21 janeiro, 2009

As patetices do comandante

Todos se lembram da triste figura que o presidente do Comité Olímpico Português fez durante os Jogos de Pequim. Vicente Moura devia ter saído, sem pena, nem glória, mas agarrado ao poder, por lá se manteve. Amuadinho com a possibilidade de Portugal e Espanha organizarem um Mundial da bola em 2018, «el comandante» proferiu umas patéticas declarações hoje ao «DN»: «É pena que não se tenha feito um estudo sobre as vantagens e virtualidades de organizar os Jogos Olímpicos em Portugal, para se saber se é ou não um disparate». Vicente Moura dixit. Disparate talvez não seja, mas é capaz de ser uma cretinice. Tenha juízo. Reforme-se, homem!

Obama, dia 1

A avaliar pelo primeiro dia de presidência, Barack Obama arrisca-se a ser mais frenético do que Sarkozy. Para começar, medidas em catadupa, uma das quais, simbólica, congelar os salários de altos cargos da sua administração que aufiram mais de 100 mil dólares/ano.
Ainda sobre Obama, aproveitamos este post para agradecer a Pedro Rolo Duarte por ter citado, uma vez mais, este blog no seu programa «Janela Indiscreta» da Antena 1, mais concretamente o texto em que chamámos a atenção para as «expectativas messiânicas» que rodearam a cerimónia de tomada de posse do 44.º presidente americano.

W. passa testemunho a H.

Quando passava 1 minuto das 12 horas de ontem (em Washington) entrou em funcionamento o novo site da Casa Branca. Uma completa ruptura com o anterior modelo, que durou 8 anos, com George W. Bush. Agora, é Barack H. Obama quem mais ordena.

20 janeiro, 2009

Dar o peito às balas

Os 10 minutos em que Obama e a «first lady» caminharam pela Avenida da Pensilvânia, em Washington, deverão ter sido dos mais difíceis para os serviços secretos americanos. O presidente empossado saiu do «Cadilac» e, de mão dada com a esposa, acenou à multidão em completo êxtase, «dando o peito às balas», em sentido figurado e também literalmente. Um sinal de coragem. Esperemos que tenha correspondência na prática política.

So help me God...


«O mundo mudou e devemos mudar com ele»

Discurso na íntegra (Inglês)
A audiência da tele-cerimónia desta tarde deverá ter sido comparável a uma qualquer final de um campeonato do mundo de futebol. Estavam reunidas as condições para gerar expectativa em todo o mundo. Um espectáculo à americana que não defraudou, mas nada mais do que isso. Quanto ao discurso de Obama as opiniões dividem-se. Brilhante para uns. Elementar e óbvio para outros. Não houve slogans brilhantes retirados da cartola - o «Yes, we can» foi só mesmo para captar votos em massa no período de campanha. Repetiu o essencial, através de um discurso duro, com a âncora assente na mudança e na esperança. Aliás, chega de retórica. O conto de fadas terminou. Baixem o homem à terra e ele que prove o que vale. Obama já demonstrou vontade em resolver os primeiros problemas com que a sua administração se depara nas primeiras 100 horas de trabalho. A questão que se coloca é esta: será que ele pode?
PS: Menos mal que o Diabo Bush já regressou, de malas aviadas, ao seu rancho do Texas. Obama pode não ser milagreiro, mas pelo menos na atitude, a América vai mudar do dia para a noite.

Português desaparecido

Um investigador português está desaparecido em Berlim. Divulgo o texto da campanha que já corre na blogosgfera:
«Afonso Freire Novais dos Santos Tiago, de 27 anos, que trabalha em Berlim, está desaparecido.Foi visto pela última vez em Berlim (ponto A do mapa) às 04h00 de dia 10/01/2009 e dirigia-se para casa (ponto B do mapa).Por favor espalhem esta notícia para os vossos contactos, especialmente para fora de Portugal.Junto envio uma foto do Afonso. Há blogue para ajudar a encontrar o Afonso: http://findafonsotiago.blogspot.com/
Se tiverem qualquer notícia entrem em contacto com a polícia portuguesa ou alemã.Obrigado!»

A frase do dia

«Sócrates não é o coveiro da pátria. É sim o ilusionista deste circo chamado Portugal», Helena Matos, in Blog Blasfémias, 19 Janeiro 2009

19 janeiro, 2009

Planeta Obama

Os americanos dizem que é o maior acontecimento do mundo depois do nascimento de Jesus Cristo. A tomada de pose ou «inauguration» de Barack Obama acontece, amanhã, às 5 da tarde portuguesas, para uma audiência planetária. As expectativas em torno do primeiro negro a chegar à Casa Branca são quase messiânicas, o que faz com que o seu discurso seja aguardado com enorme expectativa. Mas, para colocar água na fervura, o presidente eleito já disse para os americanos se prepararem para frustrações e revezes na sua administração. O esquema de segurança em redor do evento será, justificadamente, quase paranóico. 40 mil agentes estão mobilizados para controlar 2 milhões de pessoas esperadas em Washington DC. Os movimentos extremistas brancos não se conformam com o triunfo eleitoral de Obama e, ao mais pequeno descuido, podem atentar contra a vida do presidente. O secretário de Estado da Defesa, Robert Gates, o n.º 3 da administração, estará ausente, isto para prevenir um eventual vazio de poder na Casa Branca, caso aconteça algum infortúnio a Obama ou ao vice-presidente, Joe Biden.
A festança vai custar 150 milhões de dólares ao cofres dos americanos. Mas o melhor é celebrar. A factura chegará depois.