21 junho, 2009

Manifesto político

Já houve o «Manifesto dos 40», sobre os centros de decisão, posteriormente, surgiu o «Compromisso Portugal», e agora emerge o «Manifesto dos 30», que a 3 meses de eleições pede ao governo para reavaliar os grandes investimentos. Um verdadeiro exercício político protagonizado por muitos que já por lá andaram: Medina Carreira, Eduardo Catroga, Miguel Cadilhe, Silva Lopes, João Salgueiro, Mira Amaral, Miguel Beleza, Daniel Bessa, etc. Neste fim-de-semana de meteorologia verdadeiramente subsariana, a notícia não teve o impacto desejado e até o executivo evitou abordar o tema.

Revolução virtual

As convulsões sociais e políticas no Irão ficarão para a história pelo facto de estarem acessíveis para o ocidente apenas através das redes sociais, como o Twitter ou o Facebook. Segundo a CNN, existem dentro e fora da Pérsia, um país com grandes restrições na liberdade de expressão, cerca de 1 milhão de blogues. A contra-informação é permanente e o desafio que se depara às grandes cadeias de televisão é aferir da autenticidade dos videos colocados no YouTube pelos alegados manifestantes que encabeçam a «revolução verde» contra Ahmadineyad. Os enviados especiais dos órgãos de comunicação social mais incómodos, como é o caso da BBC, foram hoje mandados para casa. Argumento: têm sido «motores dos distúrbios pós-eleitorais».

20 junho, 2009

Lisboa, Tejo e um terraço

É, ainda, um dos segredos mais bem guardados da capital. São mais os estrangeiros que o descobrem, do que propriamente os lisboetas. Chama-se «O Terraço» e localiza-se, precisamente, no topo do mercado do Chão do Loureiro, atrás da sede do CDS, e a caminho do Castelo de S. Jorge e de lá pode desfrutar-se de uma das melhores panorâmicas de Lisboa. Para dias e noites de canícula, atrevo-me a dizer que não há melhor. Sofás de cores garridas e espreguiçadeiras de lona compõem a mobília deste bar a céu aberto, despretensioso, mas que vale, sobretudo, pelo efeito surpresa que proporciona. Só fecha quando chove e em noites de verão, como as que levamos, a casa promete estar aberta até haver clientela sedenta. Como não há terraço sem senão, os pontos a melhorar são os sofríveis WC e o facto de não haver multibanco disponível. Menos mal que o aviso está logo à entrada.

A discussão do momento

Animal feroz?
Ou animal manso?

19 junho, 2009

Emoções de um «fugitivo»

O «fugitivo» José Manuel Barroso confessa ter ficado «emocionado» com o apoio que lhe foi dado pelos «27» na sua recandidatura a presidente da Comissão Europeia. Se ainda estivesse a passar na SIC, eu diria que os desavergonhados que nos governam ou que já nos governaram e abandonaram o barco à deriva, foram todos ao «Perdoa-me»!

18 junho, 2009

ABC Sexo

O que é sexo, afinal? Segundo os médicos é uma doença, porque acaba sempre na cama. Para os advogadosé uma injustiça, porque há sempre um que fica por baixo. Segundo os alentejanos é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado. Segundo os arquitectos é um erro de projecto, porque a área de lazer fica muito próxima daárea de saneamento. Segundo os políticos é um acto de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição. Segundo os economistas é um efeito perverso, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe bem o que é activo, passivo, ou se há valor acrescentado. Segundo os contabilistas é um exercício perfeito: entra o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Em alguns casos, pode ainda gerar dividendos. Segundo os matemáticos é uma equação perfeita. A mulher coloca a unidade entre parênteses, eleva o membro à potência máxima e extrai-lhe o produto, reduzindo-o àsua mínima expressão. Segundo os psicólogos,é fodido de explicar.
Fonte: Anónimo, recebido por e-mail

Contra a poluição visual

É inconcebível como quase duas semanas depois do acto eleitoral, a cidade de Lisboa continua pejada de cartazes de campanha. Não se arranja uma brigada com meia dúzia de pessoas, com o apoio das bem oleadas máquinas partidárias, para limpar as ruas da detestável poluição visual que nos continua a agredir?

Longas são as noites que passo sem dormir

As eleições europeias operaram uma mudança radical nos sentimentos dos nossos governantes. Já sentem como seres de carne e osso o drama dos outros. O glacial Sócrates esteve à beira de verter uma lágrima na noite de ontem e hoje foi o ministro Pinho a debitar palavras com um elevado fundo de solidariedade pelo próximo, relativamente ao tema AutoEuropa e à rejeição do pré-acordo laboral por parte dos trabalhadores: «Estou muito preocupado e do fundo do coração espero bem que os trabalhadores reconsiderem as consequências que uma decisão destas pode ter (...) Houve noites em que não dormi para conseguir certas coisas para a Autoeuropa. Não têm conta o número de vezes que fui à Alemanha e a emoção que senti quando soube que o Scirocco ia ser produzido em Portugal». As aulas de expressão dramática estão a dar os primeiros fundos, é melhor informar os professores que os actores são demasiado plásticos e previstos. Não é possível treiná-los a ser menos mentirosos e mais espontâneos?