06 maio, 2009
As lições do «índio» Waldo
«Documenti!»
Comédia italiana
Regressado a Portugal após um período de férias, confirmo o que já suspeitava. Nada mudou. Até o buraco do Costa na Avenida de Berna está no mesmo sítio. Só os insultos ao camarada Vital no 1.º de Maio agitaram uma pátria, subitamente assolada por um calor estival. No país onde estive, a Itália, é que as coisas estão animadíssimas. O casamento de fachada do «premier», Berlusconi, acabou nas páginas dos jornais, por iniciativa da própria Verónica Lários. A rica senhora cheia de«pasta», garantem as gazetas transalpinas, não gostou que o marido tenha andado a namorar (politicamente e literalmente, dizem as más línguas) ex-misses e actrizes para integrar a lista às europeias do seu partido. Uma verdadeira comédia italiana. Por cá anuncia-se que o nosso «premier» vai dar o nó com a Câncio, que para já promove o seu mais que tudo nas páginas dos periódicos, ainda este ano. Em ambos os casos, o grau abaixo de zero da política.26 abril, 2009
O bicho é manso, diz ele
O «animal feroz» voltou a fazer das suas. Desta feita, à saída da dura sessão de perguntas, cirurgicamente seleccionadas pelo aparelho do Largo do Rato. A jornalista do «Público» estava lá e descreveu o delicioso diálogo:«(...) José Sócrates saíra da sala da “entrevista”, sorridente, com ar de quem passou com distinção na prova oral, e perguntou “Não foi mal, pois não?”, dobrando as folhas brancas com notas usadas nas respostas. E estava ali, a “dar sopa”, para os poucos jornalistas presentes. Uma jornalista pergunta se se pode aproximar e fazer uma pergunta. “Claro, eu não mordo”, responde Sócrates sorridente.“Não morde mas rosna. E às vezes rosna muito”, replica-lhe ela em voz alta. O primeiro-ministro fica atrapalhado, responde que não é bem assim, ainda a rir, sem saber muito bem o que fazer, mas ela insiste com o “rosnar”. Talvez pelo efeito surpresa, Sócrates nem se zangou, mas o caso cerrou alguns sobrolhos».
Fonte: Público, 26 Abril 2009
Higiene política
A «Veja» brindou os seus leitores com mais um exercício de inteligência e de crítica aberta aos políticos, ilustrando a capa do último número com um autoclismo, incitando os eleitores puxarem o dito para se livrarem deles. «A falta de honestidade, pudor, decoro, compostura e espírito público desmoraliza o Congresso. Só o o voto pode banir os maus políticos sem ameaçar a democracia», pode ler-se. Um retrato com inquietantes semelhanças com o nosso «quintal». Só nos faltam é publicações com a coragem da «Veja».Amor em tempos de cólera
Os casos multiplicam-se a cada hora. A gripe suína, com epicentro no México, ameaça converter-se num grave problema de saúde pública a nível mundial. Na foto, dois jovens beijam-se, em plena Cidade do México. Um gesto que as autoridades desaconselham vivamente, sem protecção. Curiosamente, o slogan turístico da capital é «bésame mucho».25 abril, 2009
Um dia (quase) perfeito
Cavaco trocou as voltas aos jornalistas que andaram a semana toda a especular que o PR ia desancar, outra vez, no governo. Os recados, a tal palavra «horrível» segundo Jorge Sampaio, vieram de mansinho e reeditando discursos anteriores. No fim, todos concordaram com o que disse o Presidente. Também era o que faltava se isso não acontecesse. Pior mesmo é passar das palavras aos actos. A sessão solene demonstrou ainda uma oportuna demonstração das qualidades de tribuno de Paulo Rangel. Mais uma. Inteligente a associação entre o dia da liberdade que se comemorava e o «roubo da liberdade de escolha às gerações futuras», devido à dívida contraída pelo executivo através do seu «Programa de Grandes Obras Públicas». Está bom de ver que Rangel faz-se. Perfeito, perfeito para as hostes sociais-democratas era que a líder o acompanhasse.Obamas de imitação
Assim à primeira vista, parece ser um expert em novas tecnologias a explicar as virtualidades do meio, mas vendo bem é Santana Lopes, que passa de andar por aí a estar entre nós, nos próximos meses. O pontapé de saída foi dado esta tarde, numa comunicação no site oficial de campanha. Por seu turno, José Sócrates, o outro Obama de trazer por casa, vai responder, também hoje e também na internet a perguntas de internautas no seu site. Nenhuma delas deve ser de muito difícil resposta. Nenhuma deles deve ter o Freeport como assunto.
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