30 outubro, 2011

Horas trocadas

O «Álvaro de Vancouver» quer obrigar os portugueses a comprar um carrito sob pena de condenar ao gueto a malta que mora nos «outskirts» das capitais. Carris e Metro estão no olho do furacão para restrições nos serviços nocturnos. No transporte que anda debaixo da terra essa contenção já se nota. No final da manhã de hoje, domingo, os placards luminosos do Metro ainda indicavam a hora de Verão. Se ninguém se lembrar de mudar a hora amanhã, início de semana, pode acontecer um verdadeiro caos na corrida aos trabalhos. Os patrões é que agradeciam, era sinal que os lisboetas picavam o ponto uma hora antes da hora habitual.

A troika fictícia

Em jeito de anúncio teaser, anuncia-se que a troika fictícia vai falar ao país esta segunda-feira, pelas 19h55. Vendo a coisa com mais atenção, constata-se que não é o «Mr. Blue Eyes» dinamarquês que vai aparecer, mas sim Bruno Nogueira, José Pedro Gomes e Miguel Guilherme, o triunvirato que vai apresentar à nação um novo programa na plataforma MEO. Como até ver, o riso não paga imposto, o melhor é seguir a comunicação com atenção.

O tempo mudou

A hora mudou e ela não voltou. Se anda distraído, recue o seu relógio uma hora. Logo vai parecer inverno a sério. Vai ser de noite pouco depois das 6 da tarde e vai amanhecer ao bater das 8 da manhã. Com os cortes previstos na circulação de metro e de autocarros, ingredientes perfeitos para acentuar a depressão colectiva. Isto não é ser catastrofista,é ser realista.

29 outubro, 2011

7, o número mágico

Sai amanhã nas bancas brasileiras e lá para terça-feira deve aterrar nos quiosques portugueses. Uma grande capa, para uma grande revista. «Veja» se não perde este número.

As ideias de um estrangeirado

A «carola» do estrangeirado Álvaro não pára. O Executivo pondera a possibilidade de encerrar o Metro uma hora antes da meia-noite, não estando descartado outro cenário: o encerramento às 21 horas de algumas estações do metropolitano de Lisboa. É mais uma para atirar o barro à parede a ver se pega. Se a populaça se mostrar indiferente, avança-se, se a malta contestar a medida à séria, retrocede-se.

O golpe do baú

O caso Duarte Lima tem todos os ingredientes para ser apaixonante. Milhões, heranças, crime, política e imbróglio judicial que pode retardiar o julgamento do acusado. A ascensão e queda de uma transmontano de parcos recursos, que subiu na vida a pulso. Numa entrevista que a SIC recuperou dos seus arquivos, Baptista Bastos faz a pergunta assassina a Duarte Lima, citando Balzac: «Todas as fortunas assentam num crime». O ex-líder parlamentar do PSD balbucia, espantando com a questão. A verdade é que de tostões fez milhões e o seu património imobiliário é digno de um sheik do Dubai. A acusação do Ministério Público brasileiro sobre a morte de Rosalina põe em causa todo o seu passado, inclusive a nobre luta que travou contra a leucemia e as acções posteriores que desenvolveu em nome do combate à doença. O mais inquietante de tudo isto, para além do hediondo crime praticado, é que o «padrinho» político de Duarte Lima dá pelo nome de Ângelo Correia. O mesmo que lançou Passos Coelho para São Bento.

28 outubro, 2011

As revelações de M&M

Os conselheiros de Estado estão obrigados a manter sigilo sobre as reuniões que mantêm sob a égide do Presidente. Marques Mendes quebrou as regras e ontem, na sua homília na TVI24, revelou que durante as 6 horas de clausura houve sandes, cafés e...sumos de laranja.

A frase do dia

«Seria mais interessante que o Governo tivesse a coragem de cortar só o 13º terceiro mês e manter um imposto extraordinário ao setor privado para que o sacrifício não fosse só para a função pública. Isso sim, seria equidade», Augusto Mateus, ex-ministro da Economia, Agência Lusa, 28 Outubro 2011