14 julho, 2009

Alegre, o agregador

Manuel Alegre apelou à eterna compagnon de route, Helena Roseta, para integrar a candidatura do PS à Câmara de Lisboa. Se o poeta Alegre falou, está falado. Serão cerca de 5 ou 6 por cento de votos que poderão ir direitinhos para a candidatura de Costa, dificultando a vida a Santana Lopes. Alegre, o agregador, já está em campanha para Belém, em 2011. Com ou sem Cavaco.

A saúde de Cavaco

Cavaco Silva cumpre amanhã 70 anos de vida. A Agência Lusa, num trabalho de antecipação, ouviu politólogos, os suspeitos do costume, que elogiaram a experiência, maturidade e «sapiência» do Presidente. «Politicamente falando, [o Presidente da República] está bastante vigoroso", diz André Freire. «A moderação, a serenidade, a experiência, a sabedoria, são aspectos positivos da idade», acrescenta Adelino Maltez. Enquanto isso, continuam a circular rumores sobre a alegada enfermidade que afecta Cavaco e que Belém procura a todo o transe ocultar. Especula-se que, sabedor que pode ser obrigado a retirar-se em 2011, Cavaco terá imprimido maior exigência à sua presidência antes do que seria previsto, caso fizesse, como seria previsível e óbvio, um segundo mandato.

Uma Justiça de película

Uma película espelhada foi a solução que o Ministério da Justiça arranjou para «ocultar» o juiz Carlos Alexandre, no seu local de trabalho no Campus da Justiça. De facto, afasta olhares indiscretos, mas todos sabem que ele continua lá, permeável a um tiro ou que alguém se lembre de raspar a pelicula colocada no vidro, que agora se distingue de todos os outros naquele Campus. Entretanto, o magistrado continua no ponto de mira.

13 julho, 2009

A confissão imprevista

Num comovente depoimento ao «I» a partir do «xadrez», Wellington Nazaré, o assaltante do BES, pede desculpa a toda a gente, inclusive ao próprio banco. Mas o imprevisto acontece quando o «zuca» confessa que mantém as suas poupanças naquela instituição bancária: «O BES continua a ser o meu banco». Desta é que Ricardo Salgado não estava à espera. Estar associado a um cadastrado é bem pior do que uma qualquer «operação furacão».

12 julho, 2009

Haja saúde e «boa imprensa»

Mesmo no olho do furacão da Gripe A, Ana Jorge consegue o milagre de ser a ministra mais popular do Governo, segundo revela uma sondagem publicada pelo «CM» este domingo, ultrapassando o charmoso e tranquilo MNE, Luís Amado. Já ninguém se lembra do seu antecessor, o desastroso Correia de Campos, que até percebia do assunto, mas era um «elefante numa loja de porcelanas» quando abria a boca. Convém é lembrar que os erros médicos continuam a acontecer diariamente, os utentes precisam de ir às 6 da manhã para os postos de saúde marcar consultas e os bebés continuam a nascer nas bermas no interior de ambulâncias, na berma das estradas. Basicamente, mantém-se tudo mais ou menos na mesma, o registo é que é diferente. Cair ou não nas graças do povo depende, em muito, da «boa» ou «má imprensa».

Um lugarzinho para o desemprego

Iniciam-se amanhã as candidaturas para o ensino superior. O governo está todo contente porque aumentou o número de vagas disponíveis, só não diz que isso acontece para que o négócio universitário não vá, definitivamente, pelo cano. Direito continua a ser o curso que proporciona mais vagas. Preocupante quando se sabe que dos 26 mil advogados actualmente a exercer, menos de metade, cerca de 12 mil, seriam suficientes para responder adequadamente às necessidades sociais do patrocínio forense.

Fiesta trágica

As largadas de S. Fermin, em Pamplona, estão a ser das mais acidentadas dos últimos anos. Esta manhã, os touros «Miura» fizeram mais dois feridos graves.

O respeitinho é muito bonito

As últimas semanas parlamentares de qualquer legislatura são sempre muito intensas do ponto de vista legislativo. O Governo em funções pretende despachar as propostas de lei pendentes, enquanto a oposição procura retardar e, se possível, abortar as iniciativas parlamentares que mais contesta. Os serviços jurídicos de Belém já avisaram que, tendo em conta os processos que há para despachar para o Presidente promulgar ou vetar, ninguém vai de férias. O recado seguiu para o grupo parlamentar da maioria que, obedecendo caninamente ao aviso presidencial, vai remeter para as calendas algumas iniciativas previstas até 23 de Julho, último dia em que se realiza a sessão plenária, em S. Bento. O melhor é mesmo não levantar ondas e mandar para Belém nada que possa suscitar dúvidas ao Presidente, que nos últimos meses reduziu o grau de de condescendência para com o executivo em funções. «Se assim não for, o que vai parecer ao Presidente da República?», questiona o vice-presidente da bancada socialista, José Junqueiro, em declarações ao «Público». O respeitinho é muito bonito!