Braga de Macedo, também conhecido nos mentideros da política como o «adiantado mental», afirma hoje em entrevista ao «I» que «o ministro das Finanças não tem poder» porque «mandam-no calar». Ele que já por lá andou, deve saber do que fala. Teixeira dos Santos é um ministro cheio de arte para a coisa porque entende-se às mil maravilhas com o «capo». Bem mais interessante seria a história nunca contada dos quatro meses que Luís Campos e Cunha passou no Ministério do Terreiro do Paço. Diz fonte que bebe do fino que a imposição do TGV foi apenas um dos episódios que indispôs o professor da Nova. As outras trapalhadas talvez as possamos vir a saber, quando Sócrates já não morar aqui.28 dezembro, 2009
Esta política não é para ministros das Finanças
Braga de Macedo, também conhecido nos mentideros da política como o «adiantado mental», afirma hoje em entrevista ao «I» que «o ministro das Finanças não tem poder» porque «mandam-no calar». Ele que já por lá andou, deve saber do que fala. Teixeira dos Santos é um ministro cheio de arte para a coisa porque entende-se às mil maravilhas com o «capo». Bem mais interessante seria a história nunca contada dos quatro meses que Luís Campos e Cunha passou no Ministério do Terreiro do Paço. Diz fonte que bebe do fino que a imposição do TGV foi apenas um dos episódios que indispôs o professor da Nova. As outras trapalhadas talvez as possamos vir a saber, quando Sócrates já não morar aqui.27 dezembro, 2009
A reabilitação da antiga «polícia do gosto»
Pânico a bordo
Quando a segurança dos ares parecia estar mais pacificada, eis que em pleno dia de Natal novo sobressalto sucede nos Estados Unidos. Pese embora a aparente segurança nos aeroportos, um cidadão nigeriano, ao que parece oriundo de boas famílias, conseguiu ultrapassar todos os controles e introduzir num avião uma substância perigosa chamada, tetranitrato de pentaeritritol, num voo entre Amesterdão e Detroit. Sabe-se também que o dito terrorista, estava incluído numa lista de indíviduos suspeitos «de baixo nível» de ameaça. Mesmo assim, teve luz verde para avançar. O que parece certo é que o crivo da segurança aperta mais nuns países do que noutros. Mais tarde ou mais cedo, nova tragédia irá acontecer. Com ou sem a inspiração da Al-Qaeda.PS: Segundo se ouve nos telejornais, a primeira medida cautelar das autoridades é impedir que os passageiros se levantem na última hora de voo, impedindo-os de chegar perto da bagagem de mão.
«Crazy Saturday»
Mesmo sem cheta, segundo a versão oficial, os portugueses não perdem uma oportunidade para gastar mais umas notinhas. As que já receberam e as que ainda vão receber, por via do milagroso crédito, inventado pelas beneméritas instituições bancárias. Depois do rotundo sucesso do ano passado, o El Corte Inglés repetiu o «Black Friday», desta feita a um sábado. A campanha de promoções, em alguns produtos, arranca hoje às 10h e mantém-se até amanhã, com descontos até 50% em todas as áreas. A avaliar pelas pessoas que enchiam na tarde de hoje a superfície comercial de Lisboa, a iniciativa bem que podia ser rebaptizada de «Crazy Saturday». Foi uma autêntica febre de sábado à tarde. Veio-me à memória, as imagens com origem nos states ou na Austrália, em que os clientes permanecem uma noite na fila para não perderam as melhores promoções. Por cá, a avidez não atinge ainda esse nível, mas anda lá perto.25 dezembro, 2009
Mensagem aos «prezados concidadãos»
O caríssimo Presidente do Conselho dirigiu-se aos «prezados concidadãos» para, na tradicional mensagem de Natal, afirmar que tem «esperança» na recuperação económica para 2010. Nada de novo, portanto. Resta-nos, para os que sejam crentes, continuar a acreditar na fé para que algo mude, de preferência para melhor. Quanto a Sócrates, para além de uma retórica batida a ultrapassada, até na indumentária que vestiu para a fotografia se registou um regresso ao passado. Depois de um hiato com gravatas verde azeitona, o PM voltou a usar uma azul petróleo.As partidas do calendário
Os empresários abominam aumentar o salário mínimo e agora também alvitraram (a ver se pega) a possibilidade de acabar com alguns feriados em nome da produtividade nacional, devido ao contexto de crise e desemprego. O bispo do Porto discorda dessa proposta, devido ao simbolismo religioso de muitos desses dias de pausa laboral. Curiosamente, o calendário até favorece as intenções dos patrões em 2010. Para lástima de muitos de nós, que trabalhamos de segunda a sexta, no divino regime «nine to five», no próximo ano, 5 dos 14 feriados (7 dos quais de natureza religiosa) agendados calham a um sábado ou a um domingo. Para os especialistas das «pontes» as notícias também não são animadoras. Apenas vai ser possível fazer 4 em 2010. Sortilégio do calendário!
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