Sócrates está convicto que não vai ser preciso aumentar o IVA. Se é o PM a dizer, desconfiem. Preparem a carteira. A fuga para a frente de Sócrates e Teixeira dos Santos à saída do Plenário é sintomática do «pântano» em que o país se encontra. Guterres fez asneira e soube sair dele a tempo. Os que lá estão agora fazem asneira desde 2005, mas continuam em estado de negação. Este país não existe.30 abril, 2010
Estado de negação
Sócrates está convicto que não vai ser preciso aumentar o IVA. Se é o PM a dizer, desconfiem. Preparem a carteira. A fuga para a frente de Sócrates e Teixeira dos Santos à saída do Plenário é sintomática do «pântano» em que o país se encontra. Guterres fez asneira e soube sair dele a tempo. Os que lá estão agora fazem asneira desde 2005, mas continuam em estado de negação. Este país não existe.29 abril, 2010
Salvação transcendental
Está na moda insistir no argumento que vivemos acima das nossas possibilidades. É verdade. Os bancos e os governos insistiram muito e o povinho não desperdiçou o ensejo. É evidente que agora ninguém quer ir de cavalo para burro e continua a abusar. O aflitivo é que alguns economistas como Luís Campos e Cunha já atribuem ao campo da fé a salvação do país. Diz o ex-ministro das Finanças ao «Público»: «Está na hora de rezar». Aproveitando a visita do homem de branco, pode ser que o mês de Maio seja bom conselheiro e o que Papa perdoe os desmandos materialistas da nação tuga. Muros de lamentações e impropérios
O maquiavélico «Mou»


Ao mesmo tempo que o país se afunda na confiança das agências de rating, José Mourinho está a caminho de tornar-se uma das marcas portuguesas mais confiáveis e admiradas no Mundo. Este predestinado treinador ganha na táctica, na psicologia e na arrogância. Reagiu de forma pouco comum, sprintando para uma das bancadas do Camp Nou, com gestos e gritos desafiantes de comememoração/provocação, como aconteceu hoje no final do jogo com o Barcelona, em que o Inter perdeu por 1-0, mas garantiu o passaporte para a final da Champions de Madrid, em Maio. O Inter conquista o lugar numa final da máxima competição de clubes 38 anos depois. Um feito. Mourinho regressou ao clube onde começou como tradutor de Bobby Robson. Hoje, muitos anos depois, está à beira de mais uma época gloriosa, tornando-se num dos raros treinadores com duas ligas dos campeões conquistadas. Dizer em conferência de imprensa que esta foi «a melhor derrota de toda a carreira», só pode ter sido uma frase estudada, com a marca de «Mou», como o tratam carinhosamente em Itália.
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