17 dezembro, 2009

Um clássico a pilhas

No próximo domingo à noite procurarei manter um perímetro de segurança de, pelo menos, dois quilómetros em relação à minha distância do Estádio da Luz. Eu diria que um morador do Alto dos Moinhos, para quem não conhece, nas imediações da «catedral», correrá alguns perigos se se expuser em demasia. O Benfica-FC Porto até não decide nada quanto à Liga, mas está a ser perspectivado com uma transcendência como se não houvesse amanhã. Para meter mais lenha na fogueira, já muito incendiada, o árbitro escolhido foi Lucílio Baptista, o tal da final polémica da taça da cerveja.
Para aquecer ainda mais os ânimos, Rui Moreira, o conhecido «dragão» do «Trio de Ataque» da RTP-N, concede uma entrevista ao «Ensino Magazine» em que mostra algumas dúvidas sobre o «seu» FC Porto, mas não deixa de dar a sua bicada no arqui-rival e no respectivo treinador: «As equipas do Jorge Jesus, como se viu pela sua passagem no Sp. Braga, são como o coelho da Duracell. Não sei se têm pilhas para aguentar o ritmo competitivo de toda a temporada».

Feelings, nothing more than feelings


Podemos vir a não ter Pepe, mas já contamos com o apoio dos Black Eyed Peas, que em video colocado no site da sua editora agradeceram denodadamente a escolha que Carlos Queiroz fez da aclamada música da banda norte-americana, «I Gotta Feeling», como «hino» inspirador da nossa selecção. Os moços não fazem a coisa por menos: vamos mesmo trazer o caneco...

Natal para restaurar a «montra»

Berlusconi saiu esta manhã do hospital de Milão, após uns dias internado. Consta que «Il Cavalieri» viajará, dentro em breve, para uma clínica suíça, onde habitualmente se submete às suas múltiplas operações à «montra», o que lhe permite, aos 73 anos, ter uma pele invejável.

16 dezembro, 2009

O homem do ano

Ben Bernanke, o presidente da Reserva Federal Americana, foi nomeado pela «Time» o homem do ano. «A recessão foi o tema de 2009, sem Bernanke teria sido muito pior», sintetizou a revista para justificar a distinção.

O grau zero da publicidade

Para os críticos do anúncio do Pingo Doce, aconselho uma análise sincera e desprovida de facciocismos à cretinice a que a Zon chamou «Postais de Natal». Manifestações de exibicionismo de ilustres anónimos, aproveitando os seus 5 segundos de fama. Parafraseando o spot da Zon, seria possível viver sem publicidade idiota? Poder até podíamos, mas não era a mesma coisa.

15 dezembro, 2009

A frase do dia

«Há um país a resolver», D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, recentemente distinguindo com o Prémio Pessoa, Agência Lusa, 15 de Dezembro, 2009

Uma dragona «atenta», «solidária» e «carismática»

A simpática revista «Natalíssimo», publicada na sexta-feira com os jornais «I» e «Grande Porto», lançou uma edição sobre a quadra festiva que atravessamos. Dirigida por Manuel Queiroz, jornalistas dos sete ofícios, que já passou por tudo o que foi órgão de comunicação social, surge generosamente povoada com muito beautifull people, caras conhecidas e a ascensão de um novo rosto da solidaridade da cidade invicta: Filomena Pinto da Costa. A antiga ex- do presidente do FC Porto que, após a explosão do caso da alternadeira Carolina, voltou para os braços de Pinto da Costa, emerge, em entrevista de duas páginas, como líder da associação AMA, uma entidade que ajuda instituições da capital do norte. «Atenta às dificuldades de todos», é o título da entrevista, mas o melhor fica reservado para o lead: «Entre compromissos profissionais no Porto Canal e no FC Porto, Filomena Pinto da Costa assume-se cada vez mais como um dos rostos mais importantes da solidariedade na cidade do Porto. A associação mulher atenta (AMA) é um desses projectos que esta mulher carismática decidiu abraçar». Carismática? Sinceramente, só se for por ser mulher de quem é. Confesso que vivo em Lisboa e desconheço os elevados méritos que a revista «Natalíssima» diz que a primeira-dama do FC Porto tem. Há uma Madre Teresa de Calcutá em potência por terras do norte?

Costa, o negociador

António Costa, o hábil negociador, vai pagar ao empreiteiro do Túnel do Marquês 18,5 milhões de euros, deixando cair todos os processos judiciais pendentes e viabilizando a conclusão do projecto, ou seja, a saída inacabada para a Avenida António Augusto Aguiar. O autarca lisboeta poupa cerca de 5 milhões, depois de o tribunal arbitral ter condenado a câmara ao pagamento de 23 milhões para compensar o consórcio por trabalhos a mais e pelos sete meses em que a obra esteve parada devido à providência cautelar interposta pelo então advogado José Sá Fernandes, como se sabe, actual vereador de Costa. Aparentemente parece boa a solução de Costa, continua é sem se compreender o que o une ao «emplastro» Sá Fernandes...