19 agosto, 2010

E se Obama morasse em Massamá?

Obama não mora em Massamá, mora na Casa Branca, mas, apesar de não haver nenhum Mendes Bota nos Estados Unidos, também é violentamente criticado por ir de férias. A família, e o inseparável cão de água português, Bo (na foto, a subir as escadas do Air Force One) partiu hoje para mais uns dias de descanso em Martha's Vineyard, perante um coro de protestos pelos elevados custos destas férias do agregado presidencial para o bolso dos americanos.

Aldeia da «bonita camisa branca»

Na senda do que já aqui escrevemos sobre a nova tendência que se tem registado nos principais meios de comunicação social relativamente ao apoio ao líder da oposição, a «Visão», pela pena do seu director executivo, Filipe Luís, escreve o seguinte naco de prosa, altamente laudatório para o putativo primeiro-ministro de Portugal:
«Laura, a mulher, distribui sorrisos e simpatia, exibindo a classe e a discrição de uma primeira-dama. Pedro está bronzeado por dentro da sua bonita camisa branca, apresenta-se calmo, sem pressa e sem stresse. No lóbi do hotel, vai dando os últimos retoques ao discurso. Relvas, Bota, e o líder do PSD Porto, Marco António Costa, ajudam a dar a táctica».

Esplendor do Relvas

Afinal não é só Sócrates que gosta de estar de papo para o ar em hotéis afamados e de luxo. Segundo a «Visão», Miguel Relvas, o secretário-geral do PSD, passou férias no «hotel de luxo» Lake Resort, em Vilamoura. Será que o Mendes Bota sabia desta?

18 agosto, 2010

A misteriosa visita do delfim Rolando

Macacos me mordam se eu esta tarde não vi o administrador da Controlinvest, Rolando Oliveira, e delfim do todo-poderoso Joaquim Oliveira, também conhecido pelo Oliveirinha dos anúncios e do futebol, a sair da sede do jornal «Público», na Rua Viriato. Desconhecendo o motivo que levou a esta visita da concorrência à publicação da Sonae, sempre é lícito especular que o jovem Rolando tenha ido à loja do «Público» desesperadamente em busca da completamente esgotada colecção dos doces para a Bimby. Até porque, empresários ocupados como este não têm tempo para a cozinha.

Estes publicitários devem estar doidos!

A McDonalds nunca foi muito querida em França, tendo sido até bastião do sentimento anti-americano nutrido pelos gauleses. O último anúncio da marca de fast-food está a indignar os fãs do mítico herói da Gália. Em vez do javali, Asterix & friends estão em redor de uma mesa a degustar um hamburger e batatas fritas, ao som da música local. Ciosos da sua cultura, os franceses consideram o anúncio um «insulto à herança nacional». Ou será chauvinismo puro?

O coleccionador de casos

Vi a foto na edição impressa do «Correio da Manhã» e quis certificar-me, na versão online, que o que observava era mesmo fiel à realidade. O carro de Carlos Queiroz, ontem, à saída das instalações da Federação, estava imundo, digno de lá se escrever «lava-me porco». É apenas um pormenor, mesquinho, dirão alguns. mas que bem pode caracterizar a personalidade de quem tem milhões e não verga (e bem, diga-se) no braço de ferro com a FPF, e não dispõe de 10 minutos para mandar alguém lavar-lhe a viatura. Mais um caso para este professor que alguns, já dizem, adora coleccioná-los.

Fuck you, budy!

Um meteorologista da BBC News está em apuros depois de ter feito um gesto obsceno para o pivô da emissão, que levantou algumas dúvidas sobre a fiabilidade das previsões. O pior é que o gesto foi mesmo emitido, «on air», como se diz na gíria. Mais um «pára-quedista» do Tempo. Já não se fazem cavalheiros da meteorologia com o saudoso Athímio de Azevedo.

«El culebrón del verano»

Rui Vilhena, o argumentista da maior parte das novelas de sucesso da TVI, gostaria certamente de ter escrito a história que marca o verão, ou como dizem os espanhóis, «el culebrón del verano», uma espécie de co-produção luso-brasileira, com intervenientes de ambos os países. Os ingredientes são de novela: Um empresário podre de rico, Tomé Feiteira, a sua amante, Rosalina, um homicídio, uma herança milionária, uma filha ciumenta e um advogado e ex-deputado português, Duarte Lima, alegadamente acusado de ter desviado uns dinheiritos da herança do velho e especialmente benquisto junto da sociedade portuguesa devido ao seu meritório trabalho no âmbito do combate à leucemia. Não me digam que este argumento não pede meças ao que o escritor de «Equador», o tal que detesta o Facebook, urdiu, primeiro em livro e posteriormente adaptado para TV.