14 novembro, 2009

Linguagem própria de um tasco

Os principais actores políticos e judiciais deste país continuam a insistir veicular as suas mensagens através de uma linguagem mais própria de um tasco muito mal frequentado. Pinto Monteiro está cada vez mais parecido com o seu antecessor, Souto Moura, também conhecido pelo «gato constipado», que falava à porta de casa, à saída da apresentação de um livro, onde calhasse. O PGR dá mais uma entrevista, e a avaliar pela manchete do «Expresso», num tom demasiado popularucho para o cargo que ocupa. Diz ele que divulga as escutas «para isto acalmar». O que será «isto»? Que eu saiba em Espanha, o juiz Baltasar Garzon não dá entrevistas. Haja dignidade!

13 novembro, 2009

A frase do dia

«O procurador-geral da República tem poucos poderes e, em algumas questões, é quase uma Rainha de Inglaterra», António Marinho e Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, Agência Lusa, 13 Novembro 2009

Responsabilidade de milhões

Simão confidenciou que o desafio de amanhã com a Bósnia será «um dos jogos das nossas vidas». Pudera. Segundo o «Jornal de Negócios» um eventual afastamento do Mundial 2010 custa 90 milhões de euros de prejuízo aos gigantes do marketing e da publicidade que patrocinam oficialmente a equipa das quinas, casos da Sagres, a TMN, a Galp, o BES, a Nike e a Coca-Cola.

Aberração na Liga da cerveja

O futebol português é uma caixinha de surpresas. Descobri hoje que um dos factores de desempate na Liga da cerveja (Carlsberg, para os amigos Pires de Lima e Hermínio Loureiro) é a média de idades dos jogadores em competição. O Portimonense segue em frente na prova, valendo-se da substituição do seu guarda-redes titular pelo seu suplente de 19 anos. Uma aberração. Era mais justo desempatar através de moeda ao ar.

O regresso do «animal feroz»

Há minutos, à entrada do CCB, a «sarna» Bernardo Ferrão esteve à beira de levar uma cabeçada do Primeiro-Ministro, na versão «animal feroz», depois de o confrontar sobre as suas alegadas mentiras denunciadas na edição de hoje do «Sol». Vejam logo nos telejornais a cara de Sócrates para o repórter.

Relação oculta

O «Expresso» juntou as peças do puzzle e descobriu que é mais o que aproxima Sócrates e Preto do que o que os afasta. Para ler com muita atenção.

12 novembro, 2009

Uma capa-isco

A capa de hoje da «Visão» levou muitos leitores ocasionais ao engano, atraindo-os a adquirir a publicação. Em muitos quiosques só tinham resistido dois ou três exemplares da revista do grupo Balsemão ao fim da tarde, em prejuízo da «Sábado», que não terá cativado a sua clientela com a reportagem sobre como Salazar espiou o Opus Dei. As palavras «Manual da Corrupção» e «como se obtém dinheiro para subornos», «como se fazem sacos azuis», «como se escondem lucros» e «como se atrasam processos» funcionou como uma espécie de engodo para muitos leitores que queriam saber como enveredar pela carreira do «Rei do Sucata», sem ser apanhado pela polícia. Ao lerem as páginas interiores ficaram, certamente, desiludidos.

Não me pronuncio, não me apetece

Mesquita Machado submeteu-se a uma entrevista em «fogo cruzado» da revista «Sábado». O presidente da Câmara de Braga e o seu assessor estiveram quase a «passar-se» durante os «49 minutos» de conversa devido à agressividade colocada pelos entrevistadores. Imperdível a passagem, completamente nonsense, em que o «dinossauro» autarca socialista responde (responde é uma forma de expressão) sobre os casos envolvendo o Primeiro-Ministro e que a seguir transcrevemos:
(...)
Que outros pecados cometeu José Sócrates?
Isso tem de lhe perguntar a ele
O processo Freeport ensombrou-o?
Não me pronuncio sobre isso.
Porquê?
Porque não me apetece.
E sobre o processo da Universidade Independente?
Não me pronuncio.
E sobre o processo das casas na Guarda?
Quais casas?

Que José Sócrates terá projectado.
Não faço ideia.
E sobre o processo do aterro da Cova da Beira?
Não, não me pronuncio.