Como li há bocado num site de informação, o debate sobre o Estado da Nação ficou marcado pela proposta indecente de Portas a Sócrates. O líder do CDS convidou o Primeiro-Ministro a demitir-se e propôs um governo tripartido, com PS (com novo rosto a liderar), PSD e...voilá, CDS. O líder centrista, o eterno escorpião que ferra sempra que pode, mas por vezes acaba por provar o próprio veneno, só não chegou ao escândalo de afirmar que queria a pasta dos Negócios Estrangeiros neste hipotético governo. O Paulinho, que já foi das feiras e da lavoura é, na realidade, um verdadeiro especialista em transformismo político.15 julho, 2010
Proposta indecente
Como li há bocado num site de informação, o debate sobre o Estado da Nação ficou marcado pela proposta indecente de Portas a Sócrates. O líder do CDS convidou o Primeiro-Ministro a demitir-se e propôs um governo tripartido, com PS (com novo rosto a liderar), PSD e...voilá, CDS. O líder centrista, o eterno escorpião que ferra sempra que pode, mas por vezes acaba por provar o próprio veneno, só não chegou ao escândalo de afirmar que queria a pasta dos Negócios Estrangeiros neste hipotético governo. O Paulinho, que já foi das feiras e da lavoura é, na realidade, um verdadeiro especialista em transformismo político.Esta selecção é só para velhos
Ganha força a teoria que os treinadores de primeira água, acham que a selecção é mesmo o final da sua carreira. Uma espécie de lar das selecções.
14 julho, 2010
Um ladrão altruísta
A RTP foi à rua ouvir o que os oeirenses têm a dizer sobre o seu autarca, condenado pela justiça a uma pena efectiva de 2 anos. Os inquiridos, não sabemos se escolhidos por sorteio ou pela linda cor dos olhos, não se fizeram rogados e o tom das respostas foi, em traços gerais, o seguinte: «Ele até pode roubar, mas tem obra feita».Estamos cada vez mais parecidos com o Brasil, em que os candidatos do tipo Isaltino foram apelidados de «eu roubo, mas faço». Para sermos ainda mais felizes só nos falta o petróleo e o crescimento económico. As raparigas bonitas e as caipirinhas já cá temos, prescindimos da importação.
Livraria ideal
Nunes Liberato, o chefe da Casa Civil do professor Cavaco, andava ao princípio da noite de hoje, na Fnac do Colombo, esvoaçante entre a secção de livros de política e de turismo. Parecia estar a fazer tempo, sem fito concreto em qualquer obra. Não se confirma que o braço direito do Presidente tenha ido a uma das livrarias mais concorridas da capital para levar todo o stock disponível dos livros de poemas de Alegre e os de ajuda humanitária de Nobre, nem sequer que o baixinho Liberato tenha perdido o seu tempo a passar os olhos pelo «best-seller» do momento, «Alberto João Jardim - O Rei da Madeira», a biografia não autorizada do grande líder insular.Não há publicidade grátis
O Crespo anuncia, com um ar solene que até irrita, que o suplemento dedicado a Portugal hoje publicado no «Financial Times» (FT), que inclui uma entrevista com o incorrigível optimista Mr. Sócrates, custou 240 mil euros, pagos por empresas públicas nacionais e outras privadas, com negócios com o Estado. Sinceramente não me choca demasiado, considerando o despautério que por aí anda em termos financeiros. Há malta que insiste em preocupar-se com as migalhas. Estamos fartos de ouvir dizer que é preciso «vender» o país lá fora. Se o «FT» é dos jornais mais prestigiados do mundo, não vejo qual é o drama.PS: Já sei que vou despertar a ira de assíduo visitante deste blog, mas custa-me mais ver o seleccionador nacional «abichar» 700 mil pela participação do Mundial. Mas como se mencionava no post anterior, é tudo uma questão de critério.
Uma questão de critério
Confesso que tenho dificuldade em perceber os critérios do alinhamento dos telejornais. A partida da selecção nacional para o mundial de futebol abre o noticiário, uma medalha de ouro num europeu ou num mundial de atletismo também merece honras de abertura de «telejornal», mas a vitória de um português numa etapa da mais prestigiada prova ciclista do planeta tem apenas 5 minutos de noticiário às...20h50. Leram bem. Com o pormenor histórico de que um português não subia ao pódio mais alto do Tour há mais de 20 anos. Não deve ser para perceber.
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