.lourenco
04 outubro, 2011
03 outubro, 2011
Primeiro estranha-se, depois enxerga-se
O António Esteves Martins é um repórter de assuntos europeus de mão cheia, mas como está fora há uns tempos, é natural que não conheça a sua pátria como devia ser. Na abertura do Telejornal, o camarada Esteves Martins classificou a Grécia «como um país estranho», onde era raro alguém pagar impostos, mas certamente que já se esqueceu como é que os seus compatriotas se comportam aqui no «rectângulo». Se bem me lembro, segundo um estudo recente, se a fraude, a evasão e a corrupção fossem atalhadas quase na totalidade teríamos no nosso país um nível de produção de riqueza semelhante aos finlandeses. Neste domínio, Portugal e Grécia são ambos países estranhos e exóticos, o que talvez possa variar é o coturno dos malandros que fogem ao fisco e façam gala dos seus obscenos sinais exteriores de riqueza. Os «chico-espertos» nacionais são mesmo imbatíveis.
Bem vinda à liberdade, Amanda!
Perugia é uma graciosa e medieval cidade do centro de Itália, mais recentemente conhecida pelo seu pólo universitário. Tal como a Praia da Luz, também lhe calhou em sorte (ou azar) um caso judicial que hoje parece ter tido o seu fim. O Algarve teve o processo Maddie, Perugia teve a morte violenta de Meredith Kercher, em 2007, uma universitária americana que foi encontrada assassinada, com brutais sinais de violência. Falava-se de uma noite de copos, droga, sexo e traição numa residência universitária. Os suspeitos da morte de Meredith eram vários. Amanda Knox, companheira de quarto de Meredith, e o seu namorado de então, Rafaelle Solicito, foram os principais suspeitos. Foram julgados e condenados a 26 e 25 anos de cadeia, respectivamente. Após 4 anos atrás das grades, o apelo foi agora analisado pelo tribunal que os declarou «inocentes» do crime. A deficiente investigação policial, nomeadamente em termos de provas periciais, fez cair pela base uma teoria que vinha perdendo consistência. A arte da defesa de Amanda e Rafaelle fez o resto.Aos 24 anos, Amanda recupera a liberdade para regressar a Seattle, na costa oeste americana, a sua cidade natal, de onde saíra com 19 anos para estudar em Perugia. Uma verdadeira história com ingredientes de novela, beleza, sexo e crime, que as televisões americanas e britânicas esmifraram até ao tutano. De estranhar o alheamento dos canais portugueses, até porque a moral da história acaba por humanizar a moribunda justiça portuguesa: afinal os incompetentes estão por todo o lado. Basta ligar a televisão e os jornais.
Bem vinda à liberdade, Amanda! Juro que o teu choro convulsivo aquando da leitura da sentença conseguiu emocionar-me. Só se dá valor à liberdade quando se está privado dela.
O anticiclone dos Açores encontra-se com uma anomalia
Já leio que amanhã e quarta teremos uma «onda de calor» em Portugal. A histeria está a aumentar. Mas pior do que disso, só mesmo o que vem escrito no jornal «I», onde se justifica que o caliente Outono português se deve a uma «anomalia no anticiclone dos Açores». O melhor é mesmo providenciar um técnico para fazer manutenção à máquina.02 outubro, 2011
A justiça na sucata
No dia 8 de Novembro começa o julgamento do ano - o do processo «Face Oculta». São já cerca de 800 as testemunhas arroladas pela defesa e pela acusação para o julgamento que vai decorrer no tribunal de Aveiro. Com quatro sessões semanais, caso sejam ouvidas duas testemunhas por dia, o julgamento demoraria cerca de dois anos. Sabendo-se que o processo Casa Pia, no qual foram ouvidas 920 testemunhas, estendeu-se por quase seis anos, é bem provável que Godinho, Vara, Penedos & company se safem de qualquer imprevisto.
Por Portas e travessas
Portas fez uma deslocação relâmpago à campanha eleitoral do bolo do caco e da poncha. Na ocasião comparou a gestão de Sócrates à de Jardim e acrescentou que o presidente do governo regional devia ser «penalizado». «Paletes de razão», como o próprio MNE disse, mas para tudo ficar em «pratos limpos», talvez fosse boa ideia esclarecer os turvos negócios dos submarinos quando o presidente do CDS foi ministro da Defesa.
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