No País que pariu o «Magalhães», permite-se que 30 indivíduos agridam selvática e indiscriminadamente pacatos cidadãos, como aconteceu ontem em Alhos Vedros, na margem sul do Tejo. No País que pariu o «Magalhães», perante a impotência da polícia face ao disparar da criminalidade violenta e gratuita, ganha peso o ressurgir do fenómeno das milícias populares, especialistas em linchamentos sumários. Ainda não se exige o recurso aos militares para impôr a ordem, como Berlusconi anda a fazer em Itália para espantar os imigrantes, mas enquanto o País que pariu o «Magalhães» não reprimir o mais pequeno acto delitivo que escape à norma, continuaremos entregues à bicharada.24 setembro, 2008
À margem da realidade
No País que pariu o «Magalhães», permite-se que 30 indivíduos agridam selvática e indiscriminadamente pacatos cidadãos, como aconteceu ontem em Alhos Vedros, na margem sul do Tejo. No País que pariu o «Magalhães», perante a impotência da polícia face ao disparar da criminalidade violenta e gratuita, ganha peso o ressurgir do fenómeno das milícias populares, especialistas em linchamentos sumários. Ainda não se exige o recurso aos militares para impôr a ordem, como Berlusconi anda a fazer em Itália para espantar os imigrantes, mas enquanto o País que pariu o «Magalhães» não reprimir o mais pequeno acto delitivo que escape à norma, continuaremos entregues à bicharada.O guru falou, tá falado
O guru das agências de comunicação, Luís Paixão Martins, dá uma entrevista à revista «Meios & Publicidade», de onde se pode extrair uma frase muita curiosa, que citamos, com a devida vénia: «Em Angola há jornais que fazem mais oposição ao governo do que os jornais portugueses fazem ao governo português». O administrador da LPM, que já fez dezenas de campanhas para todos os políticos portugueses «nascidos» depois do 25 de Abril e que agora tem interesses importantes em Angola, sabe do que fala. Para meditar...Banir os «lenhadores» dos relvados

Enquanto os senhores da bola se entretêm a discutir a instalação de dispositivos electrónicos nos jogos de futebol, os temíveis «lenhadores» continuam a distribuir «fruta» pelos relvados. Rodrigo Possebon, um brasileiro de 19 anos contratado pelo Manchester United, foi varrido pelo austríaco Emanuel Pogatetz do terreno. O árbitro fez o mínimo que lhe competia: mostrar o cartão vermelho. A fractura da perna direita de Possebon não se confirmou, mas ficou o susto e a condenação da atitude do defesa do Middlesbrough. Situações destas são para punir severamente. Não com semanas de suspensão para os infractores, mas com meses de afastamento. 23 setembro, 2008
Ver ou não ver, eis a questão
Em tudo na vida, a unanimidade nunca é boa conselheira. Nas artes, e especialmente na música ou no cinema, muito menos. Três ou quatro amigos deram-me promissoras referências do filme «Mamma Mia!», que tem nos principais papéis Meryl Streep e Pierce Brosnan. «Ri-me do principio ao fim», é mais ou menos a mensagem comum a todos. Nao deixa de ser algo intrigante, visto que este filme, para além de um argumento anódino, tem tudo para ser kitsch, até porque recria musicas de uma das bandas - os ABBA - que mais rótulos de «pirosa» recebeu. Tive acesso a uma cópia pirateada (os senhores inspectores da ASAE não leram nada, ok?), mas hesito em ver o filme. Com tantos encómios, até tenho receio de deixar de gostar dos... ABBA. O complexo das «quinas»
Desde a saída de Vitor Baía dos relvados, está a custar a Portugal arranjar um seu sucessor à altura. Ricardo rendeu até determinado ponto, até se enterrar definitivamente, tanto na selecção como no seu clube. Agora nem é convocado para as «quinas» e está sentadinho no banco do seu clube o Bétis. O caso de Quim também é enigmático. Foi o melhor jogador do Benfica na temporada passada. Este ano, com a mudança de seleccionador, ascendeu à titularidade da baliza nacional, mas esse momento coincidiu com um «franguito» com a Dinamarca. Ontem em Paços de Ferreira o guardião das águias deu mais uma «casa», que felizmente não comprometeu os 3 pontos para os encarnados. Se este complexo das «quinas» prosseguir, restará a Queiroz chamar Eduardo do Braga para a baliza, enquanto Quique Flores terá de equacionar a utilização de Moreira. Como se ouviu recentemente, não há lugares cativos...Estreito de «Magalhães»
Começar a construir a casa pelo telhado é uma velha arte portuguesa. Existem 500 mil computadores «Magalhães» para distribuir pelos alunos do 1.º ciclo, mas continuamos a ter dezenas de milhares de pessoas que não sabem ler, escrever e pensam que um computador é um bicho-papão. Os vulgarmente designados info-excluídos. E ao que parece, o novo PC está desprotegido face à atrevida curiosidade dos petizes mais irrequietos. Segundo um teste feito pela SIC, (claro está que para a RTP este computador só tem virtualidades), é só abrir o Google num destes computadores e clicar palavras tão singelas como «sexo», «vagina» ou «gatas maravilhosas», para um maravilhoso mundo se abrir aos olhos infantis. O Primeiro-Ministro não soube explicar esta falha de segurança. Balbuciou algo e zarpou para parte incerta. É melhor!Nascer no TGV é outra loiça
Os portugueses têm a tendência para interiorizar que os casos terceiro-mundistas só acontecem no nosso País. Com o fecho de algumas maternidades, nascer numa ambulância, durante o percurso numa qualquer auto-estrada ou via rápida, já se tornou uma rotina. De Espanha, chega-nos a notícia que uma mulher senegalesa deu à luz uma menina no AVE (o TGV espanhol) entre Málaga e Madrid. A 240 kms/h, o bebé viu a luz do dia na cafetaria do combóio de alta velocidade espanhol. Pena que esta história não nos sirva de consolação. Os espanhóis já têm o seu TGV enquanto nós ainda estamos a sonhar com ele. Ou será pesadelo?Licença para matar
Matti Juhani Saari colocava no YouTube os videos em que treinava a pontaria com a sua pistola Walther P22. A polícia interrogou-o ontem, mas sem ter provas, para além de a sua arma estar legal, libertou-o. Hoje, numa localidade remota da Finlândia, este estudante de 22 anos, atirou a matar. Tirou a vida a 10 jovens, seus colegas no centro de formação profissional em Kauhajoki. Se tivesse entre nós, tínhamos filme para 15 dias e a queda do ministro da Administração Interna. Mas se por cá os assaltos em série já são uma moda, os assassinos em série ainda estão por importar. Valha-nos isso.
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