01 setembro, 2010
31 agosto, 2010
E esta, heim?
O discurso de Carlos Cruz nas entrevistas que tem dado nos últimos dias é claramente de «eu sei que vou ser condenado», só não sei é quantos vou levar. Curiosa é a ameaça que vai divulgar tudo o que sabe sobre os nomes que estão envolvidos no escândalo Casa Pia e não foram investigados. Há tanto tempo que o caso se arrasta, não é de estranhar que o «senhor televisão» mencione a identidade de algum alegado pedófilo já falecido. E esta, heim? Diálogos crispados
Muito se fala do carácter crispado do nosso «premier», mas por momentos, na entrevista de Carlos Queiroz a Guedes de Carvalho, na SIC, pareceu-me estar a ver um «tête a tête» entre Sócrates e Ricardo Costa. Ambos crispados, a esticar a corda, usando e abusando dos galões de «30 anos de carreira», um no jornalismo, outro a treinar putos e graúdos ao melhor estilo «globtrotter». Principais ilações: se bem percebi a «cabeça do polvo» que alegadamente o professor terá chamado a Amândio de Carvalho também pode ser uma «nuvem», o ainda seleccionador nacional diz que o dinheiro não é prioridade nenhuma e que a sua principal preocupação é limpar a imagem e a honra. Rodrigo esteve quase a recitar a célebre frase do «vai fazer análises para a coisa da tua mãe», mas conteve-se a tempo. Teria sido um grande momento. Laurent Fignon (1960-2010)
Há 25 anos sem ganhar um Tour, a França desespera por um campeão. Desde Hinault, o último a chegar de amarelo aos Campos Elísios, em 1985, e Laurent Fignon, ganhador em 1983 e 1984, que os gauleses não exultam na sua prova nacional. Na memória de todos fica o dramático final de volta a frança em 1989, em que Fignon perdeu o Tour para Greg Lemond, por 8 segundos - a menor diferença de sempre na ronda francesa. Fignon, o ciclista de rabo de cavalo e de óculos, faleceu hoje aos 50 anos com um cancro no pâncreas. Na sua recente visita a uma etapa do Tour, já com o «bicho» dentro de si, Fignon dizia que não era justo morrer com 50 anos. Mas quem disse que a vida era justa?30 agosto, 2010
Psicologia «à la carte»
Depois dos hiperactivos e dos aspergers, agora inventou-se outra: a depressão pós-férias. Não há televisão e gazeta que não faça uma «perninha» sobre o assunto. Os solicitados psicólogos discorrem sobre a matéria e até há um que fala num fenómeno inverso: pessoas que gostam tanto do trabalho que não sabem estar parados e acham os «domingos uma maçada». Há gostos para tudo e fenómenos psicológicos também.Rendidos ao bairro espanhol
Custou a entrar no goto, mas quase 9 anos depois de ter inaugurado a primeira loja, em Lisboa, os portugueses estão rendidos ao El Corte Inglés. Os números estão aí para comprová-lo. Pelo terceiro ano consecutivo os resultados globais em Espanha foram negativos, enquanto em Portugal, principalmente nas superfícies de Lisboa e Gaia, a facturação cresceu 13 por cento relativamente ao ano anterior. Perante isto não há movimento anti-Castela ou complexo da padeira da Aljubarrota capaz de prosperar. O português exige ser bem servido, nem que para isso tenha que desembolsar algo mais do que noutros estabelecimentos. Pode-se mesmo dizer que, para bem e para mal, dois factores revolucionaram o comércio e a restauração em Portugal nos últimos anos: O El Corte Inglés e a ASAE. Ninguém pede para que sejam venerados, mas certamente todos darão a mão à palmatória que nada foi como dantes desde o seu aparecimento.Vão nadar no Tejo
João Almeida, o jovem presidente dos Belenenses já deve ter pensado para os seus botões que a vidinha de deputado é bem mais fácil do que a de líder de clube com história, mas falido. Vai daí toca de encerrar a piscina olímpica do Restelo e decretar o fim da natação de competição no clube. Vendo bem as coisas, a 500 metros das instalações do Belém há um imenso rio Tejo (um pouco poluído é certo, mas sem custos de manutenção) para dar umas braçadas.Conspirações cubanas
Se o Ritz é Ritz, Fidel é e será eternamente Fidel. Aparentemente recuperado da maleita que o manteve em convalescença durante quatro anos, «el comandante» revela, em entrevista (que durou 5 horitas, coisa pouca) a um jornal mexicano, ter «ressuscitado» num «mundo de loucos». Os americanos continuam a ser o alvo para Fidel que garante que Osama bin Liden é um agente da CIA pago por George W. Bush, quando este estava na Casa Branca, e precisava de «assustar o mundo». Boa teoria. Já estavamos com saudades suas, comandante! Será que já lhe disseram que na Casa Branca está um negro, que dizem ser muçulmano?
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