26 abril, 2011

Direcção: Academia dos Chineses

Este blog resulta, diariamente, há quase três anos a esta parte, da carolice deste seu mentor (me, myself and i) e, obviamente, do inestimável contributo de uns quantos «olheiros», não avençados, que graciosa e amavelmente, nos vão fazendo chegar dicas, rumores e fotografias de rara oportunidade que temos tido oportunidade de partilhar com os mais e os menos fiéis leitores desta página. Este último contributo chega-nos de uma amiga residente em Campo de Ourique, que no normal caminho para a sua casa se deparou com esta originalidade nas placas lisboetas. Já não bastava o «FMI» e «Bruxelas» a confundir os condutores, agora, à falta de um tradutor de chinês, supõe-se que esta indecifrável placa, localizada em frente ao campo de golfe das Amoreiras, aponte a direcção da Academia dos Chineses, um projecto idealizado por Paulo Futre e que será posto em prática lá para 2025, mas só depois de muita concentração a beber Licor Beirão.

A guerra dos cérebros



Nas peculiares comunidades dos tempos modernos em que vivemos, até os «galácticos» do futebol dentro das quatro linhas passaram o testemunho aos estrategas sentados no banco. Os «Clooney» dos tempos modernos do mundo do pontapé na bola chamam-se José Mourinho e Giuseppe Guardiola. Os sedentos «media» veneram-nos. Meter um microfone à frente destas sumidades da táctica é polémica garantida e não a enfadonha pastilha elástica que os «astros» do relvado, Messi, um génio, mas feio e atarracado, e Cristiano Ronaldo, uma mescla de bronco e rufia com jeito para engates de ocasião, mastigam e deitam fora, sem que nada se aproveite para alimentar a indústria que se criou à volta do negócio mais rentável do Planeta. Isto para dizer que na véspera de mais um «jogo do século» entre Madrid e Barcelona para a Champions, os «Clooney» da capital espanhola e da capital da Catalunha voltaram a trocar uns recados valentes. Guardiola diz que não quer aprender nada com Mourinho fora do campo, enquanto o português diz que o catalão passou a integrar a categoria dos técnicos que criticam os árbitros que...acertam nas suas decisões. Um verdadeiro «culebrón», como graciosamente lhe chamam os espanhóis. Qualquer dia a transmissão de uma conferência de imprensa de um destes «cérebros» vale mais em termos de direitos televisivos do que uma final da liga milionária. Já faltou mais.

25 abril, 2011

Os «fab four» de Belém

O espectáculo gratuito «Cavaco & friends», hoje em exibição nos jardins de Belém, foi muito «bla, bla, bla». Conversa fiada, dito de outra forma. Sampaio e Cavaco ainda estão em plena forma, mas daqui a mais meia dúzia de anos, este «quarteto fabuloso» de presidentes do regime democrático, vai poder ser rebaptizado de «brigada do reumático» de Belém.

Exclusivo TVI

A moda mais recente do jornalismo de investigação à portuguesa é descobrir onde trabalham, onde comem e, já agora, onde...compram cigarros (pensavam que eu ia perder a compostura, não era? Isto é um blog sério!), os homens da troika. Em rigoroso exclusivo TVI, soube-se que os homens da mala passaram o fim-de-semana a trabalhar no Centro Jean Monnet, nas traseiras do Hotel Tivoli, onde estão alojados. Pelo menos têm uma vista soberba sobre a colina do castelo. Como não há mais nada para dizer, o que interessa é ir enchendo um chouricito.

A frase do dia

«Estes três anos serão classificados como a maior crise dos últimos 100 anos», José Sócrates, primeiro-ministro demissionário, Agência Lusa, 25 Abril 2011

Rumor real?

Disparam os rumores sobre o real estado de saúde do Rei de Espanha. D. Juan Carlos primou pela ausência ontem na cerimónia religiosa da Páscoa na Catedral de Palma de Maiorca e hoje apareceu em visita oficial ao Qatar mais magro e com a «barba crescida e descuidada», como relata a imprensa espanhola. Recorde-se que o monarca foi operado o ano passado a um tumor que os médicos asseguraram ser benigno.

Um «Salazar de esquerda»

Depois de muito levar na cabeça, o camarada Otelo lá veio dizer que afinal sempre quis fazer a revolução, que as palavras tinham sido tiradas do contexto, mas do que Portugal precisava mesmo era de «um Salazar de esquerda». Uma pérola. A coisa vai em crescendo rumo ao abismo. Felizmente que o tempo de antena do capitão está a acabar e só lhe voltam a meter o microfone à frente a 25 de Abril de 2012. Thank God!

«Bebé» revolucionário

Oiço o Rodrigo Pratas na SIC-Notícias informar dois «paineleiros» de serviço que o sempre polido e conciliador camarada José Lello chamou, na sua página do Facebook, «foleiro» a Cavaco Silva por não ter convidado os deputados para a cerimónia do 25 de Abril realizada nos jardins de Belém. E foi logo no dia do aniversário do boavisteiro Lello. Este homem, para além de ser do norte, é um verdadeiro revolucionário!