27 junho, 2010
26 junho, 2010
Soares & friends
Mário Soares é, de facto, um fenómeno. Uma parada de estrelas, nacionais e internacionais, deslocou-se aos confins do país, a Arcos de Valdevez, para um ciclo de conferências de homenageia ao «pai da pátria», que se assemelham a um elogio pré-fúnebre ao ex-Presidente. Da esquerda, em maioria, passando pela direita, ele são políticos em funções, políticos retirados, políticos frustrados, ex-embaixadores, investigadores, ensaístas, directores de jornais estrangeiros, etc, etc. Até Gorbatchov mandou um video laudatório.Este «Concelho de Estado» minhoto, uma ode a Soares, percorrendo a sua vida e obra em três dias, parece um daqueles jogos de beneficência que os Figos, os Zidanes e os Maradonas costumam fazer para angariar dinheiro para as crianças com fome e outros desfavorecidos. Soares é o craque, claro está. Os convidados, também como no futebol, participam com gosto na homenagem. Mas ao contrário dos jogos de beneficiência, este evento não vai terminar em empate. A equipa de «Soares & friends» já ganhou. Por goleada. Os detractores do fundador socialista não compareceram.
A verdade, segundo Cavaco
Não quero ser desagradável, mas o Presidente está a fazer demasiado campanha eleitoral antes do tempo para o meu gosto. O governo não é flor que se cheire, mas Cavaco não perde uma para atirar mais uns grãos de areia para a sepultura. Hoje voltou a pronunciar-se sobre a polémica em relação ao «insustentável» para remeter os jornalistas para a página da Presidência na web, sublinhando que é lá que reside a «verdade». Mas qual «verdade»? Para quem tanto apregoa a coesão nacional e o optimismo, o que se constata é que pé do Presidente está a fugir para a chinela. Acabou o efeito do tranquilizante
Jardim despertou da letargia provocada pelo tranquilizante que o Governo da República lhe aplicou na sequência da tragédia de 20 de Fevereiro, ao pedir a demissão do ministro das Finanças devido a um alegado «boicote» de Teixeira dos Santos à Zona Franca da Madeira. O presidente do governo regional continua, no entanto, a poupar José Sócrates. Até quando?Gestão tablóide
Já se sabe que Joaquim Oliveira é um obcecado pelas finanças. Comenta-se com insistência que vai encerrar o tablóide «24 horas», publicação que integra o seu grupo, a Controlinvest, devido ao seu crescente défice e vendas sofríveis, mas o dono da Olivedesportos não abdica das suas frequentes viagens ao estrangeiro, em voos fretados pela Cosmos, a sua agência, convidando centenas de poderosos do mundo da banca, da política, da televisão e do desporto. Aliás, metade do país que conta está por estes dias na África do Sul. 25 junho, 2010
A loucura dos cromos
É oficial: 637 cromos depois dei, finalmente, por concluída, em providencial parceria com um colega, a caderneta de cromos do Mundial 2010, patrocinada pela Panini. O último cromo, verdadeiramente difícil, foi o do jogador luso-brasileiro, Pepe. Foram várias as semanas de frustrações, negociações e de pequenas ajudas até atingir o desiderato final. Missão cumprida. Para os mais cépticos sobre a febre das cadernetas, experimentem circular pela baixa de Lisboa ou então pela zona do Centro Comercial do Campo Pequeno. Parecem pequenos "dealers" com um papel, uma caneta e dezenas de cromos enrolados em elásticos em pleno ritual da troca. Para os mais atrasados o melhor é apressarem-se. O circo começa a ser desmanchado a 11 de Julho.Factor de diversão e distracção
Portugal cumpriu os «serviços mínimos» no Mundial 2010, qualificando-se para os oitavos de final da prova. Fica-se com a sensação que a selecção de Queiroz é ao mesmo tempo racional e esquizofrénica, alternando a competência com o «ai jesus!». Esta equipa, exceptuando o festim com a Coreia, marca poucos golos (a eterna pecha), mas ainda não encaixou qualquer tento. Segue-se a Espanha para um ambicionado duelo ibérico. Espera-se que Sara Carbonero, a jornalista/namorada de Casillas, distraia «nuestros hermanos» na próxima terça-feira, abrindo o caminho a uma provocaçãozinha de Cristiano. O pior é que Ronaldo não é propriamente impermeável às pressões do sexo feminino...Procura-se dono para «paquiderme» abandonado
O que a seguir se relata é um escândalo nacional, abafado pela febre mundialista. O União de Leiria, falido como todos os clubes da primeira liga, prescindiu de jogar a próxima temporada no estádio Magalhães Pessoa, alegando não conseguir suportar os 250 mil euros por ano que paga à Leirisport, uma daquelas empresas municipais fictícias que serve para arranjar uns tachitos aos amigos da gestão autárquica. O Leiria decidiu jogar e treinar em Torres Novas, devido às facilidades concedidas. O destino do «elefante branco» de Leiria é que ninguém se arrisca a traçar. Eu cá por mim sugeria a implosão, como alguém já disse para o outro «paquiderme», nascido em pleno Euro 2004, nos arrredores de Aveiro.
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