À falta de uma novela ganhadora em audiências, a SIC transmite desde ontem um simulacro de novela, numa co-produção luso-espanhola, com exibição garantida no último terço do Jornal da Noite. Mostra-se a que será a futura casa de C. Ronaldo, o futuro estádio onde o português fará os seus dribles e dá-se em exclusivo as imagens do jogador, do outro lado do Atlântico, à saída de um discoteca com Paris Hilton. Para cúmulo, até o PR, lá na distante Nápoles, decidiu pronunciar-se sobre um assunto, que não é de Estado, como o Freeport, para afirmar que se ultrapassaram os «limites razoáveis» na transferência de Cristiano Ronaldo. «Acompanho aquilo que foi dito sobre esta matéria. Pagar quase 100 milhões de euros pela transferência de um jogador, nunca me passou pela cabeça», acrescentou Cavaco Silva, em Itália. O diletantismo oral de Cavaco é cada vez mais preocupante. Agora até deu uma de Gabriel Alves, com uma pontinha de Rui Santos, sem esquecer os conselhos que ficaram célebres do professor Bitaites.12 junho, 2009
O professor Bitaites
À falta de uma novela ganhadora em audiências, a SIC transmite desde ontem um simulacro de novela, numa co-produção luso-espanhola, com exibição garantida no último terço do Jornal da Noite. Mostra-se a que será a futura casa de C. Ronaldo, o futuro estádio onde o português fará os seus dribles e dá-se em exclusivo as imagens do jogador, do outro lado do Atlântico, à saída de um discoteca com Paris Hilton. Para cúmulo, até o PR, lá na distante Nápoles, decidiu pronunciar-se sobre um assunto, que não é de Estado, como o Freeport, para afirmar que se ultrapassaram os «limites razoáveis» na transferência de Cristiano Ronaldo. «Acompanho aquilo que foi dito sobre esta matéria. Pagar quase 100 milhões de euros pela transferência de um jogador, nunca me passou pela cabeça», acrescentou Cavaco Silva, em Itália. O diletantismo oral de Cavaco é cada vez mais preocupante. Agora até deu uma de Gabriel Alves, com uma pontinha de Rui Santos, sem esquecer os conselhos que ficaram célebres do professor Bitaites.11 junho, 2009
Garantido é que o Salgado está metido
Dia grande para Cristiano Ronaldo e para o BES. Garantido, garantido é que Ricardo Salgado deve ter dado uma ajudinha de uns milhõezitos ao Real Madrid. As nossas suspeitas confirmaram-se. Os balcões do Espírito Santo vão espalhar-se por toda a Espanha.PS: Não menos curioso o spot publicitário do BES que ouvimos há minutos na TSF, com uma nova versão do anúncio que anda a passar em tudo o que é sítio há largas semanas. Ouve-se um indivíduo a hablar castelhano e uma «tuga» a dizer que «Ronaldo já sabe que vai para Espanha». Mais uma pista que confirma que o negócio estava, há muito tempo, «cozido» ao mais alto nível.
O que fazer com 94 milhoes de euros?
A transferência record de que todo o mundo fala envolve o estratosférico montante de 94 milhões de euros. Os jornais online têm feito diversos malabarismos a partir da pergunta: no que é que se pode gastar esta fortuna? Fique sabendo que com 94 milhões de euros nas mãos pode comprar 93 carros Bugatti Veyron, 1 milhão e 300 mil iPhones, fazer três viagens ao Espaço e oferecer um hamburger a toda a população do Canadá. É de fazer levitar qualquer mortal.Uma Real loucura
É oficial, o Real Madrid contratou Cristiano Ronaldo por 94 milhões de euros, mais cêntimo, menos cêntimo. Dir-se-á que nenhum jogador do mundo vale esse dinheiro. É verdade. Mas Florentino Perez, «rei» da construção civil do país vizinho, despendeu 159 milhões de euros no espaço de 72 horas, trazendo para o seu Real Madrid, Kaká e Ronaldo. O brasileiro para render dentro de campo, o português para marcar uns golitos e, antes de mais, para captar verbas dos seus astronómicos direitos de imagem e vender uns milhões de t-shirts brancas, com o número 7 e o nome do craque madeirense nas costas. E, em plena crise mundial, há dinheiro para esta loucura? Há. Os direitos televisivos, o merchandising com a marca registada «CR7» e uma vitória na Liga dos Campeões serão mais do que suficientes para amortizar a mais cara transferência da história do futebol num par de anos. Esteja Ronaldo à sua altura e desde que a «movida» madrilena não lhe tolde o discernimento. Em Madrid as tentações são bem maiores do que na fria e cinzenta Manchester. A frase do dia
«Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena dar 'sinais de esperança' ou 'mensagens de confiança'. Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica (...) Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos», António Barreto, presidente da Comissão organizadora das comemorações do 10 de Junho, Agência Lusa, 10 Junho 2009Histórias de um país estranho
É provavelmente um dos «bonecos» do ano. O primeiro-ministro italiano dentro de um carro oficial e ao fundo uma inscrição destinada ao próprio: «Num país normal Berlusconi estaria na cadeia». Nem mesmo os escândalos que diariamente o enlameiam são suficientes para lhe retirar o crédito que goza no povo italiano. O seu partido ganhou as europeias por margem confortável, mas com um score abaixo do previsto. O inenarrável e reles Berlusconi argumentou que a campanha mediática contra si, nomeadamente o caso das fotos das menores em sua casa, e (pasmes-se!!!) a transferência do brasileiro Kaká, do seu clube, o Milan para o Real Madrid, terão contribuído para esta performance eleitoral menos boa. No comments. De pouco adianta sonhar
As ondas de choque das eleições europeias levaram-me a adiar um post sobre o desempenho da selecção nacional no sábado contra a Albânia. Depois de se invocar o factor sorte para explicar o desastre desta qualificação, hoje foi a vez de apontar as culpas para a virilidade dos estónios para justificar o empate a zero na ex-república soviética, em jogo amigável. Nao vi o jogo, mas pelo que leio na internet, o estreante guarda-redes Beto é que nos salvou de mais uma humilhação. Como bons portugueses, continuaremos a fazer contas até Outubro, com vista ao Mundial 2010, na África do Sul. A falta de qualidade de boa parte dos jogadores que compõem este grupo, a juventude dos seleccionados e as «invenções» do prof. Pardal, também conhecido por Queiróz, são os motivos óbvios para o quase certo afastamento da fase final. Scolari tinha mesmo razão. Estávamos e estamos mal habituados. E nem recordar o «deixem-me sonhar» de Torres, o seleccionador nacional que nos levou ao Mundial 86 com aquele golo ao cair do pano de Carlos Manuel em Estugarda, nos dá optimismo para o que falta de campanha.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
