
A Benetton volta a atacar com a campanha «UNHATE». Beijos contra a intolerância, de personalidades improváveis. Para começar nas principais cidades italianas, em breve estarão espalhadas por todo o mundo.
Eusébio da Silva Ferreira tem um estatuto de quase intocável em Portugal, mas não pode dizer tudo o que lhe vem à cabeça, mesmo com um whisky a mais. Questionado sobre os mosquitos por cordas entre Javi Garcia e Alain, no último Braga-Benfica, o «pantera negra» chamou «estúpido» ao brasileiro da equipa minhota que acusa o espanhol de ter tido um comportamento racista. Disse Eusébio: «Chamou-lhe preto. E o que é que ele é? Se lhe tivessem chamado branco é que poderia ficar ofendido. Quantas vezes me chamaram isso. Se eu fosse a reagir, estava tramado, não acabava nenhum jogo». Lamentável. Tento na língua e já agora beba mais água das pedras e menos álcool, sr. Eusébio...
Pequeninos, pobres, mas muito honrados. Depois de muito sofrer, lá conseguimos o passaporte para o Euro-2012, na Polónia e na Ucrânia. Depois de ler DN de hoje, outra coisa não seria exigível. Os jogadores vão receber da FPF um cheque de 2800 euros só pela vitoria de hoje e cada convocado para a fase final receberá 30 mil euros. A austeridade, pelos vistos, não chega às primas donas do pontapé da bola. Orgulho? Não fizeram mais do que a obrigação de atletas pagos a peso de ouro.
Sempre maleável, procurando adaptar-se às novas tendências do mercado, o Jornal de Notícias, para além da revolução editoral que operou, inaugurou uma nova modalidade de anúncios, uma promoção de 50 por cento para quem anunciar missas de defuntos do 7.º e 30.º dia. É caso para dizer que publicitar a morte de alguém está a preço de saldo.
A organização das Olímpiadas e a Copa do Mundo fizeram soar os alarmes nos governantes brasileiros. Era preciso «limpar» a cultura de crime instalada nas «favelas» do Rio de Janeiro. Depois do Complexo do Alemão, polícia e exército tomaram de assalto a conhecida «favela» da Rocinha, onde vivem 70 mil pessoas, território que esteve sob o jugo dos «barões» da droga durante décadas. A avaliar pela foto da casa de banho de um dos detidos, luxo era uma palavra suave para caracterizar o modo de vida dos «bandidos», como a imprensa brasileira graciosamente lhe chama. Por cá seria «senhores traficantes».