05 agosto, 2012

O sexto anel

Luke MacGregor, fotógrafo da Reuters, é o autor de um instantâneo que vai, certamente, deliciar os amantes da beleza das imagens. A sobreposição da Lua como sexto anel olímpico, tendo como pano de fundo a icónica London Bridge.

Bom miminho ZON


Na luta desenfreada com a Meo, a «angolana» ZON deu esta semana um miminho aos seus assinantes, enviando para sua casa uma carta com a oferta de dois bilhetes para assistir a um filme na cadeia de cinemas do grupo. Na missiva a operadora tenta redimir-se da falha do serviço digital ocorrida há um par de semanas. Uma espécie de docinho para fazer esquecer um serão atribulado para vários clientes, incluindo este vosso servidor.

A frase do dia

«Sinto mágoa de muitas das pessoas em Portugal não terem a cultura desportiva suficiente para valorizar muitos dos resultados que foram aqui obtidos. Todos queremos ganhar medalhas, todos queremos ganhar tudo, mas para chegar a este nível é preciso estar muito acima da média. Se todos tivéssemos a mesma competência e o mesmo nível que têm os nossos atletas, estou convencido de que seríamos um país muito mais desenvolvido», Mário Santos, chefe da missão olímpica de Portugal em Londres 2012, Agência Lusa, 5 Agosto 2012

Com a faca e o taco na mão

Na Sala Oval, onde os filhos de Kennedy gatinharam em cima dos sofás e a estagiária Monica fez uma prova oral a Clinton, o Presidente Obama fala telefonicamente com líderes mundiais com um taco de basebol na mão. Aconteceu com o seu homólogo turco Erdogan do outro lado da linha. Os turcos ficaram indignados com a foto divulgada pela Casa Branca, da autoria do fotógrafo Pete Souza. E nao foi inocente. Quem se mete com a potência, leva...

O invencível Bolt

A Jamaica é conhecida, entre outras coisas, por ser a terra de Bob Marley, dos furacões e dos melhores velocistas à face da Terra. Usain Bolt venceu a prova mais aguardada do atletismo nas Olímpiadas de Londres, os 100 metros, com uma superioridade indiscutível, deixando Blake, também jamaicano e seu colega de treino, no segundo posto. Este pedaço de terra nas Caraíbas é, como o Luís Lopes definiu, a «ilha mágica da velocidade». A avaliar pela capacidade de produzir velocistas de primeira água,  pelas terras quentes da Jamaica não deve ser fácil perseguir ladrões.

04 agosto, 2012

Quando o desporto é um part-time...

Michael Phelps igualou o número de medalhas (22) que o desporto português obteve em um século de olímpiadas. Humilhante? Não, realista. Ponham os olhos no exemplo da atleta lusa Clarisse Cruz, 34 anos, que se apurou para a final dos 3000 metros obstáculos, depois de uma queda durante a corrida. Explicou ela, no final, que apesar de estar no seu melhor estado de forma, não tem sido fácil conciliar o seu trabalho e os treinos pós-laborais com vista à alta competição. Ou seja, o desporto na vida desta atleta é um part-time por pura carolice. Contra factos, não há argumentos. Pedir a amadores que compitam ao mesmo nível dos profissionais é tremendamente injusto.

A arte de comentar

Nem tudo é mau no serviço público de televisão. Excelente cobertura da RTP dos Olímpicos, distribuindo as provas pelo seu canal HD, pela RTP-2, a RTP-Informação e, sempre que há finais com portugueses, pela RTP-1. Os comentadores também são, maioritariamente, pessoas afectas às modalidades. Treinadores, ex-atletas, etc. Um tal «Nuno», que comenta as provas de trampolins, está a passar todas as marcas. Comenta com tal paixão que até diz o que o atleta Diogo Ganchinho está a sentir, aquando da eliminação. Mas o melhor narrador é mesmo Luís Lopes. Ninguém sabe mais do que ele no que diz respeito a qualquer modalidade do atletismo. Domina a técnica, a táctica, a estatística e...se calhar o mais importante, tem memória. Só ele consegue tornar os 20 kms marcha numa corrida dinâmica e interessante. Ninguém adormece ao ver uma prova de atletismo.

03 agosto, 2012

Manta Rota, Passos magro


O que é nacional é bom. A Manta Rota continua na moda para Passos Coelho. Assiste-se a um ponto de viragem na liderança dos governos em Portugal. Normalmente os primeiros-ministros ganham peso quando chegam a S. Bento, mas com Passos Coelho passou-se o inverso. O homem está um «pau de virar tripas». Será que a austeridade já chegou à Rua da Milharada, em Massamá?