Diz o reitor da Universidade do Minho à Lusa: «Se amanhã quisermos comprar uma folha de papel, não podemos. Se amanhã um nosso docente tiver de fazer uma deslocação ao estrangeiro, não o pode fazer. Se avariar um equipamento de... frio na cantina, não podemos contratar uma pessoa para o reparar. Não sei até quando temos contratos de alfaces, de tomates ou batatas».
Se isto não é fechar o Estado, então o que é? Só tenho pena é se os tomates acabarem, sempre era uma não letal arma de arremesso que se atirava à fuça do Gaspar!
10 abril, 2013
Bruno marialva
A conferência de imprensa de esta tarde promovida pelo presidente do Sporting foi uma espécie de táctica à Major Valentim, «quantos são, quantos são? Eu não tenho medo de ninguém». O presidente do Sporting usa e abuso do seu... estilo marialva, da forma pausada de falar, quase «a la Gaspar», para não escorregar a qualquer pergunta mais atrevida e com o seu olhar de matador. A jornalista do CMTV quando abriu a boca e se identificou foi insultada pelos sócios presentes nesta conferência de imprensa, o que é outra originalidade dos 15 dias de consulado de Bruno. Não sei porquê, mas há ali um lado de Vale e Azevedo que não consigo fazer deslocar deste rapazola.
09 abril, 2013
«Apagão» no Estado
Há uma lenda associada a este governo, nunca desmentida, que aconteceu um dia numa reunião do Conselho de Ministros. A um seu colega que queria dinheiro para a sua «quintinha», o ministro Gaspar, «o 33 rotações», disse-lhe, secamente: «Não há dinheiro. Qual destas palavras é que não percebe?» Quase 2 anos após estarem no poleiro, o Gaspar emite uma nota interna a dizer que até ordens em contrário os ministérios não podem gastar nada. Um blackout completo. Mais valia mandar os funcionários para casa para se poupar luz, água e papel higiénico. Por falar nisso, será que há papel higiénico nas casas de banho do Estado?
08 abril, 2013
A caixa de correio mais odiada de Portugal
Não gabo a sorte ao funcionário da RTP que vai gerir a caixa de correio opinaojosesocrates@rtp.pt, o email escolhido para receber as questões que posteriormente serão selecionadas para o ex-Primei...ro-Ministro responder na sua homilia dos domingos à noite. E dizemos isto porque aquela caixa de correio virtual vai ser uma espécie de vala comum, onde vai ser preciso separar as toneladas de lixo, vulgo insultos, que ali vão cair direitinhos para este engenheiro de obras mal feitas que «ainda ontem estava em França e agora já está cá».
Thatcher
Edição especial do “The Times” dedicado a Margaret Thatcher, falecida hoje aos 88 anos. A revolucionária de ferro foi uma das mulheres que marcou o século XX.
Os asnos
Somos um país com sorte em muita coisa, mas ultimamente só nos sai lixo político. Os asnos que o destino quis que coincidissem no confronto político são da pior espécie, bem como a «tralha» que os acompanha. Para piorar as coisas,... no Rato paira um fantasma que assombra as consciências socialistas todas as semanas. Para ser franco, e perdoem-me a franqueza, mas não há cu para esta gente. Uma vassourada e muita lixívia para eliminar as impurezas.
07 abril, 2013
A vala comum
Passos veio contar uma história muito chata durante 20 minutos. Só não adormeci porque eram 6h30 da tarde. Os que pensavam que o homem ia atirar a toalha, enganaram-se. Mais teimoso e obstinado do que nunca. Agora os seus «impostos» dão pelo nome de cortes na despesa. Como diz o filósofo Miguel Real, o nosso destino colectivo é mesmo o de uma vala comum. Para nós a austeridade também já se converteu em algo, como as doenças crónicas, para o resto da vida.
Assustar criancinhas ao almoço
Oiço António José Seguro, em directo na RTP-Informação, num daqueles discursos que nem mete nem sai de cima, e em fundo o choro incessante de um bebé, algures sentado no almoço que serve de lançamento ao candidato socialista na Maia. É este o drama com que o país se confronta. Se o governo é mau, a oposição não come criancinhas ao pequeno almoço, mas assusta-as a valer.
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