25 fevereiro, 2009

Ordem para desinfectar!

Sem espaço e sem projecto no espaço político nacional, Manuel Monteiro integra o movimento «Missão Minho de Braga», tendo exigido a demissão do autarca Mesquita Machado, «face aos indícios de enriquecimento que alegadamente transparecem de uma investigação policial, arquivada pelo Ministério Público», publicada no «Correio da Manhã». Conta o mesmo jornal hoje, numa notícia breve, que Monteiro e Machado se cruzaram, acidentalmente, num restaurante da cidade minhota, tendo o «dinossauro» bracarense ordenado, alto e bom som, que «desinfectassem» a louça em que Monteiro tocou dentro do referido espaço, bem como as mãos dos empregados que cumprimentou. De facto, há uma espécie de surto de «lepra» em Portugal, que leva a que ninguém, muito menos as autoridades, se aproximem de titulares do poder político há mais tempo em funções, arquivando-se, misteriosamente, fundados indícios ou, pelo menos, fortes suspeitas de ilegalidades.
A carta da polémica

A ex-«santanete» e o «eixo do ódio»

Santana Lopes começa a andar (de novo) por aí. O seu blog começa a ser alimentado com mais assiduidade e os «bitaites» políticos e jornalísticos do ex-PM começam a emergir. Num recente post, PSL bate sem dó nem piedade em Clara Ferreira Alves, a comentadora do «Eixo do Mal». Diz o candidato à Câmara de Lisboa: «(...) Há participantes desse debate que levam aquilo meio a brincar, o que parece ser a ideia inicial do programa. Mas aquele azedume, aquele mau estar com a vida, com tudo e com todos, mas, principalmente, quero crer, consigo própria, é intolerável. Sabe-se lá porquê mas não deve gostar de se ver ao espelho e até devemos respeitar isso: cada um pensa o que quer de si próprio. Agora, tempo de antena dado a quem é tão sectário, tão insultuoso, tão desagradável, é um desperdício. é que os outros, apesar de tudo, pensam, gritam , debatem, riem. Ela odeia, é o eixo do ódio. Que tristeza!». Curiosamente, foi este senhor que, na condição de autarca da capital, convidou a Clarinha para dirigir a Casa Fernando Pessoa, facto que até levou que apelidassem a senhora de «Santanete». Um flagrante caso de comadres que se zangaram. Será que a senhora vai partir a loiça na tertúlia do próximo sábado?

O último reduto da liberdade

Do blogger Vítor Maganinho recebemos um lancinante grito de revolta plasmado num movimento, por si promovido, que denominou «De Luto Por Portugal - Eu Luto contra a corrupção neste país». «Os blogues são o que nos resta de liberdade (ainda), tudo o resto está dominado», diz Maganinho, que tenta com esta iniciativa «criar um movimento de revolta da sociedade civil». Não posso estar mais de acordo. A campanha, limitada e idealista, é certo, vale o que vale. Ainda assim, não deixo de me associar à iniciativa, exaltando o seu carácter simbólico.

Outro que não fez nada

Todos os dias a Justiça portuguesa nos surpreende. O Tribunal da Relação de Guimarães anulou, hoje, os dois crimes de peculato pelo qual o ex-presidente do Vitoria de Guimarães, Pimenta Machado, havia sido condenado em Fevereiro de 2008 a quatro anos e três meses de prisão com pena suspensa, disse fonte judicial.
O acórdão reduziu, também, o crime de falsificação de documentos a que o ex-dirigente havia sido condenado, fixando a pena em 200 dias de multa a 20 euros por dia.
Em 2008, o tribunal havia condenado ainda Pimenta Machado ao pagamento, no prazo de um ano, de 210 mil euros de indemnização ao Vitória de Guimarães, pena que foi também revogada pela Relação. O sítio está cada vez mais parecido com uma república das bananas.

A dupla temível

Duas pessoas mascaradas assaltaram à mão armada, na madrugada de hoje, um hotel na localidade de Fervença, Alcobaça, informou fonte da GNR de Leiria.
Os suspeitos, um vestido de palhaço e outro de macaco, “roubaram 800 euros com ameaça de arma de fogo ao funcionário da recepção”, disse a mesma fonte.
Os indivíduos colocaram-se depois em fuga, num carro de cor vermelha, onde se encontrava um terceiro indivíduo, adiantou.
Segundo a GNR, o roubo, que ocorreu às 05:20, está a ser investigado pelo Departamento de Investigação Criminal de Leiria da Polícia Judiciária.

24 fevereiro, 2009

A sensacional transferência

Fernando Seara abandonou «O Dia Seguinte» e «assinou» pelo canal TVI24, juntando-se a uma tertúlia nos mesmos moldes da que tinha na SIC-Notícias, com Pôncio Monteiro e Eduardo Barroso. Chama-se «Prolongamento» e é a aposta do novo canal para as noites de segunda-feira, às 22 horas. Especula-se sobre os motivos da saída do mediático benfiquista: uma proposta mais aliciante, as boas relações com José Eduardo Moniz, cimentadas com a aquisição de terrenos no concelho de Sintra para as futuras instalações da TVI ou as críticas do director de comunicação do Benfica que acusou Seara de «não defender» o clube. Entretanto, para «O Dia Seguinte» foi recrutado, Silvio Cervan, vice-presidente do Benfica, o que abre um precedente algo perigoso. Qualquer dia, os outros «grandes», insatisfeitos com a performance dos seus representantes, também vão querer ter membros dos órgãos sociais sentados no estúdio de Carnaxide.

Advogado com mel

Alguns advogados da nossa praça estão fadados para a defesa de habilidosos (para não lhes chamar outra coisa) do mais alto nível. Artur Marques, o conhecido advogado de Braga, é o causídico da autarca Fátima Felgueiras, do ex-vereador de Valentim Loureiro, José Luis Oliveira e de Domingos Névoa, da Braparques. Tudo o que é «caça grossa» vai parar ao seu escritório. O que é o que Artur Marques tem?

A frase do dia

«A melhor piada do Carnaval foi a sentença que ontem condenou o empresário Domingos Névoa, da Braparques, a pagar cinco mil euros pelo crime de corrupção activa para a prática de acto lícito. Leram bem: cinco mil euros e multa pelo crime-de-corrupção-activa-para-a-prática-de-acto lícito, essa extravagância portuguesa cada vez mais anacrónica», Eduardo Dâmaso, director-adjunto do«Correio da Manhã», 24 Fevereiro 2009