A boa notícia é que Durão Barroso foi eleito por mais 5 anos presidente da Comissão Europeia. A má notícia é que o «político que inventou o discurso da tanga» pode voltar (medo!!!) em 2014 à pátria, com muito orgulho, como ele hoje confidenciou, quase a verter uma lágrima. O timing é perfeito: a um ano de eleições presidenciais, com um olho em Belém, quando Cavaco estiver quase a meter os papéis para a reforma após concluir o segundo mandato. Será que em 2014 os portugueses ainda se lembram das aventuras do fugitivo Barroso no longínquo ano de 2004?16 setembro, 2009
O fugitivo só volta em 2014
A boa notícia é que Durão Barroso foi eleito por mais 5 anos presidente da Comissão Europeia. A má notícia é que o «político que inventou o discurso da tanga» pode voltar (medo!!!) em 2014 à pátria, com muito orgulho, como ele hoje confidenciou, quase a verter uma lágrima. O timing é perfeito: a um ano de eleições presidenciais, com um olho em Belém, quando Cavaco estiver quase a meter os papéis para a reforma após concluir o segundo mandato. Será que em 2014 os portugueses ainda se lembram das aventuras do fugitivo Barroso no longínquo ano de 2004?15 setembro, 2009
Como violentar uma «cavaca»
Ferreira Leite é tão «cavaca» que até irrita. Durante o frete desta noite notou-se que, nos segundos em que pensava as respostas às exóticas questões, amaldiçoava os que a obrigaram a estar presente nesta tortura. Como diz o outro, considerando as baixas expectativas para a entrevista nos Gato Fedorento, não se pode dizer que a senhora, esta não a outra, se tenha saído mal perante Araújo Pereira, mas para atingir o profissionalismo do seu "sósia", o Presidente da República, vai precisar de uns bons 20 anos de briefings e rodeada de assessores de imagem. Les beaux esprits se rencontrent

Corre de forma insistente o rumor que o quase eterno director/administrador do «Público» vai rumar a outras paragens depois das legislativas. A sucessivas reestruturações financeiras e editorais não têm resultado e o jornal da Sonae estagnou nas vendas, estando inclusive a perder leitores para o novo «I». José Manuel Fernandes desmente os boatos, mas alega que «não nasceu director e não vai morrer director». Uma das teorias que corre é que «Zé Manel» rumará a Bruxelas para assessorar Durão Barroso, outro «Zé Manel», tal como ele, um grande amigo dos americanos.14 setembro, 2009
Porreiro, pá!
Vasco Pulido Valente tem razão: Sócrates é um propagandista. Dos bons. Competente do ponto de vista da imagem e da comunicação, só Portas lhe chega aos calcanhares na difícil arte de ser o que não é. O primeiro entrevistado dos Gato Fedorento no «Esmiuçar dos sufrágios» saiu-se da melhor forma possível. Diz ele que os filhos lhe disseram para ser «simpático e bonzinho». Fica bem falar dos petizes, mas Sócrates tem uns bons assessores e é um excelente actor. Na conversa com Ricardo Araújo Pereira, que mais parecia o John Stewart nacional no seu «Daily Show», Sócrates marcou pontos, sabendo ele que estava a ser visto por uma audiência mais ampla do que a que assistiu aos debates e, mais importante, por um eleitorado mais jovem, muitos deles que votam pela primeira vez, e que necessitam de ser convencidos. O estilo cool e sem gravata também ajudou. Irrepreensível, dizemos. Porreiro, pá!13 setembro, 2009
A voz
Todos identificam a sua voz. Raros são os que conhecem a sua cara. Ele é o homem do leme do “navio-almirante” da rádio mais ouvida do País. João Chaves comanda, após 25 anos de emissões ininterruptas, o mítico «Oceano Pacífico», na RFM. No dia 18 de Outubro apagam-se as velas de um quarto de século deste programa sem paralelo nas ondas do éter. Em entrevista ao «Ensino Magazine» de Setembro, o locutor revela quais são as canções da sua vida e partilha ainda com o nosso jornal os retalhos da vida de ouvintes que se apaixonaram, casaram e até evitaram o suicídio inspirados pelo som das suas «grandes músicas». Sócrates e os seus apóstolos
Começa a ficar óbvio que Sócrates cometeu um deslize ao afirmar que o seu novo governo seria completamente novo. Hoje, deu o dito por não dito. Afinal, não tinha sido bem assim. De facto, um executivo socrático sem Silva Pereira, Vieira da Silva ou Santos Silva, só para citar os indefectíveis, é algo francamente impensável.O regresso da «Padeira de Aljubarrota»
Armada em «Padeira de Aljubarrota», Ferreira Leite protagonizou um dos momentos mais vivos no debate de ontem, com consequente eco na imprensa espanhola, aqui , aqui e aqui. E nem se pode invocar que foi apenas o jornal dos socialistas em Espanha que pegou no assunto. O periódico da direita do país vizinho foi até mais contundente e a declaração de que «Portugal não é uma província de Espanha» é uma das notícias mais lidas no «El Mundo».Proponho que a primeira visita oficial de Ferreira Leite ao exterior, depois de eleita, como «deseja» e «espera», seja a Espanha para fazer as pazes com os empresários e o poder político espanhol. Em campanha eleitoral pode não precisar deles, mas uma vez instalada na cadeira do poder a respeitável senhora é que capaz de ter que dar o dito por não dito.
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