22 maio, 2011

Cinzas em tribunal

Os chatos dos islandeses agora deram em chatear quem quer viajar, com os seus vulcões subitamente despertos. Um ano depois, eis que outro, com um nome algo mais pronunciável, entra em erupção, deixando cinzas na atmosfera a caminho da Escócia, Reino Unido e provavelmente norte de Espanha lá para o fim da semana. Juro que se me lixarem as férias por volta do 10 de Junho vou com estes gajos para tribunal. Haja o que houver.

O cérebro de DSK

Pelas últimas notícias, o caso Dominique Strauss-Khan (DSK) ainda acaba num acordo financeiro entre o milionário francês, cuja carola só pensa em meninas, como a imagem documenta, e a empregada do Sofitel. Quem disse que o dinheiro, exceptuando a felicidade, não compra tudo?

Portugal é Europa? Não, eu quero ir para a Europa mesmo

Com a habitual ânsia de dizer tudo de um fôlego (proeza que só é completada de forma brilhante por Sandra Felgueiras, a jornalista-matraca mais competente com um microfone na mão), um dos repórteres da RTP destacados para a final do Jamor, disse qualquer coisa como isto: «Hulk tem o sonho de jogar na Europa». Bem sei que isto se parece mais com um enclave que acabou de pedir ajuda humanitária, mas também não havia necessidade de desmoralizar ainda mais as tropas.

«Special One II»

A «máquina assassina» de Vilas-Boas ganhou o quarto troféu da temporada. O Guimarães foi cilindrado por 6-2 no Jamor, na final da Taça de Portugal. O treinador do FC Porto só fica para o ano se ele e Pinto da Costa quiserem. Abrahmovic já deve ter ouvido falar do «Special One II». As semelhanças com o original, afinal, já começam a notar-se. Pela sucessão de vitórias, pelo discurso programado e pelos gestos estudados. A bandeira de Portugal que o enrolou no final do jogo é disso prova.

21 maio, 2011

Sai um «Pichici» para Cristiano

Por falar em milionários da bola, Cristiano Ronaldo acabou a época em beleza. O madeirense fez dois golos na goleada de 8-1 do Madrid ao Almeria e atingiu recorde absoluto do melhor marcador da liga espanhola (o prémio «Pichichi»), com 40 golos. A equipa de Mourinho perdeu o campeonato, mas acabou somente a 4 pontos do campeão Barcelona, tendo sido a mais realizadora com 102 golos, em 38 jogos. Ronaldo marcou mais de um terço. É obra.

Vamos nessa, Vanessa!

Como não dá uns chutos na bola e não aufere milhões, até nos esquecemos dela. Mea culpa, por isso. Vanessa Fernandes interrompeu a sua carreira brilhante como triatleta e está internada a contas com uma depressão, associada a anorexia e bulimia. Num país que nunca apoiou outras modalidades que não fosse o futebol, e que exige medalhas como amedoins aos seus atletas sempre que há umas olímpiadas, Vanessa foi vítima da «prata» (meu Deus, que fracasso!) em Pequim e de ter dito umas verdades sobre o turismo olímpico de alguns dos seus colegas. Não aguentou a pressão - provavelmente não tinha uma estrutura à altura em seu redor - e caiu num buraco onde não se sabe se sairá. Por acaso até é atleta do Benfica, mas o que é prioritário é ganhar a a Champions, não é presidente?

Caril, catinga e sardinhas assadas

Com o Catroga em férias forçadas, eis que surge Fernando Nobre com a primeira pérola da pré-campanha: «Como todos os portugueses somos africanistas de Massamá. Eu sou o maior e talvez o mais africanista de todos os candidatos, por Lisboa e talvez não só». Agarrem-me senão ainda dou uns estalos neste homem! Está visto que com esta conversa, PS e PSD querem impor à força que os portugueses são multiculturais e adoram emigrantes a cheirar a caril e a catinga. Falso. Contratar paquistaneses de turbante que podiam perfeitamente ser operacionais da Al-Qaeda em Lisboa para agitar bandeiras do PS também é outro número digno do Cooperfield da Buraca. Não podemos pedir à troika que nos forme um governo com os homens deles, com o «blue eyes» a primeiro-ministro?

Humor negro

A primeira tranche da nossa ajuda foi aprovada pelo FMI e o cheque dirigido ao sr. Silva, Cavaco, bem entendido, vem com a assinatura, supõe-se que personalizada, do terror das camareiras, Dominique Strauss-Khan. Aquele «K» já indiciava qualquer coisa...