Li na prosa do Baptista Bastos, no obrigatório «Negócios» das sextas, uma anedota graciosa e que, francamente, desconhecia: «Quem é o sogro do ano?» Resposta: «Passos Coelho porque deixou tudo à nora». Não ofende e faz bem ao espírito
21 setembro, 2012
Rigorosamente mau carácter
Mário Crespo, o decano dos pivôts televisivos, lá se calou, finalmente, sobre a dívida da RTP. Todas as noites, o jornalista da SIC-Notícias terminava o seu solene jornal das 9 com a frase: «Passou mais um dia e a RTP custou mais um milhão de euros». O director-geral da SIC, Luís Marques, acalmou Crespo com uma conversa pedagógica e ontem Crespo deixou de falar do canal, que o acolheu durante muitos anos e para o qual o Crespo voltou a cobiçar, numa carta, que corre na net, em que se auto-convida para correspondente da estação em Washington. O Mário defende-se e diz-se uma «estilo» e que não admite discussão. Será que é estilo ou puro mau carácter? Fica a dúvida.
20 setembro, 2012
Pieguices
Passos tem razões para andar piegas. Todos lhe dão pancada de fazer bicho e até o seu próprio criador político, Ângelo Correia, não o poupa a umas pancadinhas que deixam nódoas negras. O governo até pode ser de garotos, mas Portas comparado com Passos, em termos de experiência política, tem três licenciaturas e dois mestrados.
18 setembro, 2012
Prémio «Tás mesmo a pedi-las»
«Estou muito orgulhoso da postura dos portugueses, e vamos conseguir resultados», Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros, no painel de encerramento da conferência "O valor da Europa", em Berlim, Agência Lusa, 18 Setembro 2012
17 setembro, 2012
Coligações modernaças
A coligação entre PSD e CDS nasceu por mera necessidade e faz lembrar o casamento entre duas pessoas que, precipitadamente e iludidas com um golpe de paixão, avançaram para a «forca». Agora, um deles quer saltar fora a todo o transe, mas ambos estão cientes que sozinhos vão ter mais problemas para governar a sua vidinha. O melhor é mesmo continuar a viver debaixo do mesmo tecto, em camas separadas e, se possível, dar umas escapadinhas quando calha. Coisas modernaças.
VIP e anónimos no 15-S
A manif do 15-S juntou anónimos e figuras públicas. Perto deste vosso servidor passaram, Manuel Moura Guedes, António Pinho Vargas e Piet-Hein, o antigo patrão da Endemol, pertinho da antiga apresentadora do «Jornal» da TVI. Apanhada no meio da turba, também lá estava Fernanda Câncio, de óculos escuros e top preto, a jornalista do DN famosa por ter sido uma das socráticas mais indefectíveis de que há memória. Ela que adora «montoneras». Não falha uma.
A frase do dia
«Portugal é
como uma sala sem oxigénio para respirar», Souto de Moura, arquitecto, Agência Lusa, 17 Setembro 2012
Símbolos «martelados»
Estamos muito saudosos de Abril, da revolução que uns viveram e outros, como eu, apenas viram em imagens, em fotos e nos livros de história. Na era do instântaneo e da imagem, o 15-S lusitano quis, aqui e ali, «martelar» uns símbolos à força de uma manifestação que nada revolucionou. Desde a senhora que entrega um cravo ao polícia, até à jovem de 18 anos, ao que parece algarvia, que ensaia uma estranha dança, em jeito de sedução, um elemento do corpo de intervenção. Testemunhos iconograficamente relevantes, mas com pouco significado concreto em transformações na nossa sociedade e modo de vida.
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