A «Material girl» cumpre, hoje, 50 primaveras. A avaliar pelos registos fotográficos, não lhe dávamos mais de...49, de tal forma está o seu corpo enxuto. Affaires e adopções à margem, Madonna é, provavelmente, a mais sólida artista a solo, nascida nos fervilhantes anos 80, e que ainda dá cartas no final da primeira década do século XXI. Quase que nem demos pelo passar do tempo. De «Like a virgin», «Live to tell», «Borderline», nos primórdios, até «Erotica», «Ray of Light» ou até ao mais recente «Hung up». Não escondo o meu fraquinho por «Like a Prayer», especialmente nas versões que a norte-americana tocou nos mega-eventos, como o Live 8, no Hyde Park, em Londres.16 agosto, 2008
Parabéns, «Material Girl»!
A «Material girl» cumpre, hoje, 50 primaveras. A avaliar pelos registos fotográficos, não lhe dávamos mais de...49, de tal forma está o seu corpo enxuto. Affaires e adopções à margem, Madonna é, provavelmente, a mais sólida artista a solo, nascida nos fervilhantes anos 80, e que ainda dá cartas no final da primeira década do século XXI. Quase que nem demos pelo passar do tempo. De «Like a virgin», «Live to tell», «Borderline», nos primórdios, até «Erotica», «Ray of Light» ou até ao mais recente «Hung up». Não escondo o meu fraquinho por «Like a Prayer», especialmente nas versões que a norte-americana tocou nos mega-eventos, como o Live 8, no Hyde Park, em Londres.Pedido de desculpa a todos os contribuintes
Francis Obikwelu anunciou o fim da carreira no atletismo depois de ter falhado a qualificação para a final dos 100 metros. Em declarações aos jornalistas, o nigeriano naturalizado português pediu desculpa aos portugueses por não ir à final dos 100 metros, com o argumento de que era pago por eles para estar nos Jogos Olímpicos. «Agradeço a todos, porque estiveram a ver-me na televisão, e peço desculpa. Eu estou a ganhar dinheiro porque o povo português está a pagar para eu estar aqui e não consegui chegar à final. Este é o meu trabalho e queria pelo menos dar uma final aos portugueses. Não quero arranjar desculpas. Foi um momento baixo, não consegui melhorar para estar na final. Sei que em Portugal todo o povo está a apoiar-me neste momento baixo. Não sei o que se passou, mas não consegui acelerar», disse. Não era preciso tanto, rapaz, mas aqui se prova que isto de se ser português não basta ter nascido cá para sê-lo, é preciso sentir.
Atitude fraca do atleta Fortes
Marco Fortes foi o primeiro atleta nacional a chegar a uma final do lançamento de peso nas olímpiadas, mas não se pode dizer que a estreia tenha sido auspiciosa. O 38.º lugar não é famoso, mas as tristes palavras do lançador no final da prova, são eloquentes do estado de espírito com que se entra para uma competição desta natureza: «De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo. À hora a que se realizou a prova, as minhas perninhas só queriam caminha (...) só queriam estar esticadinhas». Degradante. Ao que parece, ninguém avisou o senhor Fortes do horário madrugador da prova. 14 agosto, 2008
«La suerte custa mucho trabajo»
Bela operação de charme a entrevista/passeio com Quique Flores. Ganhou a SIC e ganhou o Benfica. A estação, em audiência, e o clube no capitalizar da imagem de confiança do treinador junto dos adeptos. Quique não diz o estafado «salir a ganar» do seu compatriota Camacho, preferindo, antes, o mais poético, «la suerte custa mucho trabajo». Flores parece mesmo um Mourinho castelhano. Moderno, usa iPhod, gosta de artes, cinema, veste casual e formal, quando é preciso, mas é, seguramente, mais simpático que o português. Menos dissimulado, porventura. Sabe de cor e salteado as técnicas de motivação, as filosofias e as frases-chave para «agarrar» os jogadores. Ficou a saber-se que foi esta equipa técnica que pediu ao Benfica para pintar de preto as redes das balizas da Luz. Que não seja sinal de enterro e que a sorte (e os resultados, se não for pedir muito) o acompanhem. Desejo de benfiquista.O ecrã traiu a égua
Já aqui falámos da participação portuguesa em Pequim. Reconhecemos que não é bonito «bater no ceguinho», mas há aspectos pitorescos que não podemos ignorar. Elenquemos os mais inusitados: a judoca Telma Monteiro «atirou-se», como gato a bofe, ao árbitro, responsabilizando-o pela sua eliminação; o atirador Nuno Pombo foi afastado por não conseguir fixar a mira do seu arco. Já hoje, em transmissão que tivemos oportunidade de visionar na TV, o cavaleiro Miguel Ralão Duarte, desistiu da sua participação na disciplina de «dressage» das provas equestres devido ao medo que a égua, baptizada com o esotérico nome de Oxallys da Meia Lua, mostrou quando viu o ecrã de video instalado no recinto. Convenhamos que há coisas muito pouco normais...Repórteres de guerra e de secretária
Fonte bem informada, contou-nos que a intrépida repórter Sandra Felgueiras, bateu o pé diante da senhora directora Judite de Sousa, recusando o «convite» da direcção de informação para ser a enviada especial da RTP ao conflito que opõe russos e georgios na Ossétia do Sul. A filha da autarca de Felgueiras preferiu ficar na redacção da Marechal Gomes da Costa a acompanhar, minuto a minuto, o moribundo Caso Maddie. Quem não perde uma é o «orelhas». Rodrigues dos Santos apanhou o primeiro avião para Tblissi e, por certo, vai arranjar matéria sumarenta para um dos seus próximos livros.A frase do dia
«Tem sido uma participação normal. Nestas alturas somos todos muito optimistas quanto a medalhas, mas esquecem-se que são 207 países e ficar em 7.º ou em 9.º não é mau. Também ouvi há uns meses dizer que a selecção de futebol era favorita a ganhar o Europeu quando nunca fomos capazes de ganhar fosse o que fosse até hoje», Moniz Pereira, treinador de atletismo, comentando a presença portuguesa dos JO de Pequim, «Record», 14 Agosto 2008
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