06 janeiro, 2009

Menos uma comentadora de política...

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) condenou a jornalista Inês Serra Lopes a um ano de prisão pelo crime de favorecimento pessoal na forma tentada no caso do alegado sósia de Carlos Cruz, arguido no processo Casa Pia. (...) A Relação de Lisboa refere que Inês Serra Lopes mostrou à ex-funcionária da Casa Pia Ana Paula Valente fotografias de um antigo funcionário da RTP, explicando que se tinha reformado por razões psiquiátricas, gostava de se fazer passar pelo apresentador de televisão Carlos Cruz e ter-se-ia separado da mulher porque "andava com miúdos". Diz ainda que a jornalista pediu a Ana Paula Valente que fosse entregar as fotografias ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa a fim de serem "juntas ao processo Casa Pia". Segundo o TRL, em acórdão proferido em Dezembro passado, a jornalista quis "criar no espírito dos magistrados e órgãos de polícia criminal (OPC) (...) dúvida séria" sobre se teria sido Carlos Cruz ou o alegado sósia a praticar os crimes que estavam a ser investigados, por "ter havido erro de identidade quanto ao autor dos factos". Menciona ainda que Inês Serra Lopes não conseguiu o que pretendia porque Ana Paula Valente revelou à Polícia Judiciária (PJ) que tinha sido a então directora do "O Independente" e filha de António Serra Lopes, um dos defensores de Carlos Cruz, a entregar-lhe as fotografias.
Fonte: Agência Lusa

A «viradeira» na Casa Pia

O advogado do embaixador Jorge Ritto defendeu hoje, perante o tribunal, que o seu constituinte não pode ser condenado pelos crimes que é acusado por ser «homossexual». A manha dos causídicos não conhece limites. Ainda se descobre que os acusados da Casa Pia são todos «virados».

Prossegue a campanha eleitoral

«Durante uma das [quatro] cantigas, ouvi-vos dizer que gostariam de estar aqui no próximo ano. Pois quem sou eu para o impedir. Pela minha parte, terei o maior gosto em rever-vos no próximo ano», José Sócrates, dirigindo-se ao grupo de alunos do Colégio Militar, Instituto de Odivelas e Instituto Militar dos Pupilos do Exército, após lhe terem cantado as Janeiras, na residência oficial do Primeiro-Ministro, Agência Lusa, 6 Janeiro 2008

05 janeiro, 2009

O canal das tormentas

Ao fim de quase 4 anos de governação, Sócrates viu-se confrontado com a primeira entrevista dura de roer. Um verdadeiro «cross fire» protagonizado pelo «rottweiller» Ricardo Costa, sempre a morder as canelas do Primeiro-Ministro, e do menos espontâneo, mas igualmente firme, Gomes Ferreira. Valha a verdade que, pelo menos, do lado dos entrevistadores as perguntas foram agressivas, competentes e insistentes. Pior, ou melhor, como preferirem, de certeza, só faria Manuela Moura Guedes, o auto-intitulado «rotweiller» da TVI. Do lado de Sócrates, o recurso aos truques habituais. Falar e repisar do que está a fazer e do que mais ninguém fez, avançar e rebobinar a «cassete» das medidas anunciadas. Descaiu-se ao reconhecer que a recessão será uma inevitabilidade, lá implorou, a pedido de «muitas famílias», pela maioria absoluta e escudou-se, vezes sem conta, nas suas muletas «desculpe» e «dê-me licença». Utilizando uma linguagem futebolística, um «anti-jogo» que só serve para «queimar» tempo e atrapalhar quem faz perguntas. Prosseguindo no desporto, Sócrates esteve, nomeadamente nos dossiers da dívida externa e das obras públicas, contra as cordas. Suou as estopinhas, mas lá se ergeu. Lamentável o «esquecimento» a que foi votado o maior partido da oposição nesta entrevista. Ouviu-se falar uma vez do PSD. Manuela Ferreira Leite pareceu não existir. Foi olimpicamente ignorada. Está bom de ver que mesmo tendo ultrapassado o canal das tormentas, leia-se, a SIC, Sócrates sai por cima. Abanou, mas não caiu. Vai ganhar, pelo menos as legislativas, só não se sabe é por quantos. Talvez a sua sorte seja não ser obrigado a submeter-se a uma entrevista televisiva (como a desta noite) com a periodicidade com que vai ao Parlamento, quinzenalmente. Mas para além de um «animal feroz» ele é um homem com «estrelinha»...

Processo de «clintonização» em curso

Continua de «clintonização» da administração Obama e dos seus homens de confiança. O presidente eleito americano anunciou hoje que escolheu Leon Panetta, ex-chefe de gabinete de Bill Clinton, entre 1994 e 1997, para director da CIA, os serviços secretos norte-americanos. Do curriculo de Panetta consta uma escassa folha de serviços em matéria de segurança. Cresce a convicção de que Clinton & Clinton serão as eminências pardas de Obama na Casa Branca.

Portugal positivo

Para os que acham que Portugal é só pontapé na bola, Elvira Fortunato, cientista especializada em micro-electrónica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Nova, ultrapassou em número de referências na internet Cristiano Ronaldo, convertendo-se na portuguesa com maior número de citações na rede das redes. Diversas multinacionais estão interessadas em apoiar a patente internacional do transístor em papel, a invenção da responsabilidade de Elvira Fortunato. Um fenómeno!

Nobres argumentos

Ainda o Médio Oriente. Grito e choro por Gaza e Por Israel é o título do post assinado pelo presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), Fernando Nobre, no seu blog, recém-estreado. Profundo conhecedor da realidade no terreno em mais de 100 países, o médico afirma que «estamos a assistir a um combate de David (os palestinianos com os seus roquetes, armas ligeiras e fundas com pedras...) contra Golias (os israelitas com os seus mísseis teleguiados, aviões, tanques e se necessário...a arma atómica!)». Nobre acrescenta que «hoje Gaza, com metade a um terço da superfície do Algarve e um milhão e meio de habitantes, é uma enorme prisão. Honra seja feita aos “heróis” que bombardeiam com meios ultra-sofisticados uma prisão praticamente desarmada (onde estão os aviões e tanques palestinianos?) e sem fuga possível, à semelhança do que faziam os nazis com os judeus fechados no Gueto de Varsóvia!». Para concluir a sua extensa dissertação, o presidente da AMI, qualifica de «estranha guerra esta em que o “agressor”, os palestinianos, têm 100 vezes mais baixas em mortos e feridos do que os “agredidos”. Nunca antes visto nos anais militares!». Para meditar.

O «embajador» que adora os portugueses do El Corte Inglés

Não há dia em que o português não se queixe que é o pior povo do Mundo. Mas nem sempre é motivo para tanto. Por alturas do Natal saiu uma entrevista, que passou algo despercebida, com o novo embaixador espanhol em Lisboa, Alberto Navarro. Desassombrado, disse ele ao «Jornal de Negócios»: «Os portugueses são, em norma, muito mais amáveis que os espanhóis. Eu vou aqui ao El Corte Inglés e sou muito melhor tratado do que em Espanha. A empresa deu-se conta disto. Já antes fizeram cursos na Argentina para trazer 500 trabalhadores para Espanha e agora estão a pensar o mesmo com Portugal». Até se pode admitir que estas palavras são de cortesia para cativar «tuga», mas não deixa de ser uma injecção de moral para as depauperadas «tropas» lusas. Eu se fosse ao Governo fazia, com esta frase do senhor «embajador», uma campanha dirigida para motivar e mobilizar os «pertegueses», como diz o Sócrates. Talvez fosse mais barata e mais eficaz do que a ridícula campanha do «ALLgarve».