É oficial. O madeirense José Manuel Coelho é candidato à Presidência da República, segundo confirmou hoje o Tribunal Constitucional. Depois dos candidatos queijo da serra já em competição, agora é a vez de surgir o candidato «Tiririca». O homem vai dizer umas verdades, vomitar bastantes disparates e o seu conterrâneo Alberto João Jardim vai ter as orelhas a arder durante o mês de Janeiro. Só que ninguém o levará a sério. Democracia sem palhaço não é a mesma coisa.29 dezembro, 2010
Candidato «Tiririca»
É oficial. O madeirense José Manuel Coelho é candidato à Presidência da República, segundo confirmou hoje o Tribunal Constitucional. Depois dos candidatos queijo da serra já em competição, agora é a vez de surgir o candidato «Tiririca». O homem vai dizer umas verdades, vomitar bastantes disparates e o seu conterrâneo Alberto João Jardim vai ter as orelhas a arder durante o mês de Janeiro. Só que ninguém o levará a sério. Democracia sem palhaço não é a mesma coisa.28 dezembro, 2010
Uma eléctrico chamado desejo
Por falar em aumentos, oiço na rádio que a tarifa de bordo nos eléctricos da Carris vai aumentar de 1,45 para 2,5 euros a partir de sábado, o que representa um acréscimo de mais de 70 por cento. Uma verdadeira monstruosidade. Ou é para apanhar turista incauto ou para obrigar os lisboetas a apurarem a sua forma física, escalando a Glória, o Lavra e o Castelo, só para citar alguns percursos mais emblemáticos dos conhecidos «amarelos».
O número do dia
Portugal desigual
O «Telejornal» da RTP emitiu esta noite duas «peças», separadas por um par de minutos, que espelham bem o estado do país. Com a febre dos saldos os comerciantes digladiam-se para oferecer as promoções mais arrojadas e excêntricas, para não dizer patéticas. Num outlet de Vila do Conde, ofereciam-se vales entre 50 a 250 euros para os que surgissem com o melhor traje de gala. Em Alfragide, num conhecido shopping deste subúrbio lisboeta, uma marca espanhola oferecia duas peças de roupa a quem aparecesse na loja apenas trajando roupa...interior. A ânsia com que invadiram a loja deu, por momentos, a sensação de estarmos perante seres famélicos em busca de mantimentos. Puro engano. Para os mais curiosos a marca dá pelo nome de «Desigual». E é mesmo assim que estamos, cada vez mais desiguais e a duas velocidades.
Alquimia de supermercado
O Pingo Doce está desde que o publicitário brasileiro Duda Mendonça tomou conta das campanhas publicitárias dos supermercados da Jerónimo Martins na crista da onda. Goste-se ou não os anúncios são dinâmicos, impactantes e falados na praça pública. Os de sempre queixam-se que a nova campanha, que tem o actor Ricardo Pereira como rosto visível, é ridícula, irritante e de mau gosto. Primeiro, não acho nada disso (de há um ano a esta parte estes spots serviram para consolidar a marca Pingo Doce a nível nacional, mesmo obedecendo , em certas ocasiões, a uma lógica de quanto pior, melhor) e depois francamente estou mais interessado em saber como este gigante liderado pelo polémico Alexandre Soares dos Santos vai absorver a subida do IVA, sem prejuízo para o negócio. Uma alquimia de supermercado que a publicidade não explica. Aposto que vai sobrar para os fornecedores...
As subtilezas do Costa
O autarca Costa continua, subtilmente e de mansinho, a fazer a sua campanha para o trono do Rato. Depois de demarcar-se do governo na tolerância de ponto para os funcionários da CML concedida para os funcionários públicos, agora é a vez de, de novo em contra-ciclo, contrariar a decisão do executivo para sexta-feira, dia 31. Sócrates dá a tarde aos funcionários públicos, enquanto Costa dá o dia todo aos funcionários da autarquia. É com gestões camarárias deste nível, casuísticas e ao sabor dos interesses pessoais, que a cidade continua pelas sujas ruas da amargura.
27 dezembro, 2010
Candidatos queijo da serra
Não vi nenhum debate, mas pelo que leio nos comentários jornalísticos, a coisa anda especialmente rasteira. Começo a ter saudades do célebre candidato do queijo da serra, nas longínquias presidenciais de 1976. A diferença é que estes conseguiram reunir as assinaturas e o outro não. E ainda falta o deputado relógio madeirense, o tal senhor Coelho que chama «tirano» a Jardim. Isto promete.
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