O florentino Nicolau Maquiavel dizia que se devia fazer o mal de uma vez e o bem em suaves prestações. Gaspar é o Maquiavel deste executivo e se há 2 anos que não tem andado a fazer outra coisa que não seja semear a destruição, quer agora com um passe de mágica eleger o investimento e o crescimento como prioridades da nação à conta de um extraordinário «super crédito fiscal». Este exercício de demagogia acontece no dia em que se soube que o défice agravou-se em 600 milhões. Coisa pouca. Razão tem o pai de Passos Coelho: «saiam enquanto é tempo, porque isto já não tem conserto».
23 maio, 2013
O comediante do Dragão
Pinto da Costa deu a primeira entrevista, após algum tempo de silêncio. O exclusivo foi direitinho para a pateta da Fátima Campos Ferreira, que perguntou o que quis, sem qualquer arte e com o habitual jeito impreparado que a caracteriza, misturando alhos com bugalhos e cus com alcatruz. O presidente do FC Porto nada disse de novo, a não ser que está a escrever um livro intitulado «31 anos, 31 decisões» e ainda contou uma anedota que promete figurar nos anais dos chistes à portuguesa: «O Benfica é como nos nossos salários. Vai tudo nos descontos». Impagável!
22 maio, 2013
Expo 98: o evento em que os portugueses foram felizes
Faz hoje 15 anos que inaugurámos a Expo 98, a festarola que mudou a face da zona oriental de Lisboa e fez a nação tuga acreditar que era a melhor do mundo. Como sempre, à portuguesa, a ...confraternização estava prevista para meia dúzia de amigos, mas apareceram uma centena, sedentos de animação. O orçamento derrapou um pouco. Para não dizer muito. Depois construímos uns estádios à maluca como se não houvesse amanhã. Depois, um centro cultural como se estivéssemos a prever o regresso dos faraós. Isto já para não falar dos roubos de igreja, autênticos fartar vilanagem, que aconteceram desde os tempos áureos até que a teta da vaca secou. As festas foram grandes e as faturas também. Pelas menos estas efemérides fazem lembrar que já fomos felizes.
Se é bom observador...
Em Portugal, Seguro tem Sócrates como o seu fantasma permanente. Em Espanha, Rajoy vê agora ressurgir o que já foi líder do seu partido e primeiro-ministro, José Maria Aznar, como seu crítico e não descartando o regresso à vida política activa. Isto apesar dos fumos de corrupção e de ligações perigosas que sobre si pendem. Rigorosamente o mesmo que se passa com Sócrates. Quem disse que Portugal e Espanha são a noite e o dia?
O novo rosto do terror
Um militar foi esta tarde decapitado, em Londres, por dois indivíduos que gritaram «Alá é grande». Um atentado com motivações raciais e religiosas. Na imagem, um dos presumíveis autores do hediondo acto, com as mãos encardidas em sangue, fez tudo para se identificar perante o mundo. É este o novo rosto dos terroristas dos tempos modernos.
https://www.youtube.com/watch?v=ksS8moko5xs&feature=youtube_gdata_player
Um pai extremoso
Não gosto do filho, mas começo a gostar do pai do nosso primeiro-ministro. Um cavalheiro que vem dizer para os jornais que o filho devia demitir-se porque «isto não tem conserto» só pode ser um homem às direitas.
20 maio, 2013
Reviver o passado em Stamford Bridge
Mourinho sai com os bolsos cheios e o prestígio levemente beliscado. Os seus mind games com o balneário do Real Madrid e a imprensa espanhola acabaram por derrotá-lo ao fim de três temporadas na capital... espanhola. Depois de passar o que passou em Espanha, tudo o que resto é como comer pão com manteiga. Tudo indica que Mourinho vai regressar ao Chelsea, onde já foi feliz. Abramovic tem os milhões para pagar os caprichos do português e os ares além mancha são muito mais pacíficos do que a indomável fúria castelhana.
«Pérolas» com azia
Acabou o campeonato. O Porto ganhou, o Benfica perdeu. Jesus estava com uma azia daquelas...Uma eventual vitória na final de domingo no Jamor será o atenuar de uma dor que queima todo o estomago da nação encarnada.Não parabenizou o «rival», porque a estratégia oficial na Luz assim o exige. Mas soltou mais umas pérolas de alto quilate: «O Benfica não morreu na praia, como alguns dizem. Muitos morrem no meio, afogados», foi apenas a mais sonante. Vai de férias, mas volta depressa, homem. És o meu estabilizador de humor!
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