08 setembro, 2012

Sodomizados, mas com força na verga

Por falar de sodomia, não sei porquê, mas lembrei-me de Paulo Portas -  Será algum recalcamento meu? Pelo sim pelo não, vou falar com o meu psicólogo.
A forma como o ministro das exportações, milhas aéreas e cocktails se referiu ao emocionante desempenho da fadista Mariza, como a «força de Portugal», precisamente no dia em que as sevícias internas à maralha prosseguiram, é relevante da desfaçatez desta gente. Declarações sobre o que se passa em Portugal só quando pisar solo pátrio, disse o ministro sorriso branco.

Da cintura para o rabo

 
Como já não há mais furos para apertar o cinto, só nos resta baixar as calças e dar o rabinho. Como tem mesmo que ser, pelo menos apliquem um gel qualquer antes para atenuar as dores. Garantido é que passaremos a ter um andar novo.

Canal Eusébio

A atribulada vida fora do campo de Eusébio já dava para encher um canal de televisão no cabo. Depois dos copos e das repetidas idas ao hospitalar da Luz para cuidar de problemas cardíacos e de tensão, o «Pantera Negro» chocou esta tarde, quando conduzia um Mercedes, contra um separador de uma rampa de acesso ao Centro Comercial Colombo, em Lisboa. Eusébio necessitou de assistência do INEM no local a ferimentos ligeiros. A maior curiosidade no meio disto tudo é que os episódios envolvendo Eusébio acontecem sempre nas imediações do estádio da Luz. Será bruxedo?

E depois do adeus

Grande boneco do fotógrafo do Correio da Manhã, João Miguel Rodrigues. Depois de ter «sodomizado» os portugueses na comunicação sobre mais medidas de austeridade, Passos e a sua lady Laura foram ao Tivoli curtir o concerto dos 50 anos de Paulo de Carvalho. Pela imagem, até pareciam cheios de força e entusiasmo. Diz o fotógrafo, presente no local, que vibraram com a última música do concerto, «E depois do Adeus». Tomara que esse momento político chegue depressa.

07 setembro, 2012

A ler

Para o ano será pior
«O que levou o primeiro-ministro a anunciar novas medidas de austeridade para 2013 quando na próxima semana serão conhecidas os resultados da quinta avaliação da troika ao memorando de entendimento que o país assinou? A resposta só pode ser uma: a troika vai aceitar a derrapagem do défice orçamental este ano (5,3% contra os 4,5% definidos) mas vai manter o objetivo de 3% em 2013. E isso quer dizer outra coisa: a austeridade será mais pesada no próximo ano mas, ao contrário do que pediu o Presidente da República, agravará as desigualdades. Com efeito, em 2013, os funcionários públicos ficam sem dois subsídios e os trabalhadores do setor privado sem um. É o caminho para nunca mais existirem. Em contrapartida, as empresas tem a sua tesouraria aliviada em €2100 milhões de contribuições para a Segurança Social. Espera assim o primeiro-ministro que o setor privado consiga, por esta via, contribuir para combater o flagelo do desemprego. É muito pouco provável. Com estas medidas, a procura interna vai afundar-se ainda mais no próximo ano. As empresas venderão menos - e quando muito manterão os atuais postos de trabalho. Seguramente que não investirão nem contrarão mais gente. Tentarão sobretudo sobreviver até passar o mau tempo. Quem ganhará serão as empresas exportadoras, que ficam com margem para tornar os seus produtos mais competitivos. Mas a recuperação da economia e o combate ao desemprego não podem assentar apenas em 18.000 empresas exportadoras.
O atual colapso da economia portuguesa não é apenas resultado de erros acumulados no passado. Resulta também da orientação económica que tem vindo a ser seguida. As medidas ontem anunciadas insistem no mesmo caminho. É pouco inteligente pensar que os resultados serão diferentes».

Nicolau Santos, «Expresso Online», 7 Setembro

Até para mentir é preciso ser competente

Da  leitura rápida que fiz às personalidades ouvidas esta noite pela Agência Lusa, na sequência das medidas de austeridade do governo, apenas vislumbrei o elogio rasgado de Pedro Ferraz da Costa, ex-presidente da CIP e presidente do Forum para a Competitividade. Um patrão, portanto. Todos os outros, de políticos, economistas e reitores, contestam o rumo traçado. Até Mira Amaral está «chocado». Depois do aldrabão do Sócrates, calhou-nos em sorte outro acrobata, mas que mente muito pior do que o ex-primeiro ministro socialista. Será que é desta que o país acaba, como um dia teorizou o sociólogo Barreto?

O «cara de pau»

«Cara de pau» foi o que ouvi da boca de Honório Novo do PCP e explica de forma cabal o modo como Passos Coelho anunciou mais um aumento de impostos de forma encapotada. Em nome de uma alegada equidade, sobe-se as contribuições dos privados, diminuiu-se o das empresas, sem nunca dizer que estamos a aumentar impostos. O CDS diz que sim senhor. A marcha fúnebre continua. O PCP agita-se e promete agitar, com a ajuda das centrais sindicais, o Outono. O discurso do Pontal, afinal, nunca existiu. Foi um verdadeiro sonho de uma noite de Verão.

O sol dá lugar à chuva

O sol e as altas temperaturas darão lugar à chuva forte e à trovoada, com o início da tempestade previsto para as 19h20, altura em que o Primeiro-Ministro vai começar a ditar a nossa sentença para os meses que faltam para terminar o ano. Se olhar para o céu e dominar a cor azul, é porque está daltónico.