18 abril, 2009
17 abril, 2009
Engenheiro, dê-nos atenção!
Depois do retiro pascal, regressou com toda a força o «Jornal Nacional - anti-Sócrates», com temas de rebimba o malho: imagens exclusivas da reunião em que Charles Smith chama corrupto ao querido líder e a renovação da frota automóvel do Parlamento que custou aos nossos bolsos 1 milhão de euros. O registo circense não abrandou no noticiário, já a postura gozona da Moura Guedes subiu alguns furos, depois de 15 dias de ausência. Mas é preciso reconhecer que os repórteres da TVI (eles e elas) são os que os «têm» verdadeiramente em «su sítio», profissionalmente falando. À saída da nova pousada de Viseu, uma menina jornalista de microfone em punho, perguntou a Sócrates: «Senhor Primeiro-Ministro, gosta dos Xutos?». Os seguranças e os assessores inviabilizaram a repetição da questão. Cá fora, uma manifestação de professores da zona centro entoava o hino da revolta:
«Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer»
16 abril, 2009
A «sirene da Lisnave» virou escritora
Um país, dois blocos
Tardia, eleitoralista e pouco relevante. Assim se pode caracterizar a aprovação do fim do sigilo bancário em casos de enriquecimento patrimonial injustificado. No fundo, essa possibilidade já existia no caso de decisão judicial, tendo-se progredido apenas um pouco mais no combate à fraude e evasão, agora que a «mina» das receitas fiscais se esgota. Quanto à corrupção, o verdadeiro cancro nacional, é ninguém mexe uma palha. O Bloco de Esquerda sai reforçado com a aprovação da sua proposta. Já o «Bloco Central» dos interesses permanece imóvel, a viver dos rendimentos e das negociatas. Fiéis á velha máxima de Lampedusa, «é preciso mudar algo, para que fique tudo na mesma».Nas mãos de Freud
Continua na moda escrever livros e compilar artigos saídos nos jornais. «Diz que é uma espécie de democracia» repete a cómoda receita, mas é genuinamente diferente dos demais no conteúdo. Para começar, deve informar-se que o seu autor é João Paulo Guerra, jornalista da velha guarda e opinion maker no «Diário Económico». O autor, que pediu auxilio ao seu amigo Baptista Bastos para mais um corrosivo prefácio, fala sobre «a comédia política portuguesa nos últimos 10 anos» e «reflecte sobre o país no divã». Para concluir, deixamos uma pérola de JP Guerra para abrir o apetite aos leitores para o livro da Oficina do Livro: «Em Portugal a culpa não morre solteira: morre viúva, orfã, enjeitada e, pior que isso, virgem». Clap, clap, clap.O portal das reclamações
Já se encontra disponível na net o Livro Amarelo, o Portal das Reclamações. Pela curta visita efectuada, dá para ver que os portugueses estão cada vez mais contestatários. Os protestos são de toda a ordem. Desde o falso Chihuahua, a facturação de chamadas para números de assistência técnica e, claro, as incontornáveis «faltas de profissionalismo» dos técnicos da hiper-contestada TV Cabo. 

