12 outubro, 2010

A terra vai parir 33 mineiros

Quem diria que nas profundezas de uma mina no deserto do Atacama, no Chile, o dia 69 de cativeiro forçado seria o que, que previsivelmente, a terra vai parir a totalidade dos 33 mineiros. A Endemol, que inventou o formato «Big Brother», não faria melhor. Estar fechada numa mina é uma experiêncial-limite muito mais desafiante do que encerrar concorrentes numa casa com câmaras e todas as comodidades. O mundo aguarda pelo resgaste. Feliz.

O triunfo da psicoterapia

O que faz a mudança de treinador...E vão duas vitórias dos comandados do seleccionador mais mal penteado do Mundo. Esta última com o doce sabor de ter sido no reduto de um país que se diz estar na bancarrota. Voltamos a estar na corrida para o Euro-2012. Os rapazes até já correm e sabem meter bolas no fundo das balizas. Cristiano Ronaldo aprendeu a cantar o hino. Eduardo continua igual a si próprio, um «frangueiro». Mas isso agora não interessa nada. A tranquilidade está enterrada. Viva a psicoterapia no futebol!

Olha que dois!

Há menos dois desempregados em Portugal. A TVI aceitou empregar dois ressabiados de primeira água do PSD e do PS, Santana Lopes e Manuel Maria Carrilho, dois ex-ministros da cultura, como comentadores políticos da estação «mãe» e como participantes num debate a dois no canal de informação, TVI 24.

A civilização da violência


Incidentes graves envolvendo os ultra sérvios levaram à interrupção do jogo entre Itália e Sérvia, ao minuto 6, numa partida de apuramento para o europeu que decorria em Génova. A batalha campal prolongou-se para as ruas da cidade portuária. O arremesso de pedras contra o autocarro dos sérvios atingiu o ex-guardião do Sporting, Stojkovic. Tão dura e expedita a punir minudencias, espera-se que a UEFA use mão dura para penalizar os medievais comportamentos dos radicais sérvios.

11 outubro, 2010

O «apagão»

A emissão da RTP-1 em directo da Aula Magna esteve um minuto num enorme buraco escuro.
O futuro de Portugal é tal e qual o que aconteceu durante o «Prós e Contras» desta noite com os senadores Eanes, Soares e Sampaio: um «apagão», sem data prevista para voltar à normalidade. Mais valia terem posto a velhinha mira técnica.

Lisboa, a «Nápoles» do Atlântico

É misteriosa e enigmática a «boa imprensa» que protege o autarca Costa desde que está na vida política. Tirando uma "estória" sobre o SIRESP que a TVI explorou até à medula no tempo de Moura Guedes, podia-se dizer que Costa é um político isento de rabos de palha. Pelo menos os denunciados pelos «media». Hoje foi mais uma campanha mediática ao mais alto nível, com «tempo de antena» na TSF e uma entrevista no «Diário Económico», assinalando a transferência do seu gabinete dos Paços do Concelho para o Largo do Intendente. Diz o Costa, o autarca que anda de Metro quando o "Rei faz anos" e em vésperas de eleições, que quer «revolucionar a imagem» da zona, uma das mais problemáticas do centro de Lisboa, onde coexistem a droga, a prostituição, a violência e a pobreza. Show off puro. É preciso mudar algo para que fique tudo na mesma. Propaganda por propaganda, mais valia acompanhar os cantoneiros na recolha do lixo e da porcaria que torna Lisboa uma das urbes mais sujas da Europa. Uma espécie de Nápoles à beira do Atlântico, mas sem máfias a apoderarem-se do negócio. Ainda.

Reflexões do historiador da moda

Num país de modas também temos um historiador de moda e na moda, chama-se Rui Ramos e é o coordenador da famosa «História de Portugal». Numa excelente entrevista ao não menos excelente suplemento de sexta-feira do «Negócios», o docente do ICS afirma uma verdade, à boa moda de La Palisse, mas que é fiel à realidade: «a nossa classe politica não é melhor nem pior que o resto da sociedade». Questionado sobre se é possível existirem insurreições e motins como os verificados em França e na Grécia, Ramos refere que esses comportamentos «não estão na tradição portuguesa». O melhor é mesmo esperar até que isto caia de podre.

À espera que chova

Vinha numa das últimas edições do «DN». A PSP emitiu uma série de ordens internas no âmbito de um plano rigoroso de poupança que implica reduções no papel, na luz e até na água. Uma das determinações concretas foi que daqui em diante os carros-patrulha deixam de ser lavados com água del cano e passam a ficar à espera que chova, do céu. Se tivermos um temporada de seca neste outono as viaturas dos agentes da autoridade podem ficar completamente descaracterizadas, ou seja no ponto para perseguições à americana.