É oficial: o futebol português entrou na idade das trevas. A travessia no deserto já começou, mas os viandantes continuam a ser os mesmos. Dentro de campo uma equipa composta por bons e vulgares rapazes não é capaz de fazer muito mais. Até o herói do Mundial da África do Sul, o guardião Eduardo, já faz lembrar o seu homónimo «mãos de tesoura», na versão «mãos e pés de gelatina». Afinal, o Roberto benfiquista não está só. Se a Federação Portuguesa de Futebol nada fizer para dar a «vassourada» no comando técnico e na própria cúpula directiva terá de ser o Estado a intervir. Se houver coragem. Quanto à qualificação para o europeu 2012 provavelmente o melhor é esquecer. Durante uns tempos não se lembrem que existimos. O futebol português está em processo de reconstrução. Não prometemos ser breves.07 setembro, 2010
A idade das trevas
É oficial: o futebol português entrou na idade das trevas. A travessia no deserto já começou, mas os viandantes continuam a ser os mesmos. Dentro de campo uma equipa composta por bons e vulgares rapazes não é capaz de fazer muito mais. Até o herói do Mundial da África do Sul, o guardião Eduardo, já faz lembrar o seu homónimo «mãos de tesoura», na versão «mãos e pés de gelatina». Afinal, o Roberto benfiquista não está só. Se a Federação Portuguesa de Futebol nada fizer para dar a «vassourada» no comando técnico e na própria cúpula directiva terá de ser o Estado a intervir. Se houver coragem. Quanto à qualificação para o europeu 2012 provavelmente o melhor é esquecer. Durante uns tempos não se lembrem que existimos. O futebol português está em processo de reconstrução. Não prometemos ser breves.06 setembro, 2010
A «pérola» da noite
A apresentadora do «Prós & Contras» regressou em grande. Com um look mais arejado, mas mantendo a atávica tendência para o disparate. Então atentem no seguinte diálogo com o bastonário dos advogados:Marinho e Pinto - Já vi em tribunais atirarem cadeiras contra juízes depois da leitura de uma sentença!
Fátima Campos Ferreira - Quem, os advogados?
Marinho e Pinto - Não, os arguidos...
1,2,3...aí está o Cruz outra vez!
O Carlos continua a carregar a sua Cruz e uma sentença que está por transitar em julgado, mas não perde uma oportunidade para se defender. O tempo de antena prossegue. Agora no oficial «Prós & Contras» da doutora Fátima, que faz questão de o tratar por «tu», apesar de nunca ter trabalhado directamente com ele. Cruz é um artista da palavra, apresenta os seus raciocínios e as teses que mais lhe convêm de forma clara e sistemática. Um comunicador nato que procura manipular e seduzir as massas, como aliás fez em toda a sua vida de apresentador. Insiste na tese da «intoxicação» da opinião pública e desafiou uma das vítimas que terá abusado, Francisco Guerra, para um debate para o povinho tirar as dúvidas. Cruz sabe que esse frente-a-frente nunca irá acontecer, mas pelo menos é capaz de nos dias que se seguiram à sentença, fruto da sua capacidade persuasiva, ter deixado alguns portugueses a pensar...A precursora
Se não fosse o Nuno Cintra Torres, no «Diário Económico», a lembrar a efeméride, os 13 anos da morte da Princessa Diana (a 31 de Agosto de 1997), confesso que não me lembraria da data que, durante uma semana, paralisou o Globo. Algo nunca vista e que só teve paralelo posteriormente com o «11 de Setembro» ou a morte de João Paulo II. Desta feita, nem os jornais, nem as televisões recordaram a defunta em programas especiais. A «princesa do povo» ou «princesa electrónica», como lhe chama Cintra Torres, no artigo escrito por altura do trágico desaparecimento e agora recuperado, foi uma «bela imagem de TV», mas o passar dos anos fez que ficasse algo no esquecimento. O glamour que Diana irradiava foi substituído pelo arrojo e a provocação da pedante Lady Gaga, pelas aventuras amorosas desse «sex symbol» do futebol e do merchandising chamado Cristiano Ronaldo ou pelos cabelos grisalhos, a barba de três dias e a natural arrogância de José Mourinho. O pop star system continua a existir, os valores nas sociedades modernas é que se modificaram. Diana é que houve só uma. Deixou raízes. Foi a precursora de tudo o que nos rodeia.O tabu, parte II
Cavaco Silva - Obrigado, caros concidadãos pelo vosso apoio. Estou ainda a ponderar, no recato da minha família, se me recandidato a Belém. Não se trata de outro tabu. Aliás, qualquer político que se preze seria incapaz de se furtar a um estimulante confronto eleitoral entre um poeta, um electricista e um médico sem fronteiras.05 setembro, 2010
Todos os nomes
Desenganem-se os que pensavam que o caso Casa Pia tinha tido um ponto final. Agora vem a parte ainda mais suja do enredo, com ajustes de contas, acusações de manobras políticas e ameaças de revelação de nomes que constam do processo (mas que não foram pronunciados) e outros que por um triz não o integraram, pese embora terem sido mencionados nas investigações. Se há matérias em que PS e PSD mais vezes estão de acordo do que em desacordo é na justiça e na defesa dos seus apaniguados em apuros. O bloco central dos interesses, neste caso, funcionou. Ferro Rodrigues, Paulo Pedroso e até Jaime Gama, o actual presidente da Assembleia da República (numero 2 na hierarquia do Estado, imagine-se!) continuam a ser citados e, pelos vistos, salvaram-se de boa, da mesma forma que dois ex-ministros do PSD do executivo de Cavaco, um da administração interna e outro da indústria, também foram mencionados por várias crianças abusadas. Isto já para não falar de um conhecido jornalista, já falecido, que andava de bicicleta pelas ruas de Lisboa a fazer postais ilustrados da capital. Campeonato do berro
O cirurgião Eduardo Barroso é um daqueles case study em que, de dia, é um médico de elite na sua especialidade e, à noite, uma vez por semana, despe a farda e senta-se num estúdio de televisão com um intragável comportamento de carroceiro. A coisa ultrapassou as marcas do tolerável na passada segunda-feira, no «Prolongamento», no TVI24. Farto das interrupções de Seara, o cirurgião do Curry Cabral berrou a plenos pulmões, disse: «Deixe-me acabar!!!». O autarca de Sintra ficou estupefacto e deve ter perdido os poucos cabelinhos que ainda tem. O filme já veio parar ao YouTube e para os mais impacientes o ansiado momento acontece ao 1m28s. Será que o dr. Barroso também berra com esta intensidade na sala de operações quando um auxiliar tarda em lhe dar o bisturi?Tragédia nas duas rodas

A tragédia volta a manchar o desporto. O japonês Tomizawa, 19 anos, morreu hoje atropelado pelas motas de dois adversários durante o GP de San Marino. O motociclista não resistiu aos múltiplos ferimentos, no torax, abdomen e crânio, provocados pelas máquinas de Readding e De Angelis. Como sempre acontece, a corrida não foi interrompida e a prova seguinte do calendário, a de Moto GP, realizou-se, como se nada fosse. Os patrocinadores assim o exigem.
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