04 outubro, 2009

A frase do dia

«Acho que um poeta pode ser um bom Presidente da República», Manuel Alegre, Weekend Económico, 3 Outubro 2009

Discurso e físico de populista

José Miguel Júdice desfiliou-se do PSD, mas mantém uma questão mal resolvida com o partido. Na entrevista a um grupito de eleitos publicada hoje no «DN», Júdice admite que Paulo Rangel vai suceder a Ferreira Leite porque é «o primeiro populista português». Mas diz mais: «é tão demagogo como o Alberto João Jardim e tão inteligente como o Paulo Portas. E tem físico para demagogo. O populista tem de ser igual ao português normal, rabo grande, bem-disposto, rir à gargalhada». O «chef» do «Eleven» já deu a receita para o perfil do próximo líder da oposição. Resta esperar que as «bases» e as «elites» sociais-democratas apreciem o «prato».

03 outubro, 2009

Como se diz «porreiro, pá» em irlandês?

À segunda a Irlanda disse «Sim» ao Tratado de Lisboa, mas todo este processo faz lembrar o árbitro, leia-se Comissão Europeia, que manda repetir o penalty porque alegadamente o guarda-redes se mexeu ao defender a penalidade máxima. Na repetição o penalty é mesmo convertido, porque tem mesmo de ser assim. O processo europeu parece, à partida, viciado. Tudo leva a crer que vai haver Tratado de Lisboa. Barroso e Sócrates, os tais do «porreiro, pá», ficaram com o seu nome no documento, mas esta Europa continua muito cambaleante. Faltam líderes inspiradores e rareia a categoria e o carisma para mobilizar as massas.

A atracção pelo abismo

O autarca Costa até gostava, mas argumenta que «Lisboa não tem condições» para organizar uns Jogos Olímpicos. Nem umas olímpiadas, nem um mundial de futebol, nem um europeu, que por acaso até já organizámos e do qual ainda estamos a pagar a pesada factura. Sempre ouvi dizer que quem não tem dinheiro não tem vícios. Por cá, os líderes que temos, teimam em sonhar alto e em assobiar para o lado, encaminhando as massas rumo ao precipício.

«Hackers» jornalísticos

O «Expresso», o tal de «referência», faz uma grande festa porque «conseguiu entrar na rede informática do Governo». Ninguém diria que o jornal de Balsemão viesse a descambar para actos de «pirataria», no limiar do crime, com uma abordagem a fazer lembrar o defunto «Tal & Qual».

Rio de Janeiro, 2016


Agora que apontamos baterias para Angola, é o Brasil que está na moda. Depois de ser seleccionado para organizar o Mundial 2014, o Rio de Janeiro vai acolher, pela primeira vez na América do Sul, as Olímpiadas 2016. O petróleo de Lula ganhou ao charme de Obama, que viu a «sua» Chicago ser derrotada «por goleada» e regressou a correr aos «states». Madrid voltou a perder pela segunda corrida consecutiva. Se calhar até seria uma candidatura mais segura do que a do Rio, mas os presidentes do COI costumam impor a sua lei na medida em que querem ficar para a História: Samaranch foi o primeiro a levar os jogos à China, Rogge será lembrado como o responsável do movimento olímpico que levou o evento à América do Sul. Lula da Silva ganha em toda a linha e tem caminho aberto para alterar a Constituição para fazer um terceiro mandato no Palácio do Planalto. Os brasileiros estão com o ex-metalúrgico.

01 outubro, 2009

Asfixia comunista

Há jornais ou publicações sucedâneas que, por muita credibilidade que tenham, jamais passam da cepa torta, precisamente por lhes ser vedado junto de outros confrades qualquer tipo de divulgação. O «Semanário Privado» é um desses casos. Num breve olhar pela primeira página deste título, chamou-me a atenção umas declarações da camarada Odete Santos. A que parece a ex-deputada queixa-se de ter sido «saneada» dos comentários da SIC-Notícias porque disse que a ministra da Educação tinha «umas grandes trombas». É a chamada asfixia comunista.

Passar a mão pelo pelo

Não há um que falhe. Para ser alguém na vida, leia-se na política, tem que se ser «esmiuçado» por Ricardo Araújo Pereira, a inteligência máxima dos gatos da SIC. Depois de António Costa, seguiu-se Rui Rio, dois putativos líderes do PS e do PSD, respectivamente. Quando acabar o programa e se fizer a contabilidade dos convidados presentes, é capaz só mesmo de faltar o prof. Aníbal, mas o nosso PR, como é do conhecimento geral, é pouco dado a esse acosso e «vigilância» televisiva. Do que ele gosta mesmo é de «comunicações ao país» quando o povinho está na manjedoura.