07 outubro, 2011

O M&M das «cachas»

Marques Mendes e Marcelo andam à disputa para ver quem dá mais «cachas» nas suas homilias nocturnas, antecipando-se aos matutinos do dia seguinte. O ex-presidente do PSD anunciou ontem, em primeira mão, as fusões nos sectores dos transportes, driblando o jornal «Sol» que hoje faz manchete do tema.

06 outubro, 2011

A penosa pré-reforma de Jardim

A sondagem da RTP aponta para que o PSD perca a maioria absoluta nas eleições de domingo, na Madeira. Seria histórico, o princípio do fim do regime jardinista. A «culpa», segundo os mesmos estudos, seria do CDS do mediático José Manuel Rodrigues, a roçar os 20 por cento. Ao ver as imagens da campanha transmitidas pelas televisões do continente observa-se um Jardim acossado. Mantém a pose de actor, mas não disfarça o incómodo, alguma fragilidade, até. Ainda para mais no seu terreno, no terreno onde é rei e senhor há mais de 30 anos. Ele diz que «adora» as provocações, mas começam a ser demasiado insistentes os gritos de «ditador» e «aldrabão». Será que Jardim estará preparado para governar, ainda para mais com o plano de austeridade que se prepara, e ficar à mercê da oposição na assembleia legislativa regional? Imagino que agora estará arrependido de não ter entregue, há um par de anos, o poder de bandeja a um dos tais propalados «delfins». Saia por cima. Em grande, como agora se diz. Só que o poder vicia. Vai ser penosa a pré-reforma do líder madeirense.

Sim, seguramente, culpados. Não, talvez, porventura, eventualmente. Na dúvida, inocenta-se

Não tenho formação jurídica, mas confesso que o caso Amanda Knox começa a cheirar a esturro. Se cá os juízes estão proibidos de abrirem a boca, em Itália os senhores magistrados podem até manifestar livremente à imprensa os seus estados de alma sobre o processo. Foi o que aconteceu com Claudio Pratillo Hellmann, o juiz que inocentou Knox e Solecito na passada segunda-feira, que hoje revela «até pode ser que ambos sejam responsáveis pela morte de Meredith, só que não há provas. A sentença diz que ficam livres porque não cometeram os factos que lhes eram atribuídos. Mas esta é a verdade processual, não a real. A verdade real pode ser distinta». Confusos? Eu também. Prevaleceu, portanto, o "in dubio pro reo". Mas confesso que não entendo o motivo pelo qual há menos de 2 anos o tribunal de Perúgia não teve dúvidas em mandar os jovens mais de duas décadas para a cadeia. Se isto acontecesse em Portugal, provavelmente o edifício judicial implodiria em três tempos.

Morreu o «smartJobs»

Um visionário, um «Leonardo da Vinci» dos tempos modernos. Os adjectivos abundam para qualificar o cérebro da Apple, a empresa que mudou a nossa forma de estar no mundo. Steve Jobs morreu hoje, após 7 anos a lutar contra um cancro no pâncreas. Lembrem-se dele quando abrirem esta manhã o vosso Mcintosh ou passarem os dedos pelo Iphone. Gone too soon.

05 outubro, 2011

A Lili Caneças com salero

A «Lili Caneças» dos espanhóis casou hoje pela enésima vez - Vá lá, não foram assim tantas, só três. A duquesa de Alba, 85 anos, contraiu matrimónio com funcionário público 25 anos mais novo, em Sevilha. A notícia fez furor em Espanha e um pouco toda a Europa. Está bom de ver que não é a beleza da noiva que magnetiza os media, mas sim o facto da mulher com mais títulos nobres da Europa não sair das «revistas del corazon» ainda estas não existiam.

A frase do dia

«Actualmente, qualquer pessoa pode viajar até ao Espaço, todos os meses são anunciadas novas descobertas contra alguns tipos de cancro (...) Mas, ao mesmo tempo, em todos os telejornais, vemos políticos e economistas a explicarem que não há dinheiro para a Segurança Social (...) Vivemos numa época que promove os sonhos tecnológicos mais delirantes, mas que não consegue manter os serviços públicos mais indispensáveis», Slavoj Zizek, filósofo esloveno, no livro «Viver no Fim dos Tempos», Edição Relógio D'Água

Meditações em Belém

Aníbal Cavaco Silva - Ó Maria, tanta gente à porta do nosso palácio. Será que é hoje que o povo se revolta e toma de assalto Belém?
Maria Cavaco Silva - O povo é sereno e não tem memória curta. Todos se lembram que foste o primeiro a cavar o buraco onde agora a populaça está enfiada.

O correspondente «tchetcheno»

Que me desculpe o José Milhazes, um dos mais competentes correspondentes portugueses espalhados por esse mundo, mas tem a fisionomia ideal para ser considerado um daqueles terroristas tchetchenos. Puro engano. O homem nasceu na Póvoa da Varzim e está sempre a municiar as redes sociais com novas da sempre grande e enigmática Rússia, e das ex-repúblicas adjacentes. Razões de sobra para seguir, com especial curiosidade, o seu blog: http://www.darussia.blogspot.com/