Está de cortar à faca o ambiente no «Diário de Notícias». A notícia do e-mail entre jornalistas do «Público», a distância cultivada pela direcção do diário da Avenida e os fracos resultados alcançados em termos de vendas, estão na origem no grande desconforto que reina na redacção. Até já se comenta que João Marcelino, a todo o momento, pode vir a dar o salto para um qualquer lugar de topo de uma empresa de comunicação social pública, alegadamente devido aos seus «bons serviços» em prol do governo socialista. Seria uma espécie de corolário de carreira para um dos jornalistas mais odiados do nosso país.16 outubro, 2009
À espera da promoção
Está de cortar à faca o ambiente no «Diário de Notícias». A notícia do e-mail entre jornalistas do «Público», a distância cultivada pela direcção do diário da Avenida e os fracos resultados alcançados em termos de vendas, estão na origem no grande desconforto que reina na redacção. Até já se comenta que João Marcelino, a todo o momento, pode vir a dar o salto para um qualquer lugar de topo de uma empresa de comunicação social pública, alegadamente devido aos seus «bons serviços» em prol do governo socialista. Seria uma espécie de corolário de carreira para um dos jornalistas mais odiados do nosso país.A frase do dia
«Ouvi, na segunda-feira, com surpresa e nojo, designarem-se, uns e outros, por "colegas." Quando entrei nos jornais ensinaram-se o seguinte: "Jornalistas são camaradas e tratam-se sempre por tu. Colegas são as putas." Ficou-me para sempre», Baptista-Bastos, jornalista a escritor, sobre o último programa Prós&Contras, in Jornal de Negócios, 16 de Outubro 2009 15 outubro, 2009
Aconteceu na América, como não podia deixar de ser

As principais networks pararam para acompanhar o insólito caso. Uma criança de seis anos levantou voo de um balão que estava amarrado no jardim da casa dos pais, no Estado do Colorado. Estima-se que o balão tenha andado duas horas à deriva, vigiado por forte contigente policial, para acabar por pousar algures num imenso deserto. O pequeno Falcoon Heene não se encontrava a bordo. O desfecho pode ter sido trágico.PS: Como aconteceu na América, também podia ter sido mentira e foi. Veio a apurar-se, já madrugada em Lisboa, que o rapazinho, o «boy baloon», como ficou conhecido, nunca saiu de casa dos pais. Estivera escondido, simplesmente. Resta saber quem vai pagar o impressionante aparato policial mobilizado.
O elogio da imagem
De espírito aberto, coração limpo, não de mão estendida, mas de mangas arregaçadas. Assim se podia caracterizar, a la minute, a entrevista de Sócrates à «Visão», aclamada como a primeira entrevista pós-vitória eleitoral. O conteúdo é o habitual, vago, exceptuando a parte em que Sócrates diz que levou uns pontapés e que muitos o julgavam politicamente morto. «Enganaram-se», disse. O resto é o elogio da imagem, como a galeria fotográfica da «Visão» ilustra. A gravata vermelha (o pormenor do nó da gravata e da posição dos pés na galeria de imagens da «Visão» é delicioso) e as mangas arregaçadas, como que a dizer «let's do it», ficam-lhe a matar. Pena não passar tudo de boas intenções. O «esqueleto» do seu futuro governo é disso prova. É preciso mudar algo, para ficar tudo na mesma.Pouca renovação e muita dança da cadeira.«Caloirada» à solta
Ninguém duvida que as caras larocas mais giras do Parlamento são da esquerda parlamentar. Depois das meninas Drago, Rebelo e Amaral Dias, emerge agora no firmamento de S. Bento a menina Rita Rato, 26 anos, natural de Estremoz, eleita pela CDU. A foto com que ilustramos este post não é a melhor, mas é o que se pode arranjar. Se quiserem ver o potencial político da moçoila o melhor é mesmo comprar a edição do «Negócios» desta quinta-feira. Definitivamente a nova legislatura parlamentar passa a contar, a partir de hoje, com umas «caloiras» muito atraentes.Eu fico...na oposição
Sócrates desafiou Ferreira Leite para aliada política. A líder do PSD, quiçá surpreendida com a proposta, recusou. Portas promoveu uma conferência de imprensa depois de ter sido recebido pelo primeiro-ministro, indigitado, não esquecer, a assegurar «eu fico» na oposição. Parece que não foi convidado (ohh!) e mesmo que tivesse sido não podia aceitar. Perderia o eleitorado conquistado nas últimas legislativas e ficaria conhecido como «Portas vai com todos». Certo, certo, é que na oposição o pelouro do rendimento mínimo, da segurança e dos agricultores será dele e da sua pandilha. E desta feita com um pequeno exército de quase duas dezenas de parlamentares que bem coordenados podem valer mais que os pouco mais de 80 sociais-democratas representados nas bancadas de S. Bento.
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