Está instaurada a lei marcial na academia do Sporting, em Alcochete. Depois da imposição do dress code aos funcionários do clube, banindo o uso de calças de ganga e outros adereços mais folclóricos durante o expediente, o «Record» divulgou hoje uma nova «cartilha» da responsabilidade do director desportivo para o futebol, Costinha, também conhecido por «o ministro». As proibições aos jogadores incluem a leitura de jornais, o visionamento de televisão, a passagem a menos de «x» metros do gabinete do dito director para o futebol e o fim das brincadeiras com o carismático roupeiro Paulinho. A coisa assemelha-se a um colégio interno. O ambiente deve andar de cortar à faca no reino do leão.
02 outubro, 2010
Academia de polícia
Está instaurada a lei marcial na academia do Sporting, em Alcochete. Depois da imposição do dress code aos funcionários do clube, banindo o uso de calças de ganga e outros adereços mais folclóricos durante o expediente, o «Record» divulgou hoje uma nova «cartilha» da responsabilidade do director desportivo para o futebol, Costinha, também conhecido por «o ministro». As proibições aos jogadores incluem a leitura de jornais, o visionamento de televisão, a passagem a menos de «x» metros do gabinete do dito director para o futebol e o fim das brincadeiras com o carismático roupeiro Paulinho. A coisa assemelha-se a um colégio interno. O ambiente deve andar de cortar à faca no reino do leão.
Nicolau do laço
É esta a capa, no mínimo egocentrica, do livro de crónicas de Nicolau Santos, director adjunto do «Expresso» e apresentador do popular «Expresso da Meia Noite». Apesar da crise, «Portugal vale a pena», como diz o Nicolau do laço, mas não havia necessidade de colocar este figurão do seu autor na capa. Espelho meu, há alguém mais inteligente e belo do que eu?
01 outubro, 2010
Teso e sem vergonha, mas a sonhar alto
O cúmulo da desfaçatez é o homem que classifica as medidas de austeridade apresentadas como um «aperto no coração» ainda não ter perdido a esperança que vai fazer o TGV em nome da modernidade. Disse-o esta noite no périplo televisivo e justificativo, iniciado na RTP. A pouca vergonha não conhece limites. O portugueses sempre adoraram cair na esparrela do conto do vigário. Acontece. Duas vezes seguidas é que é mesmo um acto de masoquismo ou estupidez.
30 setembro, 2010
Celebração ou enterro?
Não parece, mas o país prepara-se para uma festinha na próxima terça-feira, 5 de Outubro: os 100 anos da República. As faixas a dizer «vamos festejar Portugal» inundam as principais avenidas da capital e a própria Ponte 25 de Abril. Um século é um século, mas foi pena não se ter suspenso, em tempo útil, o vasto programa de comemorações custeado com o dinheiro dos contribuintes. Os portugueses detestam insubordinações, mas talvez fosse oportuno, e mediático, para começar, organizar manifestações para protestar contra o regime republicano, no dia do seu centenário. Telefonem aos monárquicos, aos 1 346 que existem no «rectângulo», e até pode ser , devido à originalidade e arrojo que caracteriza os senhores da Causa Real, que se arranje um protesto em condições.
O «politiqueiro de segunda»
Chão que deu uvas
Já se sabia que Mário Soares não gosta de Durão Barroso nem com molho de tomate e nutre um fraquinho por Passos Coelho. A relação com Sócrates sempre foi fraterna e intensa, mas parece que isso já foi chão que deu uvas. Literalmente. O «pai da pátria» comparou hoje os políticos aos vinhos: «Há boas épocas em que o vinho é esplêndido e outras épocas em que o vinho não presta. Nesta altura nós temos políticos que não prestam». Descodificando: bye, bye, Sócrates!
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