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O «premier» italiano, Silvio Berlusconi, foi ao programa político da TV pública transalpina, «Porta a Porta», uma espécie de «Prós & Contras» lá do disso, mas com um toque algo mais exótico. Ao lado de Berlusconi estiveram a miss Italia (já viram os olhos esganados do vovó Sílvio para a moçoila?) e uma campeã olímpica italiana de esgrima nos Jogos de Pequim, que mostrou a Berlusconi como se maneja o florete.
Edificante momento televisivo assistiu-se ontem ao serão durante o aclamado «Jogo Falado», na SIC-Notícias. O director de comunicação do Benfica, João Gabriel, foi colocado em directo, via telefone, para uma espécie de «direito de resposta» ao «paineleiro» do FC Porto, Guilherme Aguiar, sobre o último jogo entre dragões e águias para o campeonato. Aguiar não se conteve, e depois do assessor encarnado ter desligado a chamada, lançou artilharia pesada contra o inocente e inexperiente modernador, João Abreu, bastante encavacado, por sinal. O ex-presidente da Liga ameaçou bater com a porta e lembrou que este era o segundo precedente no programa aberto com o Benfica, uma vez que Luis Filipe Vieira, há uns bons anos, irrompeu pelo estúdio e sentou-se junto dos «paineleiros» dos três «grandes» para desancá-los à grande e à francesa. Dias Ferreira solidarizou-se com o seu colega Aguiar, enquanto Seara filosofou até mais não, insistindo na teoria de que «nem sempre se pode dizer sim, às vezes é preciso dizer não». Sempre o mesmo este autarca que ainda sonha ser presidente do «glorioso».
O painel de comentadores do «esquerda/direita» da SIC-Notícias foi reforçado com António José Seguro e....(pasmem-se!), Luís Filipe Menezes, que regressa, mesmo depois de ter decretado o seu silêncio por um ano. O tempo vem confirmar que o autarca de Gaia é muito pior do que o seu comparsa, Santana Lopes. Se Santana gosta de cultivar o estilo «vai e vem», Menezes nunca de cá saiu, mesmo quando se sabe que o seu afastamento do PSD não foi propriamente feito à bomba. Um caso patológico.
Prossegue, em grande estilo, o programa-sensação «Momento da Verdade». O CM adianta que no programa desta noite, o concorrente José Nogueira, confessa a uma atónita Teresa Guilherme (só mesmo esta «encomenda» para aguentar este frete) que para ganhar 250 mil euros era capaz de «aviar dois homossexuais». Vai para aí uma fome de...dinheiro.
Menezes desafia Marcelo para um debate e acusa-o de abandonar o PSD (Agência Lusa, 15 Setembro 2008)
Celebra-se amanhã o segundo aniversário do semanário «Sol». As expectativas, manifestadas pelo seu ilustre director, o arquitecto/jornalista José António Saraiva, eram grandes. Uma equipa jovem e muita alegria era a táctica secreta para vencer. Não chegou. Dos 70 mil exemplares das primeiras semanas, o jornal deu um trambolhão e já vende menos de 40 mil, cilindrado que foi pelo «Expresso». O BCP desfez-se do projecto. «Rendido» às evidências, o director do «Sol» admite agora que este jornal «já não vale por si», como quis fazer crer, e vai lançar uns dvd's infantis, ao que parece as aventuras do Popeye, para segurar alguns leitores. O arquitecto teve mais olhos do que barriga. A festa que amanhã vai ter lugar na Ajuda até promete ser agradável, porventura para relembrar o que se fez nestes dois anos. Contudo, o futuro não se afigura risonho, agora que o «Sol» se esconde, cada vez mais tímido.
O Tribunal da Relação do Porto concluiu que Pinto da Costa foi detido irregularmente no âmbito do processo Apito Dourado e decidiu que deve ser indemnizado pelo Estado em 20 mil euros (Agência Lusa, 15 Setembro 2008)
Longe vai o tempo em que entrar na universidade era uma tarefa exclusiva para eleitos. A multiplicação dos cursos e das universidades abriu a torneira dos licenciados e colapsou o mercado de trabalho. As colocações que saíram no passado fim-de-semana reforçam essa tendência: 4 em 5 estudantes conseguiram entrar na faculdade. «Não é bom?», perguntar-me-ão alguns. Em tese sim, mas sabendo-se que a maioria dos diplomados não preenche as necessidades do mercado laboral, creio que boa parte destes estudantes que agora abraçam o sonho universitário, têm boas possibilidades de dentro de 3 a 5 anos, engrossarem as extensas listas dos centros de emprego. A menos que não se importem de tirar o lugar a um qualquer «brazuca» num daqueles cafés da cadeia «Coffee Pot» que enxameiam a cidade. É a vida!