21 agosto, 2010

Encontro formal, indumentária informal

A pedido de muitas famílias o machado de guerra parece ter sido enterrado. Passos Coelho foi à Madeira desejar que o PSD Madeira e o PSD nacional acertem agulhas e até ouviu Jardim reconhecer que o presidente do PSD «dava um bom primeiro-ministro». Apenas um detalhe passou à «comissão de reconciliação» que organizou o encontro: enquanto Passos vinha trajado a rigor, Jardim envergava umas calças de ganga e um polo branco com riscas. Conhecendo-se o feitio do líder regional, não seria de estranhar que a desfeita tenha partido do próprio.

Garantidamente em crise

É oficial: o Benfica está em crise. Há 58 anos que a equipa encarnada não perdia os dois primeiros jogos do campeonato. Garantidamente que ninguém esperava, mas é garantido que Jesus já deve ter tido mais fãs na Luz após a noite de hoje. A teimosa aposta no «portero» do 1,93 metros e dos 8 milhões na baliza voltou a dar-lhe dois dissabores, um deles absolutamente ridículo. O Deus encarnado anda tão desacreditado que o melhor é não publicitar a marca das pastilhas elásticas que ele mascou, umas atrás das outras, durante os 90 minutos, não vá o negócio por água abaixo.

A frase do dia

«Vamos ser bi-campeões. Garantidamente no futebol não há garantias, mas é aquilo que eu penso», Jorge Jesus, treinador do Benfica, na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Nacional, RTP-1, 20 Agosto 2010

20 agosto, 2010

Os polvos são eternos

Da primeira vez que bateu com a porta na FPF, Queiroz pediu que se limpasse a porcaria. Voltou, bastantes anos depois, abandonado o paraíso que tinha em Manchester, para enfrentar uma máquina federativa que se eterniza nas respectivos «tachos» há tempo demasiado, com especial destaque para Amândio de Carvalho, o eterno vice-presidente da FPF e figura proeminente já no longínquo ano de 1986 no PREC de Saltillo, no Mundial do México, uma espécie de Cardeal Cerejeira do sistema futebolística nacional, não querendo necessariamente isto dizer que Madaíl é o Salazar prestes a cair da cadeira. «A cabeça do polvo», como lhe chamou Queiroz, está segura e manter-se-á. O ainda seleccionador tem sede de vingança e promete vender cara a derrota nos processos disciplinares que agora se começam a multiplicar. Já chegámos ao ridículo de o seleccionador suspenso por um mês ir à Noruega assistir a um jogo da qualificação da selecção de Portugal a suas expensas. Continuamos sempre nas bocas do mundo. E não pelos melhores motivos. Se o secretário de Estado Laurentino, especialista na arte de engonhar, nada diz sobre os alegados contornos políticos do caso, então questionem directamente o PM quando ele regressar bronzeado a S. Bento. Vão ver como ele corre...

Não toca, mas foge

O anúncio ainda passa nas televisões, mas a verdade é que «Querido Mês de Agosto», intitulado o «maior festival de música portuguesa», previsto para 19, 20, 21 e 22 de Agosto, em Vila Real, foi cancelado ao fim do primeiro dia. Alegadamente sem dinheiro para pagar aos músicos contratados, entre os quais grandes figuras de cartaz como Pedro Abrunhosa, João Pedro Pais, Rita Guerra e Miguel Gameiro, os organizadores acharam que seria um final airoso, para eles, claro, fugirem com o dinheiro dos bilhetes e, neste momento, ainda estão em paradeiro incerto. Quem reclamou a devolução do preço das entradas, vai ficar a ver navios. Mais uns «incendiários» que andam a monte. Se a moda pega, a PJ que arranje uma nova área de investigação criminal.

Pouco «Salt» e muita pimenta

«Salt» é um dos filmes deste verão, muito por culpa da personagem principal, Angelina Jolie, e por causa da benevolência da crítica, habitualmente impiedosa para os «movies» com muitos tiros, explosões e pancada. São 100 minutos de acção, em que a diversão, rivaliza com a invenção. Qualquer semelhança com James Bond, como tivemos oportunidade de ler dos tais críticos simpáticos, é pura coincidência. A assinalar apenas o facto de os filmes sobre espiões prosperarem como cogumelos, pouco tempo depois de os dois presidentes, o russo e o americano, terem realizado uma mini-cimeira numa hamburgueria em Washington. Pelo menos no ecrã, regressámos à «guerra fria».

19 agosto, 2010

E se Obama morasse em Massamá?

Obama não mora em Massamá, mora na Casa Branca, mas, apesar de não haver nenhum Mendes Bota nos Estados Unidos, também é violentamente criticado por ir de férias. A família, e o inseparável cão de água português, Bo (na foto, a subir as escadas do Air Force One) partiu hoje para mais uns dias de descanso em Martha's Vineyard, perante um coro de protestos pelos elevados custos destas férias do agregado presidencial para o bolso dos americanos.

Aldeia da «bonita camisa branca»

Na senda do que já aqui escrevemos sobre a nova tendência que se tem registado nos principais meios de comunicação social relativamente ao apoio ao líder da oposição, a «Visão», pela pena do seu director executivo, Filipe Luís, escreve o seguinte naco de prosa, altamente laudatório para o putativo primeiro-ministro de Portugal:
«Laura, a mulher, distribui sorrisos e simpatia, exibindo a classe e a discrição de uma primeira-dama. Pedro está bronzeado por dentro da sua bonita camisa branca, apresenta-se calmo, sem pressa e sem stresse. No lóbi do hotel, vai dando os últimos retoques ao discurso. Relvas, Bota, e o líder do PSD Porto, Marco António Costa, ajudam a dar a táctica».