26 novembro, 2010

RTP do contra

O programa já não tinha a força de outrora, mas é sempre de lamentar o fim do «Contra-Informação» na antena da RTP. A confirmação chegou hoje: a estação do Estado não vai renovar o contrato com a Mandala. Desconhece-se se houve ou não pressões políticas para este desfecho. Sem os «Gato Fedorento», sátira política a sério só mesmo no «Inimigo Público» ou no «Governo Sombra», na TSF, ainda que para uma imensa minoria.

Camarada ecológico

À boa maneira do que fazem os políticos em Inglaterra, o camarada Bernardino «Kim il» Soares estava esta manhã, ao bater das 8h30, na plataforma do Metro do Marquês de Pombal, à espera que o comboio o levasse ao Rato, para de seguida fazer o curto trajecto até ao Parlamento. De mochila às costas, o jovem líder parlamentar comunista andava de um lado para o outro, provavelmente a meditar no que ia dizer, dali a uma hora, no debate final antes da votação do Orçamento. Um exemplo de um deputado ecológico.

25 novembro, 2010

Desejo de uma estrangeirada

Maria de Medeiros, outra estrangeirada da pátria, defendeu hoje que «está na hora» de Portugal e Espanha fazerem a «união ibérica», porque, justifica, «a união faz a força». Na opinião da actriz, os dois países «têm tantas coisas que os unem e tanta riqueza cultural em cada uma das suas regiões que devemos tentar a união». Ela que tente, de preferência em forma de filme. Guião já tem.

Bonecas, canetas e moleskines


Com a irreverência que se lhe reconhece o jornal «I» decidiu ajudar o poupadinho líder social-democrata a arranjar umas prendas baratas para as outras duas filhas e a mulher Laura, excluídas da espartana lista natalícia de Passos Coelho que integra, apenas, a filha Júlia, de 3 anos. Uma boneca de pano comprada no Continente por 4, 99 euros, um DVD do filme «A Rainha», adquirido na Amazon, a 3, 20 euros, uma Caneta Muji, por 1, 50 euros, à venda na loja desta cadeia que em breve estará em Portugal, para escrever num sempre charmoso Moleskine, comprado por 9,68 euros, na FNAC. Como vê, caro putativo primeiro-ministro de Portugal, deixe de se lamentar e não deixe os seus mais chegados de mãos a abanar.

24 novembro, 2010

Sinal vermelho

Os dois principais objectivos do Benfica ficaram pelo caminho em Novembro, ainda a época não vai a meio. Depois do FC Porto se distanciar inapelavelmente no campeonato, os encarnados são eliminados da Champions, após mais uma humilhante derrota em Israel. Se já não se pode apontar o dedo a Roberto, sem culpas nos golos, os olhos continuam a recair sobre Jesus e sobre jogadores como David Luiz, Javi Garcia e Saviola que se eclipsaram completamente relativamente à performance do ano passado. Talvez fosse oportuno o «orelhas» Vieira falar à nação dos seis milhões. É que mais depressa há insubordinação na Luz do que no país.

O paciente português

Podem ter feito greve os tais 3 milhões de que falam os sindicatos, mas amanhã de manhã, o país será rigorosamente o mesmo. Pelo governo falaram o júnior secretário de Estado Castilho e a ministra e ex-sindicalista André, para não dar muito estrilho. Portugal e os seus ilustres cidadãos continuam a navegar em águas muito chocas. Por toda a Europa, hoje em Itália e de novo no Reino Unido, novas manifestações estudantis contra medidas dos governos. Por cá, vai tudo andando. Sem apelar à insubordinação isto está a precisar de algum músculo para agitar consciências. O paciente português está ligado à máquina, mas continua a achar que pode fazer a vida de estróina dos últimos anos.

Poupadinho à força

Sempre desconfiei de políticos moralistas. Passos Coelho parece ser mais um desses. Primeiro foi o episódio do verão em que passou férias numa «modesta» casa da Manta Rota. Agora, durante a apresentação de um livro da amiga Luisa-Castel-Branco, confessou que este Natal «fará uma poupança forçada», reduzindo a lista de presentes à sua filha mais nova, de 3 anos. «Os adultos este ano não têm presentes porque não há meios para isso», diz o presidente do PSD ao «Correio da Manhã». «Não me vou endividar para estimular a economia. Cada um deve gastar aquilo que pode e eu não gosto de gastar aquilo que não posso», acrescentou.
Isto pode parecer muito bonito ao povo e dar alguns milhares de votos nas eleições antecipadas de 2011, mas não queiram que acreditemos que o sub-urbano de Massamá não ganha o suficente, e amealhou o suficiente na sua vida de empresário ao serviço do «árabe» Ângelo Correia, para gastar em «regalos de navidad». Bullshit.

Serviço mínimo garantido


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