28 dezembro, 2012

Camilo, o visionário

Acho que é oficial, o Camilo Lourenço é assumidamente o comentador do regime. Indiferente aos insultos com que é mimoseado nas redes sociais, posicionou-se do lado da estratégia que está a ser seguida pelo governo. Não que ele esconda, mas o jornalista adora a lógica caceteira e das caneladas, na dialéctica, bem entendido. Com um ego do tamanho do mundo, agora que está na mó de cima e lança livros com a presença de sua excelência o Primeiro-Ministro, até já se permite arvorar-se em visionário. Diz ele em entrevista ao «Negócios» que «o Governo e a troika estão a fazer o que eu defendo há 15 anos». Realmente, acho que estamos todos cegos por desperdiçar mentes tão brilhantes. Camilo a Primeiro-Ministro, com Baptista da Silva a assessorá-lo.

27 dezembro, 2012

Um povo que adora a fraude

Belo artigo do Miguel Gaspar no «Público» de hoje. Diz ele, ainda voltando à vaca fria do Baptista da Silva, que o homem tornou-se mais interessante por ser um falso especialista do que um especialista propriamente dito. O Gaspar assesta uma facada  no estômago quando diz que este banzé todo se deve ao facto de nós, portugueses, «adorarmos a fraude». Touché. As fraudes, os logros e os «flops». Desde tempos imemoriais, de D. Sebastião, a Alves dos Reis, passando do Vale e Azevedo, até ao mais actual aluno de uma conhecida universidade parisiense, José Sócrates. Estou a esquecer-me de algum?

«Zlatener»

Como dizia o poeta, o futebol é mesmo a coisa mais importante, de entre as pequenas coisas do mundo. E não há crise que contrarie isto. Atentem na última. A Academia da Língua Sueca introduziu hoje a palavra «Zlatener» como uma das 40 novas aceites oficialmente. O termo significa «fazer algo de forma contundente ou dominar» e a origem está em Zlatan Ibrahimovic, o jogador de futebol do PSG, que é um craque de mão cheia, com um temperamento irrascível. Outra coisa não seria de esperar de um filho de pai bósnio muçulmano e mãe croata católica. Explosivo.

26 dezembro, 2012

Um adeus americano


Está nas bancas a última edição impressa da «Newsweek». É mais um «goodbye» prematuro a uma revista americana que marcou o século XX. Outra vítima do online do imediatismo da informação. Aguarda-se a identidade da próxima a cair. O único consolo é que vai ser possível adquirir este exemplar e guardá-lo por muitos e bons anos. Uma edição de coleccionador, rigorosamente a não perder.

Pensamentos célebres

 
«Na vida, um vintém é um vintém, e um cretino é um cretino», Manuel Machado, treinador de futebol

Eu masoquista, me confesso

O «Pedro» deve gostar de práticas sado-masoquistas. Já não lhe basta a porrada virtual que leva nas redes sociais, agora vem colocar um postzinho para animar as hostes. Leiam o conteúdo que o PM colocou na sua página pessoal do FB e depois digam-me lá se este tipo não está a pedir um «cheirinho»?
PS: Já agora, detesto que me tratem por «amigo» e que mandem «abraços» pessoas que não são da minha esfera de relacionamentos.
«Amigos,
Este não foi o Natal que merecíamos. Muitas famílias não tiveram na Consoada os pratos que se habituaram. Muitos não conseguiram ter a família toda à mesma mesa. E muitos não puderam dar aos filhos um simples presente.
Já aqui estivemos antes. Já nos sentámos em mesas em que a comida esticava para chegar a todos, já demos aos nossos filhos presentes menores porque não tínhamos como dar o...utros. Mas a verdade é que para muitos, este foi apenas mais um dia num ano cheio de sacrifícios, e penso muitas vezes neles e no que estão a sofrer.
A eles, e a todos vós, no fim deste ano tão difícil em que tanto já nos foi pedido, peço apenas que procurem a força para, quando olharem os vossos filhos e netos, o façam não com pesar mas com o orgulho de quem sabe que os sacrifícios que fazemos hoje, as difíceis decisões que estamos a tomar, fazemo-lo para que os nossos filhos tenham no futuro um Natal melhor.
A Laura e eu desejamos a todos umas Festas Felizes.
Um abraço,
Pedro»

O «cromo»

Vai um charivari dos grandes por causa da burlazeca do Artur Baptista da Silva. O tal que se faz passar por enviado da ONU e, afinal, não era coisa nenhuma. Ao fim e ao cabo, é um ex-cadastrado, especialista em passar a pernas aos incautos. Um Vale e Azevedo em formação. As virgens ofendidas da imprensa portuguesa ameaçam processar o Baptista da Silva porque caíram no engodo. Pois, tivessem estado mais atentos. Como alguém escreve num blogue, não foi o Baptista da Silva que levou o país quase à falência. Até parece que foi algum spin doctor deste governo que inventou este «cromo» para desviar as atenções do essencial em plena quadra natalícia. Será?

25 dezembro, 2012

Governar tira anos de vida


Desconhece-se se é pelas mentiras pregadas, mas governar tira mesmo anos de vida. Passos Coelho está há ano e meio no poleiro, mas parece que já lá anda há uma década. Em dia de Natal, presenteou-nos com mais uma sessão de violinos na tradição mensagem de boas festa. De entre outras balelas, diz ele que estão lançadas as bases para um «futuro próspero». De quem?