21 novembro, 2009

Juventude em suspenso

Esta jovem, de ar angelical, pode estar à beira de passar o resto da vida atrás das grades, caso o juiz que a julga dê provimento aos argumentos da acusação. Chama-se Amanda Knox, 22 anos, é americana, e está a ser julgada, juntamente com o seu ex-namorado, Raffaele Soleccito, em Perugia, Itália, pelo alegado homicídio violento da sua companheira de quarto, Meredith Kerchner, em 2007. O caso tem contornos sui generis. Alegadamente um jogo sexual entre estudantes, com álcool e droga à mistura, acabou mal. Um dos envolvidos já foi dado como culpado. Amanda e Soleccito conhecem o seu destino a 5 de Dezembro.

Arquive-se!

Por entender que «não existem elementos probatórios que justifiquem a instauração de procedimento criminal» contra o Primeiro-Ministro, o Procurador-Geral da República ordenou o arquivamento das escutas que envolvem Sócrates no processo «Face Oculta». Como li algures na net, existem duas Torres do Tombo em Portugal, a do Campo Grande e a da Justiça portuguesa. Ambas são um gigantesco arquivo.

A «guerra das estrelas» num cinema perto de si

Está a ser projectado como uma espécie de «guerra das estrelas» do futebol espanhol, em versão cinematográfica. É o duelo Messi versus Ronaldo, o mesmo é dizer entre o Barcelona e o Real Madrid. Joga-se domingo dia 29, em Nou Camp, e também pode ser visto em várias salas de cinema em Espanha, numa iniciativa inovadora.

A Justiça tem sentimentos

A Justiça é cega, mas tem coração. Que o diga Paulo Penedos, o jovem advogado envolvido no caso com o sucateiro Godinho. O juiz de Aveiro mostrou toda a sua generosidade ao abrir uma excepção para Penedos júnior poder passar o Natal com Penedos senior, seu pai, evitando a proibição de os arguidos se contactarem. Para a compaixão ser ainda maior, o magistrado aplicou uma módica caução de 25 mil euros ao mais novo dos Penedos. Não está mal, para quem alegadamente facturou centenas de milhares de euros com a marosca. Para finalizar, o arguido também pode continuar a deslocar-se ao estrangeiro, ao contrário do que foi requerido pelo Ministério Público. «Tem 40 anos, filhos e precisa de continuar a ganhar a vida”, justificou o advogado, Ricardo Sá Fernandes. Outro caso com todo o ar de ir direitinho para a prateleira. Ainda se acaba por descobrir que tudo afinal não passou de linhas trocadas...

20 novembro, 2009

Critérios insulares

No exótico arquipélago da Madeira até o critério para definir os «indispensáveis» para tomar a vacina da Gripe A é diferente. O «DN Madeira» relata na sua edição de hoje que no centro de Saúde de Santo António, no Funchal, o vice-presidente do Governo Regional e a respectiva famelga, passaram à frente da populaça para tomar a vacina. Diz também a notícia que muitos médicos fizeram o mesmo com os seus entes familiares, precavendo as saídas para as férias de Natal. No jardim de Alberto João os «indispensáveis» não se misturam com a ralé.

Tudo em família

Lê-se no «Correio da Manhã», provavelmente o jornal que mais pancada tem dado no Governo, que Armando Vara admitiu em 2008, para sua secretária no BCP, uma senhora que dá pelo nome de Maria Júlia da Graça Pinto de Sousa. Se o «Pinto de Sousa» soa a familiar, então diremos que estamos a falar de uma prima direita de Sócrates.

19 novembro, 2009

É este o cartão de visita da União Europeia!

Fica-se com medo só de olhar para as carantonhas destes dois cavalheiros. Mas depois de se saber que Herman Van Rompuy (quem?) e Catherine Ashton (importa-se de repetir?), foram eleitos, respectivamente, presidente permanente do Conselho Europeu e alta representante da política exterior da Europa, a sensação de desconfiança aumenta. Estes dois desconhecidos, totalmente inexperientes nestas andanças, vão representar a União Europeia perante o Mundo. Pelo menos no papel. Aparentemente fica resolvida a dúvida levantada por Henry Kissinger quando desempenhou funções como secretário de Estado norte-americano: quando se quer falar para a Europa liga-se para quem? O melhor é apontar o número do impronunciável Van Rompuy...

Batota e irracionalidade

A vitória de ontem da França devia, teoricamente, unir o país, mas está a dividi-lo, suscitando forte debate em torno da identidade nacional, já para não falar do eventual conflito diplomático entre os governos gaulês e irlandês. Jornalistas, desportistas e políticos pronunciaram-se de forma distinta sobre o que se passou no Stade de France. «Estou envergonhado de ser francês. Somos uma nação de batoteiros», tem-se escutado nos múltiplos fórum promovidos por órgãos de comunicação social gauleses. Thierry Henry (herói ou vilão?) admitiu que jogou a bola com a mão, mas que não era o árbitro do jogo. Um prestigiado comentador televisivo, Thierry Roland, afirmou, sem papas na língua: «É um escândalo e uma vergonha. Foi uma sorte ter sido contra os irlandeses, porque caso fosse com outro país, mais quente, poderia ter havido mortos no estádio». Retenho, igualmente, a frase do antigo internacional irlandês e ex-jogador do Marselha, Tony Cascarino, provavelmente a opinião mais sensata, mas também a mais utópica: «As jogadas irregulares estão a matar o futebol e se Henry tivesse admitido perante o árbitro que ajeitou a bola com a mão e o golo tivesse sido anulado, teria ganho a admiração de todo o mundo do desporto. Como não o fez, a sua reputação ficará, para sempre, manchada».
Os adeptos do fair-play erguiam-lhe uma estátua, os irracionais «talibã» do futebol, bem como os patrocinadores e as televisões com interesses no Mundial da África do Sul, certamente que exigiriam a sua cabeça numa bandeja de prata.