25 novembro, 2009

Festa «à Sporting»


Se o video não estivesse datado de Julho, eu diria, como um dos camaradas que postou no YouTube, que a pandilha sportinguista estaria a comemorar a saída do Paulo Bento do clube de Alvalade. Com muita tranquilidade e muita bebida em cima.

Ninguém investiga?

«Portugal tornou-se num destino seguro de fortunas desviadas do erário público angolano», Isaías Samakuva, lider da UNITA, o maior partido da oposição angolano, Agência Lusa, 25 Novembro 2009

A consultora de Cavaco

Cavaco está cada vez mais igual à «carneirada» dos políticos portugueses e dos dois principais partidos do arco do poder. Despromoveu Lima de assessor de imprensa, premiando-o agora com o cargo de assessor da Casa Civil. Tanta transparência, para um dos principais protagonistas do «BelémGate» por lá continuar no Palácio rosa. Para substituir Lima, Cavaco, foi buscar a jovem Ana Zita Gomes, mas com um curriculo digno de político profissional e carreirista: foi deputada social-democrata e secretária-geral da JSD. Zita não será, pelo menos na designação, assessora, mas sim consultora de comunicação. A avaliar pela jogada semântica, Lima deverá continuar a ser o «assessor» para a imprensa informal.
Como dizia no outro dia o historiador Rui Ramos, repetem-se os sinais de apodrecimento de regime. O cheiro proveniente de Belém e S. Bento começa a tornar-se insuportável.

Cortes ideológicos e editoriais

A nova directora do «Público» prometeu um corte ideológico com o passado desde que iniciou funções a 1 de Novembro. Pelo menos em termos editoriais, a primeira página, como a da edição de hoje, revela uma ruptura com o passado. Mas não tanto como se podia imaginar, até porque o ex-director, José Manuel Fernandes, começa no sábado uma coluna de opinião no jornal de onde nunca saiu.

24 novembro, 2009

O retrato do país em forma de telegrama

No blog do defunto «Semanário Privado» repesquei um artigo do advogado e ex-casapiano, Pedro Namora, em jeito de telegrama, que dificilmente teria lugar nas chamadas gazetas de referência que por aqui se publicam. Aqui vai a prosa.
Revi "O Padrinho", stop.
Entendi Sócrates, Vara; Gama; Júdice; Pinto Monteiro; Maçonaria; Pedroso; Soares; Jorge Sampaio; Rui Mateus; Fátima Felgueiras; Carlucci; Terrorismo; Camarate; Edite Estrela; Preto; stop.
Portugal necessita: bons actores, melhores sofistas, imaculados a granel, escutas anuladas, pedófilos e mafiosos perdoados, formalismo castrador, stop.
Siga a marcha, que para mais não dá, stop.
Viva a presunção da inocência decretada pelos aventais. Stop.
Viva o formalismo processual e a verdade que se fere! Stop.
Viva o triunfo do lixo, na secretaria, sobre a substância ! Stop.
Viva o país onde fazer de conta dá milhões! stop.
Viva a Fundação Soares e o pai da pátria! Stop.
Viva a face oculta de uma verdade por demais conhecida! Stop.
Vivam os democratas impolutos e os filhos da puta que se cuidem, porque a concorrência grassa! Stop.
Viva o rebanho que sai à rua "a horas certas", para eleger reiteradamente os que fazem do filme de Coppola uma pobre obra de ficção a quilómetros da realidade portuguesa. Stop.
Vivam os espertos que pontuam com frases certeiras a crítica inabalável aos bloguistas ensandecidos! stop.
Viva a marmelada entre o Pinto Monteiro e o Sócrates! Stop.
Vivam os que, bem comportados, determinaram o que significa Freeport, licenciatura na farinha amparo; face oculta com o rabo de fora; putativo engenheiro; CGD; BCP; Mota Engil; Galp; Pina Moura;Jorge Coelho; sucateiros; Expo 98. Stop.
E eu cada vez com mais vontade de comprar uma metralhadora. Stop!

Mais trabalho, menos socialização em rede

O director de informação da RTP está atento às redes sociais na sua redacção. Em entrevista ao «JN», José Alberto Carvalho refere que publicou há dias um conjunto de recomendações de «bom senso», que os «seus» jornalistas devem observar quando estão no Facebook, no Twitter ou em blogs pessoais. Mandamento um: «nunca publicar nada numa rede social que ele não possa colocar na antena da RTP». Mandamento dois: «Não é muito recomendável que um jornalista da RTP que esteja a fazer a cobertura de uma história manifeste opiniões tendenciosas no seu blog». O pivô do «Telejornal» assegura que as suas regras foram «bem recebidas» e lembra que nos Estados Unidos, já foi despedido um jornalista por causa de dois posts do Twitter.
Não sei porquê mas esta observação cheira a aviso à navegação da rapaziada da redacção da Marechal Gomes da Costa. As «twittadas» anti-executivo devem ter incomodado a central de informação informal dos ministros Silva Pereira e Santos Silva.

Investigações e alucinações

Figueiredo Dias, o «pai» do Código Penal, concede hoje uma interessante entrevista ao «Público», em que defende a tese que se a informação proveniente de um processo em segredo de justiça resultar de investigação jornalística, então não deve ser considerada violação do segredo de justiça. O eminente professor de Coimbra esquece-se é que o jornalismo de investigação já acabou, se é que alguma vez existiu por estas bandas. Agora aparece tudo nas secretárias das redacções, pela mão de funcionários judiciais, juizes ou magistrados do Ministério Público, a troco de umas massas para as férias. Basicamente a culpa pela violação do segredo judicial é de todos. É um pouco como o caso que Hercule Poirot teve para desvendar no «Crime do Expresso do Oriente». Todos eram suspeitos. Como todos detestavam a vítima, descobriu-se que todos os passageiros tiveram, directa ou indirectamente, «culpas no cartório».

Venha de lá esse abraço!

Jorge Jesus e Pinto da Costa encontraram-se numa cerimónia pública e trocaram o caloroso abraço que a primeira página de «O Jogo» documenta. Por mim nada a obstar, mas sabendo-se como os fundamentalistas futeboleiros reagem, não se admirem que este gesto acabe por sair caro ao treinador do Benfica.