19 setembro, 2009
18 setembro, 2009
Competência e charme
É reconhecida a afinação da máquina socialista em termos de marketing, imagem e propaganda. Nesta camapnha, o partido disponibiliza um autocarro para jornalistas equipado com todas as mordomias para facilitar o trabalho dos profissionais. Mas a última que ouvimos bate todos os recordes. Alguns dos jornalistas que acompanham a caravana do PS têm recebido o prestável apoio de alguns elementos da Juventude Socialista para estacionar os seus automóveis. Para não perderem pitada da campanha do querido líder, elementos da «jota» pedem as chaves das viaturas dos elementos da comunicação social que chegam em cima da hora e perdem o tempo que for necessário até arranjarem um estacionamento condigno e em segurança. Uma autêntica operação de charme e, já agora, de competência...A incoerência do Presidente
Por causa do Estatuto dos Açores, Cavaco mandou parar tudo e, em pleno período estival, fez uma solene comunicação ao País, em horário nobre. Por causa do processo das escutas, que já se arrasta há mais de um mês, o Presidente diz que depois das eleições vai apurar factos. Cavaco anda a perder qualidades, se é que alguma vez as teve.A frase do dia
«O que mais me surpreende no carácter de José Sócrates é a sua bipolaridade. Não se distingue nele a faceta pública da privada, o homem e o líder. O que é raro num político», Rui Costa Pinto, autor do livro «José Sócrates - o homem e o líder», Correio da Manhã, 18 Setembro 2009«BelémGate», a sequela
A notícia do «DN» pode neutralizar a campanha por alguns dias, beneficiando, claramente, o PS e colocando sob fogo cruzado a Presidência da República. Fernando Lima é o eterno assessor de imprensa de Cavaco e curiosamente foi director do «Diário de Notícias», jornal que, agora, na era Marcelino, está muito conotado com o governo socrático.PS: O Presidente já falou e avisou que depois das eleições vai averiguar «questões de segurança». O SIS sob suspeita. O responsável político que tutela os serviços de informações é o...Primeiro-Ministro. Mais uns dias sem se falar dos problemas e das soluções para o país.
17 setembro, 2009
Céu muito nublado, com abertas para a tarde
A espécie de boletim meteorológico escolhida para título deste post bem que podia caracterizar os 3 anos de vida do semanário «Sol», que amanhã se cumprem. Nascido com grande pompa e muitas promessas pela mão do arquitecto Saraiva, o semanário nunca passou disso mesmo, uma promessa. Acompanhou de perto e por vezes com grandes «cachas», que marcaram a actualidade, o caso Freeport e o processo em torno do novo aeroporto de Lisboa. De resto, pouco mais. A aposta no «el dorado» angolano é a fuga para a frente de um jornal que já vendeu 75 mil exemplares e agora anda pelos 40 mil, com a agravante de, ao contrário do que defendia o arquitecto, já não valer por si mesmo. A pensar nas crianças, todas as semanas o jornal vem acompanhado por um DVD de nível duvidoso. Como amanhã é a edição de aniversário decidiu caprichar e oferecer algo diferente: «Bob, o construtor». Neste caso, o que o arquitecto ergueu foi um projecto falhado. Sem margem para crescer e que até teve o desplante de mudar o seu dia de publicação de sábado, onde era uma formiga diante do elefante "Expresso", para a sexta, com receio da mossa que o "I", que vende uns 7 ou 8 mil gazetas, lhe podia causar. Uma tormenta para recordar
Há momentos de felicidade. Que o diga o fotógrafo que captou esta imagem na zona norte do Parque das Nações, junto à Ponte Vasco da Gama.Trata-se de um instântaneo que anda a circular na internet e que testemunha a trovoada, à mistura com relâmpagos, que se abateu sobre Lisboa na madrugada e manhã do passado dia 9. Vale bem a pena clicar na imagem para ver em detalhe a oportunidade deste registo.O fumo e o inevitável fogo
O ditado «não há fumo, sem fogo», confirma-se. Como tinhamos aqui avançado há um par de dias, José Manuel Fernandes abandona o «Público» após as eleições autárquicas, para evitar (invitáveis) conotações políticas e, quiçá, para não se fazer a associação que foi o Sócrates e Santos Silva que despacharam mais um crítico do Governo. Parece que desta foi mesmo o engenheiro Belmiro a dar um chuto no «Zé Manel».
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