Défice chegou aos 6,8 por cento. Este foi o resultado com a primeira dose do xarope. Será que a partir de agora caiu o mito do Gaspar como ministro impoluto e competente?
28 setembro, 2012
27 setembro, 2012
Cegos, surdos e a cortar a direito
Fonte que bebe do fino garantiu-nos que os novos administradores da bicéfala empresa Carris/Metro já assumiram funções e decididos a cortar a direito. Da lista de cortes constam os jornais do dia, imprensa especializada em economia incluída. Está visto que estes responsáveis pela nova comissão liquidatária do transporte público português, ao contrário do que diz o «manda-chuva» do governo, querem ser surdos, cegos e mudos para o que os rodeia.
Ó homem, desapareça!
Ponto prévio a este post. Pinto Monteiro, que termina funções no dia 8 de Outubro, foi um péssimo Procurador Geral da República. Ainda assim um pouco menos mau que o «gato constipado», Souto de Moura. Pesporrento, atreito a piadolas de mau gosto, disponível para falar à entrada de uma pastelaria ou a saída do cinema. Um verdadeiro paquiderme numa loja repleta até ao tecto de louça Limoges. A cereja no topo do bolo aconteceu na entrevista de epílogo a Vítor Gonçalves, na RTP. Como quem bebe um copo de água, diz que Sócrates lhe ligou no primeiro ano do seu mandato para lhe desejar bom Natal e ainda se deu ao luxo de afirmar, com todas as certezas, que na Praça de Figueira se vendem aparelhos para fazer escutas ilegais. Ó homem, desapareça para a aldeia!
O espírito de Medina na ONU
Bastante didáctica a intervenção de Benjamim Netanyahu durante o seu discurso nas Nações Unidas, onde demonstrou, com direito a gráfico, ao melhor estilo Medina Carreira, as etapas até o Irão ter a arma nuclear para eliminar o povo judeu. O primeiro-ministro israelita afirma mesmo que «nada ameaça mais a paz mundial do que um Irão com uma arma nuclear». Depois disto, os americanos só precisam mesmo de se preocupar com Teerão. Ainda se descobre que a Coreia do Norte, a Venezuela e a Rússia são aliados de Washington.
A frase do dia
«Se isto vai tudo correr bem ou tudo correr mal depende muito da nossa vontade
colectiva», Passos Coelho, primeiro-ministro, Agência Lusa, 27 Setembro 2012
26 setembro, 2012
Casillas, o «portero» do bar
É Casillas de apelido, mas não tem Iker no nome próprio. Não defende as balizas do Real Madrid, mas impediu a entrada da polícia de choque no café «Prado», onde é chefe de sala, na captura de um manifestante mais desordeiro no seu estabelecimento. Casillas até diz que é do PP, o partido do Governo, mas qualifica de «excessiva» a actuação policial na noite do 25-S madrileno. É um dos rostos da manif de ontem. Os portugueses têm a Adriana, a jovem que acaricia e seduz um polícia. Os espanhóis têm o guerreiro Casillas, o «portero» do bar do Passeo del Prado.
O zeloso segurança
O senhor à direita na imagem é uma espécie de segurança oficial dos chefes do governo português. Já foi de Durão, de Santana e agora é a sombra de Passos. Hoje, enquanto agarrava com maus modo num jovem estudante para o conduzir ao exterior da faculdade, repreendendo-o por (heresia das heresias) ter insultado o Primeiro-Ministro, impediu um repórter de imagem da TVI de gravar a sua acção, metendo a mão na câmera e ameaçando: «Não filmas a minha cara!». Sou defensor do respeito das instituições e dos seus titulares, mas se um insulto verbal leva a isto, como não reagirá este «animal» a um qualquer tuga desesperado que ouse tocar no Primeiro-Ministro? Disparará primeiro e perguntará depois?
Luís «Passos» de Camões
Passos saiu da toca, ouviu insultos e recados, e citou «Os Lusíadas», defendendo que há «ventos favoráveis a soprar» nas velas do navio português. Não sei em que mundo vive este ilustre cidadão de Massamá, mas faz lembrar Sócrates que, quando o barco começou a afundar, também começou a ser pródigo em citações célebres.
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