30 junho, 2009

O regresso de Pedro, «o repovoador»

A corrida mais louco do mundo pela conquista da Câmara de Lisboa começa, oficialmente amanhã, às 19 horas, no Jardim do Arco Cego, com a recandidatura de Santana Lopes a presidente, curiosamente no bairro com o mesmo nome, onde reside o «Zé», o actual vereador do Costa e seu inimigo de estimação. No seu blog antevê-se que o dia 11 de Outubro vai representar a passagem para uma Lisboa com sentido. Continuo indeciso e não creio que vá ser este cavalheiro, que um dia jurou que iria «repovoar» Lisboa, a convencer-me.

Dimensão e queda (ou falta dela) para o negócio


O Real Madrid é mais do que um clube de futebol. É uma multinacional que explora o mediatismo do negócio futebol em todas as suas dimensões. O primeiro filão foi hoje apresentado no Estádio Bernabéu, perante 30 mil entusiastas fãs. Kaká envergará o dorsal «8» nas costas. Cristiano Ronaldo é o senhor que se segue a ser apresentado, no próximo dia 6 de Julho. Hoje, também foi oficialmente apresentado Javier Saviola, o argentino que mais ninguém quer e que acabou por vir parar ao plantel do Benfica. Perante um estádio vazio. Os únicos entusiastas eram mesmo os jornalistas empenhados em tirar a melhor fotografia deste craque, em curva descendente da carreira.

Empresário de sondagens, «paineleiro» e «politólogo» nas horas vagas

Rui Oliveira e Costa, o «mago» das sondagens, foi o convidado desta manhã da revista de imprensa na SIC-Notícias. Até aqui tudo mais ou menos normal. Mais surpreendente é o facto de o «paineleiro» do «Trio de Ataque» na SIC-Notícias, vestir agora a pele de «politólogo», como foi designado pela pivô. O dono da Eurosondagem tirou o mestrado o ano passado, «bom, com distinção», com a tese sobre uma lei eleitoral com 100 círculos uninominais. Sem retirar mérito ao ex-dirigente da UGT, que aos 61 anos concluiu o seu trabalho académico, este tipo de mudanças de «fato» confundem qualquer um. Caceteiro num dia a falar de bola e polido no outro a falar de teorias políticas, é algo que não cola.

29 junho, 2009

Edição especial

No dia em que se conheceram alguns pormenores macabros sobre a autópsia realizada a Michael Jackson, nomeadamente que usava uma peruca para esconder a calvície, tinha apenas 51 kilos, boa parte do corpo com marcas de picadas de agulhas e apenas comprimidos no estomago, a revista «Time» lançou uma edição especial sobre a morte do cantor. O relevo para este acontecimento deve-se ao facto de a revista norte-americana ter feito a última edição extra após o 11 de Setembro de 2001, já lá vão quase 8 anos.

O paraíso da impunidade



Se nos Estados Unidos a Justiça foi célere a condenar Madoff, por cá as autoridades engaiolaram apenas um suspeito pela prática de operações bancárias criminosas. Outros se poderiam seguir se houvesse um pingo de coragem para o fazer. Os nossos «Madoff» de trazer por casa podem continuar a pavonear-se, por aí, de jacto e com dezenas de gorilas a protegê-los.

O primeiro «milho» é para os jogadores

O antigo futebolista Fernando Mendes lançou um livro biográfico em que refere que o recurso a substâncias «dopantes» ilegais foi recorrente no futebol português durante a sua carreira. «Havia jogos em que entrávamos no balneário e perguntávamos ‘Onde está o 'milho’?. Pouco depois, aparecia o massagista com uma bandeja recheada de seringas para dar a cada um dos jogadores. Parecíamos galinhas de volta do prato, à espera da nossa vez: obcecados com a poção mágica que nos ajudava a correr mais do que os nossos adversários», conta, em discurso directo, o ex-atleta do Sporting, Benfica e FC Porto. A Procuradoria-Geral da República entende que não há nada para investigar, o que é estranho, visto que o «Eu, Carolina», um livro da responsabilidade de um alternadeira de credibilidade duvidosa, foi esmiuçado de fio a pavio e, de acordo com as primeiras decisões judiciais, tinha pouco por onde pegar.

Sem perdão

A justiça americana não foi sensível ao pedido de desculpas de Bernard Madoff e condenou o burlão, responsável por uma fraude superior a 50 mil milhões de dólares, a 150 anos de prisão.

Pacheco relax

Por momentos pensei que o programa em que o Pedro Mourinho apresenta as primeiras páginas dos jornais do dia seguinte, ao bater da 1 da manhã, havia sido antecipado para o serão. Num estúdio em tudo semelhante, aparece o bolachudo Pacheco Pereira, a apresentar o seu «Ponto Contra Ponto», onde faz uma análise de conteúdo da imprensa da semana que passou. Hilariante a análise que o historiador faz de uma edição do «Correio da Manhã», tendo destacado os respectivos suplementos que acompanhavam a edição daquele dia: um de emprego, o outro de execuções fiscais e um sobre anúncios de relax, acompanhado com «fotos sugestivas», segundo o próprio. «Isto é o país», disse. É, de facto. O «CM» agradece. O caso merecia um tratado de história a publicar no «Abrupto».